Pesquisar este blog

terça-feira, junho 30, 2009


Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo
Wander Wildner
Composição: Wander Wildner


Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo
Parece uma grande bobagem mas é o que eu sinto quando estou voando e eu tô voando
Eu fico pelado no quarto vendo a sua foto
Parece uma grande bobagem mas é o que eu faço quando estou de porre e eu tô de porre

Se eu pudesse eu ficaria sempre junto de você
Se eu pudesse eu estaria sempre perto de você
Se eu pudesse eu estaria ouvindo o seu coração
Se eu pudesse eu não faria nada nem esta canção

Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo
Parece uma grande bobagem mas é o que eu sinto quando estou voando e eu eu tô voando
Eu fico pelado no quarto batendo punheta
Parece uma grande bobagem mas é o que eu faço quando estou porreta e eu tô porreta

Se eu pudesse eu ficaria sempre junto de você
Se eu pudesse eu estaria sempre perto de você
Se eu pudesse eu estaria ouvindo o seu coração
Se eu pudesse eu não faria nada nem esta canção

Se eu pudesse eu ficaria sempre junto de você
Se eu pudesse eu estaria sempre perto de você
Se eu pudesse eu estaria ouvindo o seu coração
Se eu pudesse eu não faria nada nem esta canção
Wander Wildner é uma figura a parte, estilo tem sobra e historio no rock do Sul, foi vocalista da banda Replicantes, sempre totalmente contraditório e com atitude rock in roll de sobra, isso é pra quem gosta de rock, o Wander é um autentico porra loca e com talento,no acústico Bandas gauchas ele mandou muito bem, vale conferir, como disse estilo ta sobrando.

Acústico Bandas Gaúchas, Wander Wildner:
http://www.youtube.com/watch?v=9uuHd1sO-W8&NR=1



O pirralho do Armageddon !

As vezes para alguns conhecimentos façam sentindo, é preciso largo tempo, um burilamento considerável e claro oportunidade, sempre tive para mim quando mais obvia é alguma coisa, menos óbvia é esta coisa, no geral não percebemos as minúcias, os detalhes que fazem a coisa andar. A muito tempo atrás ouvi uma expressão que na época achei algo forte, era relativo a crianças, e dizia mais ou menos assim: filhos são como peidos,só os pais agüentam! A mulher que disse isso estava num momento de indignação profunda, pois os referidos pirralhos que ela tomava conta a estavam deixando maluca, então de certa forma o desabafo ta justificado e bem entendido.
Eu estava saindo de casa ontem, exatamente ontem, o tempo não estava dos melhores, frio(para quem sente), um céu cinza escurecido e eventualmente chovia frio,um típico dia de inverno, cuja a vontade única é ficar em casa, lendo, vendo algo interessante, mas sacrifícios a parte, era preciso ir trabalhar.Quando estava a porta do prédio,pronto par a sair me deparo com uma cena pitoresca:uma mulher que dava ares de babá, e uma criança com seus quatro,cinco anos,eles esperavam algo e eu também, parei ali e pensava se seguiria na chuva a pé ou faria algo diferente, dessas decisões fundamentais da vida!
Então o pirralho que falava sozinho o tempo todo, deu mostras de estar possuído por alguma força espiritual, porque fez uma cara séria do nada, e começou a dizer: ele caiu no chão e aí mataram ele a pauladas...pauladas...até quebrar os ossos...e aparecer a cabeça quebrada...sangue pra todo lado...morreu a pauladas...sangue pra todo lado.
É claro que em primeiro momento achei “engraçadinho”(dessas coisas que crianças fazem e que não tem sentindo nenhum, então achamos engraçadinhos...), entendi como uma brincadeirinha bobas etc...e sorri pra babá tentando ser simpático (minha simpatia nunca é gratuita...a baba era interessante e gostosa...)ela também sorriu e disse:O Antonio sempre diz essas coisas, e riu...
Então o guri se volta para mim e diz: mataram ele a pauladas até sair todo o sangue, o sangue todo, os ossos todos quebrados...e depois jogaram fogo nele...morreu torrado e quebrado, a paulada abriu a cabeça e saio tudo pra fora...sangue...todo sangue
Bem, ainda com espírito “natalino”, eu sorri para ele e concordei, como fazemos com adultos imbecis,quando a besteira é grande demais é melhor concordar, sai mais barato, tenha certeza disso, e assim fiz. A essa altura a babá dizia pro menino parar com aquelas bobagens e tal, mas ele nem bola, repetia toda aquela historia novamente como um mantra satânico, é, ele tava tomando por algo do mal!
Então eu resolvi tentar dar uma nova conotação ao assunto, porque aquele guri tomado por satã, precisava de alguma coisa, então perguntei displicentemente:
-Oi...de onde você tirou isso?
Ele responde:
-Eu vi tudo, meu vô pegou a pistola e matou o ladrão na casa dele, e ai meu pai pegou um pau e bateu na cabeça dele até sair sangue, e abrir a cabeça toda, quebrou todos os ossos...tinha muito sangue, sangue pra todo lado...
A babá agora indignada, disse:
-Pára Antonio,pára...isso já passou, para com esse assunto chato...
E o guri seguia: tinha sangue pra todo lado, ossos quebrados...
Neste momento e passei a concordar com o menino,disse que então essas coisas de sangue, quebrar ossos, sair cérebro pra fora, matar a paulada eram normais, aconteciam todos os dias e dependendo de quem fosse, as vezes ninguém dava bola não, mas nada adiantava, o guri seguia na sua maluca cantoria de satã.
Não ia perguntar, mas perguntei a babá gostosa:
-Isso que ele ta falando é.... ?
Ela ficou pensativa demais, para que fosse uma coisa sem importância, então disse:
- É, a casa lá fora foi assaltada...etc..etc..etc...
Bem a chuva tinha diminuído, e aquilo já estava se tornando bizarro demais, era preciso ir, dei mais uma olhada na bunda da babá, dei tchau e fui.
Ao fundo ainda escutava o guri, que mesmo eu tendo me afastado, ainda seguia o seu mantra sangrento: quebrou os ossos...abriu a cabeça, saiu tudo pra fora...tudo...sangue...
Fiquei pensando, que seria daquele menino, que com aquela idade falava tanto em sangue...
Não sou autoridade alguma para falar de crianças, e nem tão pouco cabe a mim julgar nada, mas quando me deparo com coisas assim, fico pensando no futuro, nos programas de televisão,na violência...etc..tantas coisas em um mundo caótico.
Em um momento eu senti um aperto no peito, lembrei-me da minha infância, e talvez de um momento que um dia fui inocente, lembre de mim mesmo, uma saudade que vaga.

Paz profunda a todos.

Luis Fabiano.

Pérola:

“Por vezes considero um flato alheio algo mais inteligente, que a voz embargada de palavras intelectualóides, o peido pode ser uma verdadeira sinfonia de autenticidade.”

Fabiano.

segunda-feira, junho 29, 2009

Haunt Me (tradução)
Sade


Persiga-me


Persiga-me em meus sonhos
Se te agradar.
Sua respiração está comigo agora e sempre
É como uma brisa
No entanto você sempre duvida de mim

Mesmo eu te ajudando naquilo o que você está precisando
Nunca ouse duvidar de mim
E se você quiser dormir
Eu ficarei quieta Como um anjo
Tão quieta quanto a sua alma poderia ser
Se você ao menos soubesse
Que tinha uma amiga como eu

Sade canta macio, voz rouca, sauve,ronronando no ouvido, contraponto de sua sensualidade,notoria e densa.Nesta musica que considero uma das mais lindas dela, ela canta de um desejo que cala fundo, porem respeita, um amor em busca da sua pureza, com suas contrariedades,alegrias e tristezas, amor feito de entrega, tão belo e não humano, almas que se encontram e almejam a felicidade uma da outra, e nada mais.
A voz de Leroy Osburne é fatal, sugere exatamente a antitese, mergulhe suavemente e entregue-se.
Paz profunda a todos.

Luis Fabiano.

Pérola do Dia:



“...quantas vezes eu disse:eu te amo olhando nos olhos.
Possivelmente mais por motivos estéticos que qualquer outro motivo, a sonoridade da palavra, a colocação parecia plástica e bela, era o certo a fazer e dizer,era apenas o certo naquele momento.”

Extraído do livro Carnívora(nome provisório) – Luis Fabiano.

Flores da hemoptise

Sinto algo que vai alem de mim, que numa tentativa tentarei exprimir na pena digital, dentro de meus raros sentimentos,eventualmente algo surge cuja a interpretação as vezes não é bem precisa, mas talvez pelas linhas traçadas na utópica tentativa, abrace o sentindo mais profundo.
Por uma graça Divina nem tudo é possível de ser entendido(a misericórdia Divina começa aí), já escrevi antes que a ignorância é uma benção, dela abre-se a imensa possibilidade de ser feliz, por breve tempo que seja, porque a verdade se a quisermos sem fronteiras, bem possivelmente a tal possibilidade de felicidade se vá “para sempre”, que você prefere? Ser feliz por uma brevidade, ou dar-se conta que jamais será feliz?Levando-se em conta que não existe felicidade absoluta ao menos em termos humanos e terráqueos ...
Não sou pior ou melhor que ninguém, apenas dei-me conta que a maioria da humanidade aproximadamente 98%, vive na linha da estupidez e imbecilidade , digo isso com todo respeito, afinal quem não tem suas limitações, possivelmente eu seja o imbecil numero um(é preciso alimentar a vaidade e o ego de um imbecil, já é uma espécie de felicidade...),logicamente, Freud e Jung eram unânimes em afirmar que conhecemos cerca de três por cento de nos mesmos, e nada mais (Freud dizia que o que conhecemos de nos mesmo é um grão de areia do deserto, e o que desconhecemos corresponde ao deserto todo...), então fica claro que a felicidade advêm muito mais daquilo que desconhecemos que daquilo que conhecemos, porem isso é gostoso!Não?
Lamina de dois gumes, se soubéssemos “toda” a verdade dimensionaríamos nossa real e irrisória estatura, se soubéssemos o que se oculta de nós mesmos ,dos outros perceberíamos a inexistência de inúmeras coisas ainda mais nossa profunda mediocridade de “sentir”, das palavras vazias ditas pela estética,mas cuja a realidade fica eqüidistante, sim, entenderíamos que para sempre significa agora e nada mais.Entenderíamos o ângulo reverso do outro ser humano, teríamos um olhar supra-humano para com aqueles que falham no decorrer da estrada, que caem vitimas de sua infinita ignorância (não falo de intelectualidade, falo daquela ignorância que é uma mescla de pouco saber e uma primitividade herdada de nossos ancestrais, logicamente com uma roupagem mais agradável ao olhar...). Entenderíamos o amor como não entendemos a “maldade” humana ,não estou falando em condescendência, falo entendimento; supostamente,quem compreenderia passivamente uma guarda da SS , a raça suprema,enfiando a baioneta no coração de um recém nascido na frente da mãe, apenas para diversão? Você a entende?
A dor para alguns,é uma diversão suprema!A ignorância tem seu lado sadomaso,querendo dizer exatamente que, se você sofre é justamente porque é ignorante e não se deu conta disso, nada mais.
Não entendemos a guarda da SS, e possivelmente a verdade de tal fato nos causaria repulsa, é melhor ignorar o fato, pois irá doer menos,e de alguma forma ira nos afastar da dor, e nos aproximar da felicidade, estranhamente agimos assim em relação ao que é “bom”,ao amor o que de alguma forma poderia elevar nosso entendimento!
A verdade faz mal, e é coisa medonha diria Nietsche ,então eu entendo e concordo que o jogo de maya (as ilusões) é bem vindo ainda ao nosso tipo evolutivo, siga meu sereno conselho, saiba apenas o que seu estomago puder digerir e nada mais,creia piamente que as outras pessoas são culpada, pois é assim que entendemos,(tudo que entendemos funciona em cima da dualidade, certo ou errado,bom e mal, alto e baixo,no caminho do meio ainda não vemos nada, mas ignore, talvez seja melhor não saber,te causara menos culpa), a ignorância é consolo também, pois se existe um culpado, que não sou eu, crucifiquemos o culpado o mais rápido possível!
Você acha mesmo que existem adultos inocentes emocionalmente? Pense...
Não defendo o mal ou tão pouco o bem, com o tempo você entende que nada é perdido, e tudo é aproveitado pela natureza, nossa ignorância é útil como também nossa parca inteligência , e rendamos graças ao que não entendemos!


O texto foi inspirado no filme o Leitor, excelente filme cuja a inspiração baseado em fatos reais leva o ser humano a pensar na coerência que queremos ver em qualquer coisa, e talvez tal apreciação seja interessante.

Fraternalmente

Luis Fabiano.

quinta-feira, junho 25, 2009



Engel (tradução)
Rammstein
Composição: Richard Z. Kruspe / Orgasm Death Gimmicks


Anjo

Quem é bom durante a vida na
Terra
Vai se tornar um anjo depois da morte
Você olha pro céu e se pergunta
Por que as pessoas não podem vê-los

Só quando as nuvens vão dormir
Podemos ser vistos no céu
Nós estamos angustiados e sozinhos

Deus sabe que eu não quero ser um anjo

Eles vivem atrás do brilho do Sol
Separados de nós por uma distância sem fim
Eles precisam se agarrar nas estrelas (bem forte)
Para não caírem do céu

Só quando as nuvens vão dormir
Podemos ser vistos no céu
Nós estamos angustiados e sozinhos

Deus sabe que eu não quero ser um anjo

Rammstein Banda alemã, tem a cara de nosso mundo atual, talvez tal colocação seja depreciativa, ou não, porque toda a manifestação, precisa de um tema, e seus devidos protagonistas, e o caos informal que a humanidade está, é a cara de Rammstein.
Um mundo onde não existem inocentes,onde aparentemente tudo é uma “encenação” bem feita, mas que o tempo e com vagar desgasta, perde sua cor, seu brilho, na finitude essencial de ser, porque simplesmente nada é!
Engel fala disso, e como verão ,tem um ar sombrio, meio sadomaso e com elegância, então não é a cara de nosso mundo?

Afrouxem suas roupas ou as tirer, e assintam o clip:
http://www.youtube.com/watch?v=8Tx7-v2LQVA

Pérola máxima:


"Poucas coisas na vida, são tão emocionantes que um Gol aos 43min do segundo tempo."

Fabiano(o mais inglês que Hamilton)

quarta-feira, junho 24, 2009



"Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante"
Nelson Rodrigues
-------------------------------------------
Cabritinha, que morde.

A muito tempo que digo e penso, o mundo já acabou, apenas as pessoas não se deram conta, falta apenas alguém que apague a luz e feche a porta, deu, acabou.Mas reflito um momento, dentro de meu estreito pensar, chego a conclusão que ainda não, nada acabou, talvez seja um sopro de inteligência de minha parte, ou talvez eu não queria ser quem vai apagar a luz e fechar a porta, ninguém quer este fardo, deixamos aos profetas tal jugo, neste atual tema modista de final do tempos. Como diz um conhecido meu sabiamente: todos querem comer a mamãe, mas ninguém quer dar para o papai aqui!!
Que propriedade filosófica de raciocínio, e este pensar introduz ao caso que me fez chegar a conclusão dos cavaleiros do apocalipse!
Como bom sadeniano, aprecio o desbordar das paixões humanas, os detalhes representativos dos desejos, tão complexos que visam apenas o prazer, e neste aspecto o ser humano é no mínimo, criativo, muito criativo.
Gustavo era o típico tarado de plantão,oculto como a maioria dos tarados,boa profissão,respeito e outras coisas, mas a diferença que ele não possuía as propriedades,atributos físicos generosos, que lhe tornassem um tarado interessante,,bonito ao menos, porem tinha algum dinheiro para compensar, o que para tais fins é absolutamente necessário, pois o prazer custa caro, e as vezes muito caro!
Mas existem coisas que dão prazer a um preço de custo agradável, as vezes até de graça não é mesmo? Então Gustavo, mais conhecido como Gugu, enfadado de comer as mesmas amigas, as velhas viciadas em sadomaso, aquelas pancadas que recebia nas costas não davam mais aquela adrenalina de antes, velas que queimavam em suas costas, sebo quente que queimava , o chicote parecia não doer mais,sempre as mesmas e entediosas coisas, chuva dourada (banho de urina do parceiro)ou urofilia, ou então as especiarias saborosas da coprofilia (saborear fezes do parceiro..) coisinhas que algumas pessoas acham nojentas, desagradáveis talvez,mas que para Gugu eram verdadeiros manjares,especiarias inigualáveis,afinal o gosto refinado de cada humano é de uma variável infinita, mas eu entendo Gugu,e entendo qualquer coisa deste mundo, prazeres que se repetem tornam-se enfadonhos(lembrei de mulheres e homens casados etc...que transam por anos a fio,é claro que tal transa não tem mais haver com tesão literal e sim com espiritualidade e talvez sacrifício,amor sublimado...) , então o pobre Gugu sentia-se um miserável, pois seu gozo estava profundamente comprometido, haverá para um tarado uma tragédia pior que esta?
Uma coisa horrível era aquela!
Era preciso inovar,mas como as casualidades acompanham sempre quem tem puros desejos ou medos, naquela semana começava em São Paulo um feira erótica, seria a sua salvação?Ninguém sabia, mas Gugu rumou para terra da garoa, apaixonado e a procura de esperanças, como um crente em sua fé, reza pedindo as bênçãos a Divindade, Gugu orava, “rezava” mesmo pedindo para que seu prazer pudesse ser satisfeito de alguma forma, de qualquer forma. Cabe colocar um detalhe, que o membro de Gugu, não ficava ereto com trivialidades, era preciso explorar o seu limite, e talvez ir alem dele mesmo, mas qual seria?
Quando estava a porta da feira erótica, sentiu algo maravilhoso percorrendo seu corpo,estava no frontispício do tempo, de Meca, de sua catedral, sim aquele feeling que lembrava um tesão imenso, sim aquele lugar era a salvação de sua alma!
Foi de estande em estande, experimentando coisas, tocando nas modelos, e comprando coisas estranhas, brinquedinhos, masturbadores, vaginas artificiais, cadeirinhas eróticas de balanço.
Então a grande surpresa de sua viagem, e realização de um sonho, ali estava diante de seus inquietos olhos, em um expositor em vidro, ela brilhava mais que qualquer coisa em sua vida, era aquilo que procurava e não sabia...era...era...uma linda cabritinha inflável!
Nunca alguém foi tão feliz na vida, os olhos de Gugu sorriam, aquela cabritinha inflável com cara de mulher ,era a perfeição do prazer possível a ser alcançado, a danada até berrava, um berro original de cabrita, naturalmente quando estava chegando ao orgasmo! Gugu saiu feliz levando seu no prazer debaixo do braço, e em sua mente inspirada agora pensava: na próxima vez eu compro uma porquinha,um pônei e um cachorrinho...inflaveis.
Prazer cheio de ar.


ps: Apenas para constar, cabrita inflável existe de verdade na feira erótica, não é uma invenção minha, e sinceramente recomendo a todos que comprem uma..Bééééé Bééééé Bééééééééééééééééé
ps2: Os genitais da cabririnha são semelhantes a de uma "mulher normal".

A todos que consideram o prazer quase tudo.
Paz profunda.

Site da feira erotika de SP:
http://www.erotikafair.com.br/


terça-feira, junho 23, 2009






Só queria que todos fossem felizes

De minhas vagas utopias tolas,
Talvez a maior seja teu sempre terno sorrir,
Mas de paisagem que passam, de tempo que voa,
Temos só o que lembra,
Mas passa, leva e deixa algo de nós,respiração de viver.
Sei que meu querer,
É sombra dos meus queres infindos e infinitos.
E que por verdade
Eventual que seja, preenche o viver de alguns sorrisos,
Nossa felicidade é assim,
e a sombra do que se ignora, fulgura então
Instancias de felicidade, pedaços,fragmentos...
Da verdade lâmina, equilíbrio constante sob o fio da mente,
onde nem sempre,
Ao que longe vê,raras opulências de farto sorrir.
Verdade, branda, lenta cujo o carinho
fere eternamente a alma, que
Convertida jamais a mesma torna,
de junco verde, inocente e vil, a lenha
Calcinada, negra, ao calor da vida,
dando em sacrifício, do egoísmo em si,
Digo, nem sempre a verdade, límpida integral, traz belezas de seu gestar,
Creio mesmo, que muito preenche o nosso viver,de
nosso coração, advêm
Da ufania de nossa catedral de vidro,
brilhos, reflexos ,sombras e ofuscantes,
Felicidade plena sim, daquilo não dói, daquilo que não se vê, daquilo que não se sabe.
Mas não é tudo...
Se por ardente escolha,teu carinho e caminho, sopro e querer
De verdade ultima, entende amigo meu, e contempla amorosamente
Tua solidão, recebe-a, como ao filho pródigo,
beija-a, como beijam as amadas
De tua vida, e se feliz assim.
Teus caminhos são, onde não existem caminhos, e teu querer não é deste mundo.
Se porem, resistires a agrura, a dureza do espinho em pele nua,
ao fogo que a tudo
Consome, do corpo e da alma,onde nem vitória é mais esperada.
Pensava: queria tanto que todos fossem felizes.
Mas não, seremos o que somos, desnudos diante da vida.

Aos que procuram febrilmente a felicidade,
A poucas pessoas então.

Paz profunda.
Luis Fabiano.


Pérola do dia:


"Mentir com graça, de uma maneira pessoal, é quase melhor que dizer a verdade à maneira de toda a gente."


Dostoiévski - O crime e o Castigo

segunda-feira, junho 22, 2009



Uma produção de 1996, fantástica, vale a pena relembrar, pois possui uma das mais sensuais cenas da história do cinema, hipnotizante, Tarantino e Salma Hayek estupendos :




aproveite agora:

http://www.youtube.com/watch?v=VDpLzSILmLI

Ao término da cena, segundo narrativas do Diretor, todos estavam congelados, o ar ficara saturado de beleza, sensualidade, as formas de Salma, até então uma sublime desconhecida, a profundidade que mergulhara naquele papel, viria a tirar o fôlego de todos que assistiram a cena, homens e mulheres.
O arraso é uma apreciação do momento, aquele instante onde tudo que é ordinário ganha ares de sublimação, somente quem já sentiu algo assim poderá entender, não era Salma, era o todo e o oculto que os nossos olhos pouco vêem.

Paz profunda aos Vampíros.

domingo, junho 21, 2009




“Nossa opinião a respeito de alguém ou alguma coisa, é absolutamente irrelevante, pois sabemos, que todos temos nossos momentos,ruins ou bons, e raramente usamos de tal parcimônia como o alheio.”

Fabiano.

sábado, junho 20, 2009





"Nunca o espirito nasceu,nem cessará de ser;


Jamais deixou de existir;


sonhos são o começo e o fim!


Sempiternamente permanece o espirito


inascível, imortal e imutável.


Em nada o afeta a morte,


embora pareça morta a sua morada!




Sir Edwin Arnold - O Canto Celeste.


sexta-feira, junho 19, 2009



De Eva a flores secas...

Não preciso lembrar que o tempo é inexorável, sua fome é tamanha que lentamente nos devora a todos, como a lembra-nos de nossa impotente finitude, fazemos o que é possível para disfarçá-lo, mas a luta é inglória e derrota certa. Mas esta moeda, tem outro lado isso é verdade, ou melhor pode ter outro lado, se a benção da sabedoria nos coroar com o passar do tempo, se por um lado,o nosso organismo vai ficando desgastado, nossa lucidez aumenta, se nossos cabelos vão ficando brancos, nosso entendimento vai se fazendo mais claro também, se nossos desejos mais primitivos vão tornando-se áridos, nossa emoção toma ares de refinados, afago da mãe natureza que nos tira algo, para nos dar outras tantas coisas, mas será que percebemos isso assim?
Logicamente que não, em nosso pensar queremos ser “eternamente” jovens,na aparência principalmente, queremos o flácido membro mais erguido que a Torre Eiffel, que antes a escorregadia e lubrificada vagina, agora convertida no deserto do Saara, seja eternamente fonte de prazeres ilimitados, mas não é mais...não mesmo.
Vocês já viram os olhos de um leão enjaulado ?Vão ficando apagados...sem vida...
É claro que subterfúgios existem, não os nego,mas são um auto-engano, um dizer a si mesmo que não, o tempo não passou, mas sabemos da mentira, passou sim, e rápido,o cabelo não mente, a pele não mente,a voz não mente, o brilho apagado dos olhos não mente, a secura não mente, a flacidez muscular não mente, mas existem subterfúgios, existem outras mentiras.
O nome dela já dizia tudo, Lucrecia, é preciso respeitar um nome desses, claro que os mais velhos lembrarão da historia de Lucrecia Bórgia, mas digamos, esta é uma anti-historia da mesma, pois embora devassa como a outra, tinha agravos sua avançada idade para a execução de sagrada profissão de prostituta. Sempre fui meio Sadeniano, confesso, nunca ao extremo de tais prazeres que extrapolam o bizarro, digamos um bizarro mais leve, quase sutil, e neste período que lembro bem, a alguns anos atrás conheci Lucrecia, apelidada de Lulu, como uma cadela vira-latas, que colocamos aquele nome sem nenhum compromisso, Lulu era conhecida em quase todas as rodas, uma típica prostituta com todos os achaques naturais da mesma, porem como disse, o tempo lhe foi inexorável.
Conversando com algumas pessoas do meio, descobri que Lulu era linda na década de setenta, atendia a todos os homens que a procuravam, não sabia dizer não, o velho Sebastião, me contou que ela era ninfomaníaca mesmo, chegava a cansar mais de vinte e quatro homens por dia, que saiam arrasados de seu quarto, porem satisfeitos pelos serviços de Lucrecia. Bastião dizia que ela era linda,esguia morena de cabelos negros encacheados, olhar brilhante, sorriso sedutor e um ar fatal, sim, daquela mulheres que os homens olham, e a única coisa que dá para pensar é:transar com ela, fazê-la gozar plenamente e derramar abundante esperma em seu baixo ventre. Claro, que com uma propaganda destas, que você pensaria? Quem não iria querer conhecer Lucrecia?
Eu conheci.
Descobri onde era o seu estabelecimento de volúpia e fui até lá, é claro que não era mais o luxo que foi em antediluvianas eras, agora estava resumido a casa de cômodos simples, era noite e fui chegando devagar para observar o movimento, ficou claro que era um puteiro, pequena luz vermelha, musica alta, e entra e sai de gente, de homens principalmente, desci do carro e fui entrando como quem não quer nada, já fui pedindo um gelada para poder ficar incólume ao olhar do atendente,ele me deu a pior cerveja que existe, daquela marca vagabunda que da uma dor de cabeça daquelas...sabe qual né...tomei assim mesmo.
Então perguntei depois de uns quarenta e cinco minutos de papo furado, com desconhecidos, a Lucrecia tá ai ? Risada geral...e diziam, “a Lulu ?”
Eu acedi com a cabeça, sim, eu queria a Lulu.
Me apontaram para um canto do mal fadado boteco, em uma mesa de canto, alguém vestida de forma burlesca, extravagante mesmo, parecia que havia estacionado nos anos setenta, a visão era incrível, agradeci ao atendente, e fui me aproximando lentamente, como quem se aproxima de uma lenda viva,uma entidade(eu não conheci nenhuma lenda viva, aquela era a minha
primeira, ta certo que a lenda não era boa...mas não se pode ter tudo na vida...), pedi licença e perguntei:
-A senhora é Lucrecia?
Ela ergueu a cabeça lentamente me olhou nos olhos, e disse:
-Ninguém me chama mais por este nome, eu sou Lulu para o mundo.
Senti em sua expressão dignidade, coisa rara, sentei-me e fui logo dizendo:
-Lulu, tu ainda faz programas ?
Ela:
-Tu tens dinheiro?
Eu: Claro.
Ela: vem comigo gostoso.
Quando chegamos ao quarto dela, luzes mais claras ali pude ver o rosto da verdade, e confesso que não é um belo rosto,rosto rebocado de maquiagem com rugas que mais pareciam uma cratera lunar, num gesto automático, sentei-me na cama, e ela começou a tirar a roupa,os cabelos ralos e mal pintados embaixo do chapéu burlesco, unhas mal pintadas em mãos que mais pareciam garras, uma opulência de gordura, que lembravam a casa da banha, e eu sentado ali, estático, em choque talvez( choque é pouco provável, porque absolutamente nada me choca, tenho um vasto repertorio de bizarrice,vista e vivenciada) quando ela tirou o sutiã, os seios despencaram como um prédio sendo implodido,embora vastos, seios caiam em linha reta,fazendo aquele som de palmas, e ela evoluía seu strip-tease da tragédia, quando por fim tirou a calcinha( calcinha era um fio dental, totalmente perdido nas vastas dobras, engolido por uma imensa vagina cabeluda),era o grande finale ?Nada disso amiguinhos.
Ela partiu para cima de mim,quando pude sentir seu hálito pútrido, uma revolta estomacal se iniciara em mim, suas mãos frias me tocaram, já abrindo a braguilha, em busca do pássaro no ninho!
Bem, diante daquilo, caminho sem volta, a condição mais adversa para uma ereção, relaxei e aceitei o mórbido, beijei aquela boca, acariciei aquele corpo, olhei naqueles olhos apagados, fiz todas as preliminares que o protocolo de uma boa transa necessita, me banhei no cheiro do prazer de Lucrecia. Ela não era mais a mesma, a ninfomaníaca havia morrido a muito tempo, sentia dores aqui e ali, não conseguia manter um movimento de prazer. Transei com ela como quem ajuda os idosos a atravessar rua, ela com seus sessenta e seis anos, uma vida judiada não era nem sombra a mulher que fora um dia.O tempo ,inexorável tempo.
Ao final, ela me disse:
-Fazia muito tempo que não transava, os homens não sente tesão por uma velha,acabada como ela, uma lagrima de leve escorria de sua sulcada face.
Eu olhei para ela, num misto de compaixão e algum outro sentimento bom qualquer, a abracei-a, e disse:
-Olha Lucrecia, não me interessa que os homens pensam, mas eu transei com Lucrecia uma lenda viva, uma lenda viva...
Ficamos abraçados como amigos de longa data, em silencio.

Paz profunda a todos.

Luis Fabiano.

Momento Nelson:

“Ora, a alma mais negra e mais espessa tem, por vezes, uma nesga de bondade.”

Nelson Rodrigues – O Reacionário.

quinta-feira, junho 18, 2009


There Is a Light That Never Goes Out (tradução)
The Smiths
Composição: Morrissey


Há Uma Luz Que Nunca Se Apaga

Me leve para sair esta noite
Onde exista música e pessoas
Que sejam jovens e vivas
Dirigindo no seu carro
Eu nunca mais quero ir para casa
Porque eu não tenho mais uma casa
Me leve para sair esta noite
Porque quero ver gente e eu
Quero ver luzes
Dirigindo no seu carro
Oh por favor não me abandone em casa
Porque esta não é minha casa, é a casa deles
E eu não sou mais bem-vindo, não mais

E se um ônibus de dois andares
Batesse em nós
Morrer ao seu lado
Que jeito divino de morrer
E se um caminhão de dez toneladas
Matasse a nós dois
Morrer ao seu lado
O prazer e o privilégio seriam meus

Me leve para sair esta noite
Oh me leve para qualquer lugar, eu não me importo
E numa passagem subterrânea escurecida
Eu pensei "Oh Deus, minha chance finalmente chegou"
(mas então um estranho medo me tomou e eu simplesmenteNão pude pedir)

e leve para sair esta noite
Oh me leve para qualquer lugar, eu não ligo
Eu não ligo, eu não ligo
Simplesmente dirigindo no seu carro
Eu nunca mais quero ir para casa
Porque não tenho mais uma casa
Eu não tenho mais

E se um ônibus de dois andares
Batesse em nós
Morrer ao seu lado
Que jeito divino de morrer
E se um caminhão de dez toneladas
Matasse a nós dois
Morrer ao seu lado
O prazer e o privilégio seriam meus

Há uma luz que nunca se apaga
Há uma luz que nunca se apaga
Há uma luz que nunca se apaga...

Dizem as más línguas que as musicas de Morrissey são de uma profunda depressão, falando de tristezas e coisas desgradáveis da vida, mas ele apenas canta a solidão, solidão a que todos estamos submetidos,fala destes normais sentimentos de perda, que eventualmente temos.
Como bom inglês que é,fala um tom frio, instrumentos em monotonia, voz metalica e grave dando a entonação melancolica tipica, porem é preciso observar, pois se há uma luz que nunca se apaga, as esperanças não estão perdidas seja no que for, mergulhe suavemente no clima de Morrissey, melancolia não faz mal...

Paz
Fabiano.
Com vocês The Smiths
:
Live:
http://www.youtube.com/watch?v=sck89sTS6jc

Versão da estrada, linda:
http://www.youtube.com/watch?v=mbg2AhnIDVM

Pérola do Dia:


"Graças os imbecis da objetividade, um livro pode resumir-se em uma palavra."

Luís Fabiano.


No sebo

Minhas caminhadas sempre me coroam, ou de alguma forma me abençoam com as tribulações da vida cotidiana de outras pessoas, como se não bastasse as minhas, mas estamos na pista, e a isso se chama viver, na verdade sobreviver,para a grande maioria de nós, aceitar isso como normal,é por assim dizer ficar satisfeito com isso.
Como a maioria que já me conhece, eu adoro livros então fui em busca de meu prazer pessoal, prazer solitário, como bom onanista que sou nestas questões tão intimas, e pessoais, aliás mais intimo impossível não é mesmo? Chego no sebo que freqüento usualmente em minha cidade, onde um casal por assim dizer administra o estabelecimento, ela manuseando o computador e ele na parte bruta da coisa, organização, limpeza, catalogação e ordem. Sim, até ai tudo bem, chego lá e neste dia especificamente, eu os encontrei em uma discussão acirrada estilo Ménage tróis, pois ali estavam também um amigo, que imagino supostamente estudante de jornalismo, discutiam acirradamente as questões que envolviam o curso, da valia ou não do diploma e essas pendengas antigas, repletas de nadas, nadas que as pessoas usam para preencher suas vãs existências.
Acho mesmo qualquer discussão interessante, quando as pessoas são inteligentes, discussão advindas da burrice, da passionalidade ou das enfermidades da alma, tornam um vasto deserto onde nada se extrai, enquanto eu olhava os livros, saboreando nomes como:Nietzsche,Platão a Republica, boa sugestão, Schopenhauer e outros, bem, ouvia o festival de estultice, por favor não pense que estou julgando, longe mim, tenho noção de minha obnubilidade enciclopédica,nas boa letras de Nelson, então vem o fato em si.
A referida moça que tinha por volta do seus trinta anos, sentiu que” perdia” a discussão, então começou um irritante, num sentindo repetitivo ,na maneira de chamar seu então querido marido, e ela dizia com voz de gata:
-Mas amor...tá mas amor...amor...então amor...certo amor...quem sabe...amor...
Confesso que achei uma estratégia sórdida a dela, mas no amor e na guerra vale quase tudo, o terceiro protagonista da historia, estava rubro e quando a moça repetia ,amor, via-se fumaça saindo de suas orelhas, até que então não suportando mais a cansativa situação, inventou uma desculpa barata, dessas que inventamos para fazer qualquer outra coisa na vida, e foi-se embora.
Eu em off, apenas observava, dentro de mim confesso que ria, pois via-se na cara do marido, (lembrei-me de um excelente texto do Marques de Sade - O Marido Complacente - uma pérola da literatura...),ele imaginando que ida de seu colega, a discussão terminara, o papo chegaria ao fim,a fogueira aplacava-se, ledo engano amigo, mal o rapaz acabara de sair a porta, ela olhou para o marido complacente e disse:
-Mas amor...tu não acha que eu to certa?
Aquilo foi o tiro de misericórdia, começava tudo de novo... Mas amor...amor...amorzinho...
Por um momento odiei Maria da Penha...aquela moça não entendia o óbvio, o marido com um olhar transtornado, foi tentar começar a dizer alguma coisa, o celular dela toca, salvo pelo gongo,ela atende:
-Alô, oi maninha, que saudade, então me conta as novidades...
Ele levanta-se de onde estava, e vem em disparada para o corredor onde eu estava, perto do filósofos, ele procurava socorro na sabedoria, eu estava alia apenas por acaso, então o cidadão sentou-se perto de mim, eu estava apenas sorrindo interiormente(eu acho), mas creio que algo deva ter vazado para fora de mim, como um peido incontido, ele me olhou, meio sorridente e disse:
-Salvo pelo celular...pelo gongo...
Eu olhei para ele e disse: é verdade, tu mercês um prêmio (eu ia dizer mais coisas, mas preferi calar, vá que de - repente ele tenha aqueles arroubos passionais que as pessoas tem quando envolvem sentimentos...me economizei).
Ao fundo ouvíamos ela falando no celular:
-Mana...mana...mana... tá, e tu tem leite nas tetas? Tem bastante é...nossa que bom...é...que bom...
As vezes resolver as coisas de forma filosófica, é como tentar implodir um vasto prédio usando uma bombinha de são João.

Dedicado a todos que não tem ,um se toque( por favor não me entendam mal, nada de masturbação hein...)
Paz profunda a todos.

quarta-feira, junho 17, 2009


Poesia Pura:


"Assim como a maquiagem pode, às vezes, fazer com que uma puta passe por uma mulher virtuosa, também a modéstia pode fazer um tolo parecer um homem de senso. "

Borboleta.



Pérola do Dia:

“ Nem sempre o melhor,o mais belo,o mais inteligente,o mais hábil, o mais virtuoso, o que tem o dom etc...vence.”
Fabiano


Ganhador da Mega Sena Acumulada.

terça-feira, junho 16, 2009



Você me traiu?
-Eu não...

Isso parece mais típico do que nunca, minhas caminhadas de intervalo sempre me abastecem de pérolas da vida ordinária, belezas e agruras de vidas em busca de um sentido, então quando menos se espera, a vida nos presenteia com alguma coisa, claro, nem sempre é de nosso agrado, mas quem disse que a vida está ai para nos agradar? Temos um desejo incontido que ela seja retinha, bonitinha,sem pedrinhas,canteiros em flor etc...bem se for assim o tempo todo, não é vida, é anti-vida, morte homeopática servida muito gradualmente.
Foi assim que encontrei Chicão, um amigo, conhecido, que por razões óbvias mostrava suas chagas em praça publica, não conseguia conter-se, ( existem pessoas e momentos assim, é quase como se mostrássemos nossos dejetos no vaso sanitário, para alguém apreciar,dar nota a nossa obra de arte, feita com nossas partes pudendas, agora imaginem a cena...que cheiro desagradável não ?).
Chicão não estava nada feliz, estava num daqueles sentimentos indefinidos ,meio raiva, meio tristeza,meio querendo morrer, querendo matar e tudo isso mostrava e levava a uma frustração,coisas depressivas e aborrecimentos, então vendo este estado dele não pude me conter:
-Então Chicão, qual as novas cara ? Porque essa cara de guri cagado?
Ele riu sem amarelo, e percebi pelo andar da carruagem que vinha uma bomba...Ele limpou a garganta como um tenor falido e começou:
-Bah tchê, tem coisas que acontecem na vida da gente cara, que são golpes fortes demais para se tolerar, queria ser mais forte, mas não dá...
Eu concordei balançando a cabeça, e ele segue:
-Tu te lembra da Vera não é?
Claro Chicão, mas que foi, ela morreu? ( reparem minha sensibilidade na pergunta...)
-Antes fosse, as vezes a morte é uma benção, cara ela pisou na bola comigo, ela me traiu cara, me traiu com o meu melhor amigo,( fiquei pensando comigo, ainda bem que eu não era o melhor amigo dele...).
Disse isso, e algumas lágrimas vieram ao seus olhos. Eu não sabia muito bem se seguia a conversa ou dava um lenço para ele, me contive, e apenas bati no ombro dele dizendo:
-Que isso cara, ela te traiu e tu ta ai chorando por essa vagabunda? (eu arrisquei pesado o vagabunda, porque é da previsibilidade humana, xingar,menosprezar,ofender,desfazer-se etc...da pessoa que pisou na bola,que enganou, isso ajuda a começar a eliminar as boas emoções que nutríamos por ela, é uma sacada psicológica, que exprime profunda frustração as vessas, quem olha no espelho,vê só aparência as vezes...).
Ele me contou que pegou ela de diversas maneiras, recados de computador, de celular, desculpas diversas para sair, até que um dia ele já desconfiado a seguiu, e viu ela entrar num carro e depois no motel, com um desconhecido.Dizia Chicão:
-Cara, ela sorria de feliz, muito feliz, beijava a boca daquele cara, o sangue me ferveu na hora, imaginava ela se contorcendo de prazer com ele, pensei em fazer um escândalo, invadir o motel, matá-la e essas coisas...por outro lado, me lembrei de meu filho,como eu iria explicar isso? Iria destruir minha família,me transformaria em um criminoso, e pensei comigo mesmo e talvez não conseguisse efetuar isso,não sou deste tipo, não tenho coragem...
Eu ouvindo aquilo tudo,até admirei o momento de lucidez que Chicão tenho respeito a lucidez, e detesto essa manifestação passional que é do ser humano, reação cheia de paixão excessiva, incapaz de pensar, não acho educado e nem tão pouco gentil,grosseria feita de ignorância prevalente no ser humano.
Então perguntei para ele, o que tinha feito?
Chicão me disse que, não conversou com ela naquela noite, mas deixou a cabeça esfriar, embora tivesse nojo dela,não a beijou mais(imaginava o que aquela boca linda tivera feito por ai...), então depois de uma semana do ocorrido, conversou com ela, em tom frio, dizendo que já sabia o que ela fazia fora de casa etc...segundo ele o que mais impressionou foi a tranqüilidade dela,apenas ficou séria e perguntou que ele pretendia fazer a respeito?
Eu perguntei o mesmo...e ai Chicão ?
Chicão, que naquele momento estava reduzido a Chiquinho, me disse que não sabia o iria fazer, que por enquanto apenas não dormia mais na mesma cama com ela, ela porem não fez menção que iria mudar de vida, não sentia-se arrependida etc...Ele apenas estava vivendo,não sabia desapegar-se da dor, amava Vera, e possivelmente, mas com toda certeza amava-se nulamente.não julgo, de certa forma o entendo, as vezes se faz escolhas daquilo que vai doer menos, e para muitos isso já basta, doer menos já é bom.
Todos lhe cobravam uma atitude de homem, uma definição, disse pra ele que as pessoas não sabem nada, nada mesmo, de um modo geral as pessoas são excelente em opinar na vida alheia, mas elas não estão em tua epiderme,tua dor é tua dor e nada mais.
Fui embora, apenas o abracei, disse a ele que seguisse seu pensamento/emoção dentro daquilo que ele entendia que fosse certo, e que de certa forma ficasse em paz com a sua decisão, ninguém podia dar uma solução para ele, ela deveria nascer de parto normal.
Fui embora.
Para traz ficou Chicão metamorfoseado em Chico agora, tentava me lembrar se em algum momento de minha vida, eu me sentira corneado? Na verdade eu nunca dei bola para isso, nunca fiquei procurando pistas, não fiquei desconfiado nunca de uma possível traição, na verdade acho até que gostaria de ser corneado(espero que tenha sido, se fui,mas ela foi uma artista...nunca percebi nada), para saber de minha reação, estranho que mais ou menos me conhecendo, eu iria olhar com alguma indiferença e apenas diria, tchau ! Sem drama, sem fiasco, sem escândalo passional, sem querer matar ou morrer, sem nada,sem pose, realmente não faria caso com isso.
Bem isso na verdade não está descartado em minha vida, possivelmente algum dia poderá ocorrer,afinal quem está livre? Como diz o bom adágio popular: Chifre é como consórcio, um dia você acaba contemplado...
Ganheiiiiiii......

Fraternalmente a todos que chifram ou foram chifrados, não esquentem a cabeça ,porque chifre queimado fede muito.

Paz profunda a todos.

Luis Fabiano.

segunda-feira, junho 15, 2009



How Can I Go On (tradução)
Freddie Mercury
Composição: Freddie Mercury




Como Posso Continuar
Como posso continuar
Como posso continuar
Desta maneira

Enquanto todo o sal
é retirado do mar
Eu permaneço destronado
Eu estou nu e sangrando

E quando você apontar-me seu dedo
tão selvagemente
E não houver ninguém para acreditar em mim
Para ouvir meu apelo e cuidar de mim?
Como posso continuar a partir de hoje?
Quem pode me fortalecer em todos os caminhos?
Onde posso estar seguro?
Onde posso permanecer?
Neste imenso mundo de tristeza

Como posso esquecer?
Aqueles lindos sonhos
Que compartilhamos
Eles estão perdidos e não há como encontrá-los!
Como posso ir em frente?

Algumas vezes eu tremo!
na escuridão
Eu não consigo ver
Quando as pessoas me assustam

Eu tento esconder-me
Bem longe da multidão
E não há ninguém lá
Para me confortar

Senhor
Ouve meu apelo
E cuida de mim

Como posso continuar?
a partir de hoje?
Quem pode me fortalecer(ao longo de)em todos os caminhos?
Onde posso estar seguro?
Onde posso permanecer?
Neste imenso mundo de tristeza
Como posso esquecer?

Aqueles lindos sonhos
Que compartilhamos
Eles estão perdidos e não há como encontrá-los!
Como posso ir em frente?

Como posso continuar
Como posso continuar
Como posso continuar

Com vocês Fred Mercury e Montserrat Cabalé:
http://www.youtube.com/watch?v=Yv0jv3X8Tj4



Beijo da Katana


Em tua beleza fria, alma de razão,
Buscas o rútilo, em pulsar de vida latente
Clamas o beijo da pele que dilaceras,
de lagrimas vermelhas, teu respeito e carinho possível.
De teu afago, só a dor é possível,
E de ti, nascimento de vida e morte.
Mas não és impassível,
De tua invencível lâmina,
dança em oculta intenção, teu bem querer,
o inimigo tomba em surda dor atroz, e antes dele fenecer,
Voltas em paz na tua casa de serenidade,
bainha de teu,meu coração, de onde jamais devias sair.
Muito a ti temem,
porque olham apenas para as feridas abertas,
olham a dor,ouvem a musica dos gemidos, e em
Dor e feridas, poucos entendem a doce mensagem subjacente,
tua honra passa invisível e errante, como traço da pintura genial,
ou a musica das esferas.
Assim te tornas bela inimiga/amante,
atraente mulher, de provocantes formas,
dama da morte, que em beijo sequioso, provocas,
dás tudo de ti, e tiras tudo de mim.
Como não adorar-te?
Como não ceder a teus encantos ?
Como não querer ser vítima de ti, como não entregar-te a vida.
Amo tua alma,como amo minha dor...
meu coração adormece agora.

Paz profunda a todos.
Fabiano.
Pérola do Dia:

sexta-feira, junho 12, 2009


Pérola inspirada no dia:

“Não troque o que é verdadeiro e duradouro, por aquilo que é efêmero e passageiro, embora o passageiro, seja infinitamente mais interessante.”

Fabiano.

Dia dos Namorados

Rochele Drean abre os olhos, de um dia que deveria ser um dia marcante e definitivo em sua vida, muito embora é claro, ainda não soubesse disso,tantas coisas estão em possibilidades em nossa vida, que passam em silencio sem que lhe conheçamos os destinos, e nosso próprio destino. Rochele levanta-se, ao cair da tarde inicio da noite, veste o sol de negro e mais uma noite daquelas que era a sua enfadonha rotina de trabalho.
Ela era uma linda travesti e seu trabalho, dar prazer a homens e mulheres que buscavam algo “diferente”, prazer apimentado,
em meio ao deserto de suas vidas cujo o prazer máxima não ultrapassava o papai e mamãe e um boquetinho inibido.
Mas aquele dia Rochele não estava bem, havia uma tristeza em si, uma melancolia talvez, talvez uma saudade, daquelas que não sabemos muito bem de onde é ou do que é. Toma um banho e veste-se automaticamente como um zumbi, agora pensava nos tipos que iriam aparecer aquele dia, o dia dos namorados, estava preparada para o de sempre, maus tratos, grosseria, uma penetração desconfortável, uma ejaculação precoce e tudo terminava no pagamento final, pensava consolando-se: era trabalho, era trabalho. Mas aquele não era um bom dia, não era mesmo.,como se a noite estivesse mais negra, sem estrelas.
Encostada naquela parede insípida, palco de sua vida, circo de sua existência, tentava saber porque sentia-se assim, o que estaria ocultando de si mesma, que não conseguia ver? Passa um carro e nada...e outro...e nada. Carros passavam como seus pensamentos, e ela perdida em si, subitamente tem um breve momento de lucidez, percebe que queria carinho, havia passado mais de vinte e cinco dias de namorados sozinha, ou simplesmente dando para alguém desconhecido, mas nunca de fato havia comemorado um,como sentia-se mais do que feminina, beijos,abraços e presentes nunca recebeu.
Inventava justificativas que as pessoas solitárias inventam, frases feitas para auto-consolo coisas tipo: Esse é um dia comercial; esse dia é feito para ganhar dinheiro;Dia dos namorados é todos os dias pra quem ama; casados são eternos namorados; e outras tantas que as pessoas dizem friamente, mas que na verdade são fugas de tantas coisas que preferimos não ver, a verdade que Rochele parou para pensar em um momento, e doeu, doeu muito pensar sobre si, pois a verdade é coisa medonha!
Mas que fazer quando se quer um abraço de alguém que não existe? Um carinho de uma mão que não se tem? Um beijo de lábios que vivem em sonhos e utopias? Rochele foi deprimindo,
entendia muito bem seu mal estar, e aquela esquina torna-se abjeta agora (sempre fora, mas agora a via com os olhos da alma o que ela representava, fria sem glamour...),precisava sair dali, ir a algum lugar qualquer lugar,Rochele era o espelho do despertar humano quando olha-se no espelho, era preciso fazer algo urgentemente...
Foi para um bar próximo, desses noturnos fumarentos, musica tecno e pessoas por todos os cantos, casais abraçados a incomodavam, ardia na inveja atroz, todos conseguiam alguém para compartilhar a vida, e ela? E o que ela conseguia, uma companhia por uma hora talvez a um preço de cinqüenta reais? Era estranho mas quanto mais ela via aquelas pessoas felizes, tinha a impressão que a vida era um eterno dia dos namorados, como se os outros não tivessem problemas,como se a vida a dois fosse quiçá um paraíso? Bem a relação humana sempre teve problemas, desde os primórdios, ai estão Adão e Eva que não nos deixam mentir. Aquele lugar era insuportável, queria ficar isolada, sim sozinha, mas a vida não é simples, conheço bem a criatura humana ,e sei que o drama é a sua fatalidade, digo mais, pose e drama (Nelson Rodrigues e Wagner), o drama é profunda incapacidade de escapar de si mesmo,os estertores da autoconfrontação seja ela em nível for, por vezes uma decepção, por vezes uma doença, por vezes uma derrota, o rol de lamentações é interminável e o gestual é a pose, lagrima,raiva,ódio,amor e todos estes sentimentos que a maioria dos homens não tem controle e desconhece, a pose que veste-se bem.
Rochele volta a esquina carregando seu drama pessoal, drama oculto, desejo vazio, como uma naufraga ,tentava sobreviver ao mar bravio, mas aquela era uma noite negra em sua alma, sentou-se na esquina talvez a espera de um milagre,(milagres não existem,e deixe Deus fora disso, você é o autentico milagre e o autentico abismo, o restante é cenário é pirotecnia...), mas este não veio,
Rochele queria morrer, na verdade queria sumir, não havia escolha, são aqueles momentos de profunda decisão, em que nada ou ninguém pode fazer nada por você.
Abriu a bolsa prateada, puxou uma brilhante navalha herança de seu pai, e com a frieza de um iceberg ,foi lentamente cortando as veias do braço esquerdo, um corte profundo, caminho sem volta, o rutilo sangue vai inundando a calçada, enquanto Rochele começa a divisar as sombras do plano astral, as extremidades vão ficando frias, no frio daquela esquina esquecida de Deus, a respiração vai tornando-se superficial e o corpo ficando mole em uma espécie de semi torpor, de olhos semi-cerrados como um meditante, escuta ao longe uma freada, um veiculo estaciona e alguém se aproxima, já era tão tarde, e nos seus últimos instantes de vida alguém queria fazer um programa?
Quando um homem fardado se aproxima, e a chama numa tentativa de saber se esta viva, ele vê a navalha em uma de suas mãos, e percebe o que aconteceu, Rochele quase sem voz diz em sussurro:
-Eu não quero morrer sozinha...me abraça...me abraça, um abraço.

Feliz dia dos Namorados.

Fabiano
.

Big Black ,e as sete à-toas.


Big Black ,e as sete à-toas.

Adoro fábulas, elas mesmo contadas para qualquer pessoa sempre guardam uma lição memorável, quase sempre de cunho moral/emocional e ético, e curiosamente sempre com a vitória absoluta do bem, do correto, daquilo que entendemos como “certo”.

Naturalmente cabe colocar que, muito do que temos como certo, são especulações de nossos desejos ocultos ou declarados(o que achamamos que é certo para nós), portanto, esta a milhas de distancia muitas vezes daquilo que é verdadeiro e condizente com o tipo evolutivo humano, ou o correto segundo o contexto vivenciado, ainda tão satisfeito com o próprio umbigo, falo, e não sou hipócrita, de fato o umbigo ainda é um lugar maravilhoso para nadar-se...quem duvida que prove do umbigo alheio...

Não direi o que acho das historias e contos de fadas, porque isso ficara claro enquanto vou montando e descrevendo o que hora me sopram os fantasmas que habitam meu pensar, errantes e sedentos.

Era uma vez, em uma longínqua floresta, eu me perdi, floresta negra, estava fugindo possivelmente de meus medos hora subjetivos, hora objetivos, e neste escape e fuga, caí tropeçando em uma pedra do caminho, na queda desmaiei, e de longe ouvia algumas vozes finas de gás hélio, que vinham da floresta, parecia que algumas pessoas cantavam, uma cantiga de estimulo, enfadonha e chata, dessas que a auto-ajuda adora tentar emplacar, aquelas vozes foram ficando mais próximas, quando reabri meus olhos, deparei-me com sete anãs, “lindas” que estavam me circundando, estranhamente elas estavam semi-nuas na floresta negra, sim lindas anãs quase desnudas, anãs ruivas, negras, japonesas,caboclas,indianas, cores variadas em sete, como sete é um numero de harmonia universal,naturalmente senti-me muito bem, diante daquela inusitada presença sensual.
Uma delas me olhou caído e semi acordado e disse:

-Vamos levá-lo para nossa casa e cuidar dele, ele parece ser tão dotado!

A que em coro todas as anãs acederam em uníssono.
Fui carregado pelas anãs peladas ao som de uma cantiga, em meio da floresta, que era mais ou menos assim:

-Eu vou, eu vou trepar agora eu vou, eu vou eu vou, transar agora eu vou, ah..ah..ah.

Quase um orgasmo em coral.
A idéia começou a me parecer interessante, afinal transar com sete anãs é o desejo de todo e qualquer homem, são sete mulheres que atendem a sete desejos diferentes, para quem tem criatividade imaginem as horas de diversão e prazer ?
Quando chegamos em casa, as sete anãs alinharam suas camas e colocaram-me sobre elas, e ali fiquei, sendo alimentado e vez por outra a anãzinha A Mestra muito sisuda vinha saber como eu estava, dizia com voz firme:

-Quero que estejas bem, e te sintas bem, és para nós um príncipe negro (o que elas não sabiam que eu era de fato um Príncipe e meu cetro estava bem guardado...)

Fui ficando melhor, e todo dia sempre tinha uma anãzinha para cuidar de mim, adorei a idéia, ela muito a vontade em casa, vinha me fazia massagem, passava óleo, e esfregava seu pequeno corpo em mim, que era muito agradável, não tardou é claro que Dengosa a anãzinha mais preguiçosa descobriu meu cetro, normalmente acordo com cetro erguido, e ela vendo isso em uma manhã dessas qualquer, foi contar a todas as outras.

Quando levantei da cama, e desci para almoçar eis minha surpresa: sete anãs nuas dançado em roda a minha volta, aquela vozes finas de gás Helio, em um circulo e movimentação frenética, foi quando descobri a verdade em fim, eram anãs ninfomaníacas, e eu era o prato do dia.

Subitamente fui atacado, minhas roupas arrancadas e deitado ao solo onde uma orgia fenomenal começa,eu era a vitima mas feliz do mundo,ao menos por enquanto.
Amarrado, uma anã a Soneca a mais louca de todas, fazia um sexo oral em mim em um frenesi incansável, sua boquinha mágica sabia o tempo exato entre uma sucção e outra e a arte miraculosa da língua, ela não parava,era uma maquina. Dengosa muito preguiçosa praticamente sentou-se em minha cara afogando-me em sua imensa vagina( fiquei pensando rapidamente, como pode uma anã ter uma vagina tão grande, era um túnel de amor fabuloso...), Dunga era estranha, parecia meio insana e boba, apenas pegava uma de minhas mãos e colocava em seu seio sem graça, mas de mamilos imensos, e ficava nisso quase numa indiferença tamanha,ria as vezes, mas para ela isso era suficiente, Feliz, nossa que anãzinha feliz, estava deitada em meu tórax masturbando-se no meu peito e ria sozinha, eventualmente deixava sair um pequeno gemido de gozo, e logo seguida feliz com seus pequenos dedos mágicos seguia sua arte.

A Atchim, tinha este nome e logo descobri porque recebera este apelido tai suave,sim ela tinha uma alergia muito singular,quando ficava excitada começava espirrar mas a secreção saia por sua gruta do amor, sim a cada espirro ela “ejaculava” algo por sua vagina, a vezes um gozo doutras vezes xixi, e ela não parava de espirrar sobre mim, vendo a alucinação de suas colegas. Zangada, essa era a sadomasoquista com um colant em couro negro que expunhas seios e e sua cabeluda vagina, uma mascara a deixava com uma cara feroz, ela berrava como uma loba no cio, enquanto um chicote estalava no ar, criando um clima mórbido excitante.E a Mestra?

Logo entendi porque ela recebeu este nome, de fato era uma mestra, coordenava as outras anãs com uma habilidade perfeita, ela ficava apenas olhando, como se o banquete fosse apenas para ela, em um dado momento, houve um silêncio então ela vem próxima a mim,(eu estou amarrado,acorrentado...), então ela me olha bem nos olhos, abre as pernas sobre meu rosto e me aplica a mais longa mijada que poderia ter recebido em minha vida, com isso não conseguindo dar conta daquela quantidade inacreditável urina, fui sentindo perdendo a consciência em agonia e estertores da morte,porem e tudo tem um porem, quando estava quase sem consciência ejaculei abundantemente.

E as anãs ficaram satisfeitas para sempre.
ps- é claro que as anãs profanaram o meu corpo antes de enterrá-lo, mas esta já é uma nova historia.

Satisfação plena a todos.

Luis Fabiano.

terça-feira, junho 09, 2009



De alturas e precipícios

Fui questionado ontem sobre meus escritos, por um momento senti-me um verdadeiro escritor, um lustre na minha idiota vaidade, dizem que faz bem, mas a idéia primordial era saber porque escrevo sobre coisas tão básicas,fúteis e tão limitadas da vivencia humana, seja isso em forma de poesia, forma de crônica, forma sem forma e, minha próprias experiências,havia indignação no questionamento sobre o fato de me deleitar na miséria humana, em suas paixões brutais, em suas manifestações mais primitivas, sobre o finito do ser humano, sobre o que é por vezes tão feio da criatura humana, porque escrever sobre isso?
A vida é tão bela, porque não escrever sobre aquilo que é capaz de inspirar as pessoas ao que é belo bom e útil. Algo que por assim dizer, de uma espécie de alento, um sopro positivo na alma, esperanças de que as coisas vão dar certo, que o bem irá triunfar, algo que eleve o pensar humano muito além do vale de misérias (entendam que a miséria que me refiro não é financeira...) que é pautada a vida das pessoas. Sim fui questionado porque usava minha suposta inteligência(não me considero inteligente,tenho noção profunda de minha ignorância,só isso) para algo tão vil, tão banal e simplório, porque?
Então não era para sentir um verdadeiro escritor?
Aquele questionamento praticamente meu deu uma ereção na alma, imaginem uma alma de membro ereto, falo tão incomensurável que tenta tocar o céu, com sua “mente lustrosa” e pingando...
Tentando ser objetivo(lembrei-me de Nelson Rodrigues, os idiotas da objetividade), logicamente que poderia escrever sobre tais coisas “maravilhosas” e utópicas, que nos arrancam temporariamente do suposto trivial viver, e que ao final nos deixam com um grande nada nas mãos,devorados pela realidade, porque não estamos na dimensão do diáfano ainda, do sutil e do maravilhoso, alguma duvida?Você conhece alguém feliz absolutamente?
Basta observar ao lado...
Escrevo assim porque entendo as profundas correspondências existentes naquilo que é nossa vivencia obtusa e miserável, e a grandiosa aspiração de nossos anseios do infinito, das constelações sem fim, das belezas inimagináveis ao pobre homem, sim, vejo isso, entendo essa autenticidade que é nossa realidade mais próxima, crisálida de homem que se transforma em borboleta, realidade feita de lagarta ignóbil. Poderia usar de qualquer exemplo para escrever o que escrevo, poderia pensar em artes plásticas, na magia de fazer a sombra que enaltece o que é luminoso, o belo,na pedra horrenda e disforme a virar um Venus.
Talvez uma pálida tentativa de física, na danças das partículas, que só chegam a uma próxima camada atômica quando tem energia suficiente para isso, e quando aí chegam ,e tornam-se onda e partícula ao mesmo tempo, numa sinuosa manifestação do que é denso (partícula) e do que é sutil (onda), fato, isso acontece na intimidade mais ínfima de matéria, miséria da partícula, dura, brutal, primitiva, sonho de onda, emoção,beleza ,refinamento e sutileza, acontece o tempo todo.
A prodiga natureza tem tantos exemplos, espelho do infinito no que é finito, creio que aqui começo a me fazer entender, a realidade que próxima esta de nós, de nossos primitivos anseios, fala infinitamente mais alto a nós, que as miraculosas abobadas celestes feita de aspirações repletas de nada, cujo o sentido é obscuro para nós. Quando escrevo sobre brutais paixões, estou falando de infinito, quando falo de tristezas sem fim, estou falando de estrelas cadentes que caem,quando falo de traição,agressão, estou falando de amor sublime, o espelho ai esta, a culpa não é minha ora pois, quem apenas consegue ver a miséria de minhas sombras, vê tão somente a miséria de si mesmo, a pobreza do seu obtuso pensar, a tentativa de apenas sobreviver em nossa guerra informal que é viver!
Apenas para seguir no exemplo da física que me é de grande simpatia, tudo na vida é saber observar, dizem os físicos quânticos, que quando não estamos olhando tudo é onda em forma de possibilidades, quando fixamos algo, tornamos partículas de realidade, realidade que nós escolhemos, advindos de nossa interpretação da realidade, que é por sua vez herdada de nossas emoções, pensamentos, cultura e ambiente, portanto entendimento depende de fatores exógenos e endógenos, é preciso que tudo conspire para que entendamos no sentindo mais amplo tudo que nos cerca.
Esse é o sentindo do que escrevo, respeitando profundamente minha realidade interna, espelho do infinito, que por vezes guardo em uma caixinha de sapato, e por outras vezes o céu é sua morada.
Apenas para finalizar, o que realmente importa em a vida humana, são pouquíssimas coisas, e todas elas advindas do que é absolutamente simples, meu escrever é vida mais que humana, é querer de lagarta, é partícula, é sombra é amor feito vivo.

Paz profunda a todos.

Luis Fabiano.