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quarta-feira, abril 30, 2014

" Trecho Solto...




Trecho Solto...

Ela tremia sentia as mãos congeladas que lhe apertava e beliscava os mamilos. Esforçava-se com as duas mãos, mexendo para frente e para trás. A punheta tava indo bem.  Mexia e olhava em torno. Ninguém. Não aparecia ninguém. Aquilo era um deserto semicongelado.” Ai, mãe do céu, se aparecesse um policial e caísse de pau em cima deste negro sem vergonha.”  

Continuava mexendo com as duas mãos e olhando de um lado e outro. O pau continuava na as frente dela, apontando como um canhão, a meio palmo do seu rosto. De-repente, soltou um jorro. E outro jorro mais.” Caralho! Estava com dois litros de porra no saco, o sem-vergonha!”, pensou Silvia. 

Surpreendeu-se. Não esperava aquilo tão rápido e já era tarde. Sentiu o sabor ácido-doce do sêmem na língua, garganta, nos lábios. O cheio acre da porra.
Entrou-lhe até pelo nariz. Soltou o pau. Limpou as mãos. Tinha lenços de papel no bolso. Procurou por ele, O sujeito agora se masturbava sozinho, frenético e ofegante. Continuava soltando jorros de porra em cima de Silvia, sujou-lhe o casaco. Ela virou o rosto. Cuspiu algumas vezes. Enjoada. O sujeito ficou meio desfalecido. Ela o empurrou e saiu caminhando depressa enquanto se limpava com lenços de papel e cuspia.

Escorregou várias vezes em poças congelada, chegou quase a cair no chão. Continuava com sabor do sêmem na boca. E tinha engolido um pouco. Sentia lá no fundo da garganta. ” Porque estava de boca aberta? Como é possível? Será que sou burra? Estava na portinha, o porco, fazia um mens que não gozava. 

Soltou dois litros de porra em cima de mim. Filho da puta desgraçado! Tinha de ser comigo. Não tinha nenhuma outra no parque. Se eu tivesse um revolver lhe dava dois tiros”. Ia vociferando e quase correndo, apesar dos escorregões. 

Blasfemava e tremia de frio, de nervoso, de fúria, de impotência.

Extraído da obra - O insaciável Homem-Aranha
Autor –Pedro Juan Gutierrez

Páginas – 12 e 13.

Momento Boa Musica - Ricardo Fragoso



MOMENTO BOA MÚSICA

Ricardo Fragoso - Par de Doidos

Cd Canções de Armar e Desarmar



  Produção Fio da Navalha  


Navalhadas Curtas: Olhos Berram




Navalhadas Curtas: Olhos Berram

Tem coisas que não precisa dizer nada... ta escrito, no silencio e nos traços ocultos.

Eles entraram no estabelecimento, faziam um bonito casal. Ela gravida ele rosto sem expressão.

A verdade é: aquela gravidez para eles era uma merda! A barriga grande era o marco de uma eternidade forjada.

Eles não se olham, não falam e ambos tem olhos tristes. Fico olhando principalmente para ela. Sinto sua tristeza ali.  Ela me olha nos olhos e ambos sorrimos, um sorriso sem graça que ambos entendemos.

Eles saem, ele mais a frente e ela atrás, como um cão.
Eu não queria que fosse assim.

Luís Fabiano.



domingo, abril 27, 2014

A Navalha da Cena - Revolver 2005


  A Navalha da Cena - Revólver 2005   

Todo o filme tem ao menos uma cena rascante. Aquela que é porreta! Fudidassa da porra!  É isso, ou o filme é uma merda.
Fio da Navalha retrata tais cenas intensas, que te prende, como um corte inesperado.
Hoje retratamos cenas do Filme: Revolver - 2005   

O filme em si não vale porra nenhuma. É clichêzão hollywoodiano... e sinceramente o filme vale a pena por esta cena...não perde tempo vendo não.

O Ego...é foda...
Quem tem não tem? Quem não quer ser acariciado em nossas vaidades...e em nosso ego?
Hein malandrão? Não gosta de ter o brilho maluco dos holofote em ti? Hein?
Caralho...
Então ta ai a cena...
Tudo muda quando você pensa diferente...e mesmo a merda pode se tornar encantada...quando vista de outra forma...
Baita cena...olha ai...
E se tiver problema com EGO.... Não olha nada pois a verdade é foda.


Luís Fabiano.



Navalhadas Curtas: Eu sou saudável, viu...




Navalhadas Curtas: Eu sou saudável, viu...

Eu tomava o meu chá verde no em um café próximo do trabalho. Uma loira alta, magra ao excesso, pede o cardápio para atendente. Meu chá ta ótimo... então ela chama novamente a atendente e diz:

- Vocês não tem nada ai mais saudável?

Eu levanto a sobrancelha esquerda.

-Olha senhora, isso é o que temos ai... uma salada pode ser uma boa sugestão... que a senhora acha?
-não, não e não... verde agora não é saudável...
-Um batida natural? Salada de fruta?
-Não é saudável nada disso... é açúcar demais...

Então fica aquele silencio, eu e a atendente olhávamos para a pessoa saudável...

-Não tem mais nada?

Nesse meio tempo eu chamo a atendente... e ela vem até mim.

-Seguinte minha filha... oferece agua pra ela, eu conheço esse tipo...agua...

A atendente sorri, o sorriso das safadas.
Ela vai até a mulher e oferece um copo d’água, e para minha surpresa a saudável, abre um sorriso feliz e aceita.

É foda, nada mais saudável que um liquido que enferruja, não tem gosto e não tem cheiro e não tem deixa bêbado.

Foda-se maluca.

Luis Fabiano


quarta-feira, abril 23, 2014

Cirko Akrata - Humano Animal Desanimado




    Cirko Akrata - Humano Animal Desanimado    

Uma vida servil?
Feita de televisão e cosméticos? Uma vida direcionada? Uma vida cuja as tuas opiniões são estão previstas num roteiro? Uma vida que você pensa que escolhe algo? Uma vida escravizada de coisas invisíveis? Uma vida inteiramente segura? Ta tudo certo né? A vida das novelas? 
Você é livre...apenas não sabe disso.
Deixe se perturbar pelo vídeo do Cirko Akrata... afinal a verdade é incomoda mesmo.


Fio da Navalha.






Poesia Fotográfica



Navalhadas Curtas: Bife e amor aos cacos




Navalhadas Curtas: Bife e amor aos cacos

 Definitivamente, pessoas apaixonadas são doentes. Eu almoçava meu suculento bife em um restaurante, então eles entram ruidosamente e sentam-se a mesa frente a mim...

-Amor, sabe que eu te amo? Sabe né amor – ela falou.
-Hum hum – disse o cara.

Olhei com indiferença, com um naco de bife na boca.

-Amor, amor... me da um beijinho, amor?

Ele beija como se beijasse qualquer coisa. Ela não gosta:

-Aiii Beto, que beijo xoxo... mas tu me ama né?

Olhei pra mulher com irritação, ela era uma vergonha para as mulheres que queimaram sutiã...

-Para com isso Carol... que tanto nhê, nhê, nhê?
-te amo né! Tu me ama né?
-Amo...
-Então me beija com vontade...vai...
-Para com isso, a gente ta num restaurante...
-É Beto, acho que tu não me ama mais...

Então surpreendentemente Beto levanta e sai caminhando, deixando Carol sozinha a mesa.
Eu mordia o meu bife que acabava infelizmente, pegando o molho no prato... Carol chorava silenciosamente a minha frente.

Terminei o bife, Carol ainda ali olhando pro nada... a verdade ela era o tipo de mulher que odeio, feita de medo, insegurança, egoísmo e sentimentalismo imbecilizante... Ela sofria pouco.
Levantei, e ao passar por ela disse:

-Puta merda, amor é assim...demais ele se afoga...ninguém suporta.

Ela me olha nos olhos e chora com vontade.
Sabem... tem coisas que você só aprende quando se fode muito.


Luís Fabiano.



Pérola do dia:




terça-feira, abril 22, 2014

Urso Pardo, Papueira, tragos e putaria.



Urso Pardo, Papueira, tragos e putaria.
Parte -1  

Eu andava pela floresta negra, noite alta e sem estrelas como a dores mais atrozes que rasgam o coração trucidam luares, naquela hora eu sentia frio, um frio da porra, um frio que nunca sinto, como se a morte tivesse se aproximando. Floresta maldita, porque fui parar ali? Eu jamais faria isso...jamais, mas agora era tarde eu tava ali. Então do nada um urso gigante apareceu...pardo, voraz e louco...tentei em desespero fugir...mas que fugir que nada, eu me fudi do primeiro ao quinto...o urso ataca meu ombro com uma mordida arrancando um bom pedaço de mim... eu tombo no chão e ele volta a carga...agora morde meu estomago, devorando pedaços de sangue e merda..., não sinto minhas pernas, o coração dispara, estou morrendo...morrendo...que merda eu começo a gritar... e me acordo com meus próprios gritos... puta que pariu...estou a salvo, molhado de suor mas inteiro. Me dou conta que estou em casa, sozinho e tudo é silencio. Bom...isso é bom.

Levanto da cama... dou uma olhada no celular, são três e quarenta e sete da manhã... vou até a cozinha, tomo um bom copo d’água gelada, peido sonoramente e deixo o olhar no vazio. Acordar de madrugada sempre me deixa em um impasse...tornar a dormir ou sair pra rua? Lembro que preciso estar no trabalho as oito da manhã... mas lembro também que sou noctívago, sou um animal noturno, caço a noite, bebo a noite, fodo a noite...um transgressor das horas, um filho da puta do tempo.  Não termino de tomar a água... e olho uma última lata de cerveja no fundo da geladeira, digo pra ela 

– vem aqui sua putinha.

Estralo a lata... deixo seu veneno descer até a minha alma. Aquilo desce bem, desce como um benção do diabo...desce como uma buceta quente gozando no teu pau. Mato a cerveja e decido ir pra rua...chega de dormir, chega de ursos assassinos, prefiro as feras verdadeiras.

Noite quente de uma quinta-feira, a rua esta agitada, os fortes saem na quinta, os mais ou menos saem na sexta e somente os fracos saem no sábado... dia internacional da trepada com a esposa. Que merda.
Meu prédio repousa em silencio, vou descendo pelas escadas devagar, eu meu chinelo, uma regada e bermuda... desço devagar ouvindo silencio, então no terceiro andar, no escuro um casalzinho novo esta fazendo algo parecido com uma trepada... gemem devagarinho e tomam um susto quando me vem...ele estava em cima dela, tetas de fora dela...pernas abertas em um minissaia gostosa... eles tentam se recompor rapidamente, mas eu sorri e disse:

-Calma pessoal...calma ai...só to passando viu...não vi nada...e sigam a brincadeira...ta tudo certo... desculpem, desculpem...

Eles ficam envergonhados, o cara tenta cobrir a moça...mas já era...ela pagou tetinha e os pelinhos da bucetinha também. Cheguei a pensar em ficar ali...vendo-os trepar e batendo uma boa punheta, já fiz muito isso, mas creio que ele s não iriam aprovar, as pessoas são muito tímidas. Eu não sou.
Isso me faz lembrar da vez que paguei um motel para duas mulheres treparem... era uma cena linda, mas elas não queriam a minha participação de forma alguma... eu respeitei é claro, fiquei sentando a um metro delas, vendo-as se beijarem, depois chuparem as tetas carinhosamente e ir descendo lentamente até a buceta, fazendo um 69 e gozando uma na boca da outra... era uma poesia linda escrita nas linhas malditas da vida... bati uma boa punheta e gozei sobre elas... nos cabelos. Foi uma boa foda.

No estacionamento do prédio o Fudett dorme, aguardando seus últimos estertores. Entro ligo o motor ronca grosso, ligo o rádio então na rádio União Fm, toca um som de Etta James, And last, sensacional, fala ai de um encontro que deu certo... amor e outras porras.
Vou saindo devagarinho a procura do que a noite tem a oferecer, seus mistérios, suas mentiras, sua bebida, sua ânsia, suas fodas malditas, suas putas recolhidas, a loucura dobrando a esquina, neon queimado e um apito que não funciona.

Eu tinha minhas ânsias e foda-se o resto. Não é assim que pensamos? O viés de uma justiça macabra que entope a mente, entorpece a alma...
Me sinto tranquilo, a Bento Gonçalves com buracos, com os trailers ausentes é uma tristeza sem fim... onde agora eu levaria as mulheres que conheço por ai?

Pra beber uma gelada na bento, conversar qualquer besteira, dar uns arretos e fuder no motel depois? Assim acabam com o romance. Olhar aquela merda me incomoda...creio que não frequentarei mais a Bento... a não ser pelo Pássaro Azul, aquele local tem alma, um dos poucos lugares desta cidade que ainda tem alma.  O resto é supérfluo, duram pouco para encher o bolso de dinheiro de alguém... dinheiro...dinheiro... as pessoas fazem qualquer coisa por grana, e ai leitor qual é o teu preço? Hein... me diz, aqui só estamos eu e você, aqui eu sou seu padre eu me confesso a você e você se confessa a mim...é... estamos unidos pela merda das letras, pela merda existencial e por um amor que não se realiza... porque quando se realiza ele morrer.

Vasculho a cidade como um rato... e nada parece acontecer. De quem é a culpa?
Lembro do urso...no pesadelo...ele parecia ser bem real. Decido ir para o porto, gosto muito daquela zona... o Papueira brilha, pessoas nas calçadas, lotado, sem música como é típico, estudantes da Ufpel lotam, bebendo com papos cabeça. Paro ali.

Sou um pescador de merda... acho uma mesa sento e espero. Bom rabos desfilam, rabos que parecem não fuder, conheço mulheres que fodem... e aquelas moças, preferem o cabelo, as unhas e as roupas que uma verdade mais crua. Quem gosta de verdades cruas?

Em uma mesa próxima, uma coroa, solitária, tatuada e bebendo tava por ali... uma pescadora também?

Continua...

Luís Fabiano.




segunda-feira, abril 21, 2014

Final - Doses Homeopáticas de nojo e verdade




Doses Homeopáticas de nojo e verdade

   FINAL   

No dia que sucedeu a este, ambos acordamos de pleno mal humor. Por vezes é ótimo isso...minha possível confiança nela, havia se esvaído tristemente num jogo sujo, mórbido e insano. Vivi muito minha vida assim. Fazendo jogo com Nara, Marias, Cleuzas, Denises, Monicas e Normas...não estou me vangloriando.

Eu sou apenas o resultado natural daquilo que você é capaz de provocar em mim. Uma fatalidade cataclísmica de loucura...existem pessoas que só conseguem despertar em mim o imprestável e outras conseguem abrir as portas estelares e fazer vibrar cenas doces de uma antologia serena e natural.
Eu e Nara estávamos fudidos...e naquela manhã fatal seria o desenlace final. Haviam muitas pendencias que não mencionei. Mas que vou contanto agora devagarinho. Eu morava com ela e não pagava absolutamente nada... a não ser a cerveja de cada dia e alguns cigarros que eram pra ela.

Eu achava justo, nossa troca de favores feliz, uma relação meio estável? Mentira...uma ilusão, uma mentira bem encenada e vivida por ambos, definitivamente amor não faz parte do jogo ou faz. Sou um ser sem esperanças e crer em alguém que se achava tão esperta...não era necessariamente um desafio.

Naquela manhã que acordei, eu já sabia que queria ir embora pra sempre... estava cansado de ilusões. A gente cansa, pode demorar...mas cansamos. Ela percebeu no silencio...e largou a perola de amor: “quando o dinheiro sai pela porta, o amor sai pela janela...”
Não concorde com isso.

Eu vivi misérias com outras mulheres, morei um quarto dois por três... e ali naquele micro quartinho, tínhamos momentos de amor e miséria, havia beleza, havia tesão, paixão de viver. Tenho boas recordações do meu passado. Não era bonito, mas era maravilhoso. Coisas que a grana não pode comprar, sabe Nara?

Dinheiro, grandes merda dinheiro...e todo esse papo furado que a maioria das pessoas que não pensa acredita: tenha dinheiro e seja feliz? Compre tudo... compre felicidade, compre segurança? Compre caralhos dos anjos e foda as bucetas dos demônios... compre...compre...compre...e isso vai encher a tua vida de coisas...mas não de significados...vai poder encher a tua vida de ilusões vendáveis.

Ao ela falar essa frase, minha decisão a estava tomada. Mas nada deve ser tão rápido assim... a vida se um pouco de tortura não tem graça. Sou um sadista e masoquista por natureza. A verdade seria contata em doses homeopática...sim, lentamente, com desculpas de todas as natureza, com mentira, com verdades, com ânsia e  merda.
Porque?

Simples como todas emoções humanas: ela havia me traído, ela havia me mentido, ela havia enganado muito, ela não era honesta, ela... como disse foi o que ela conseguiu despertar em mim, o canalha celestial. Era ora de empatar o jogo.

Levantei tomei um banho...e me vesti para sair, sair daquela casa, sair da vida dela, sair pra não voltar mais. Chega. Sou de decisões densas: quando tomo uma, é sem volta, seja com quem for, seja com amigos, parentes próximos, deus ou seja lá quem for...
Sai da casa, entre gritos, berros e coisas que se quebravam atrás da porta... parei ao lado do meu carro, ouvindo o som de quadros se quebrando... portas batendo, gritos de raiva...maldições e todo tipo de merda que uma mulher com raiva é capaz de fazer.

Fui embora, dirigindo devagar, retornando a casa, que era muito longe, no meio do caminho meu telefone toca, atendo e era uma velha amiga minha, a Denise...que havia voltado a Pelotas depois ter sido solta:

-Fabiano...que saudade de ti... queria te ver lindo...
-Claro Denise...quero te ver toda, inteira...
-Hummm...sai da cadeia agora...to morrendo de tesão...que tu achas?
-Acho que vou te fuder como uma cadela...
-Au,au,au, au.... adoro fuder... cansei de ser lambida por mulher...quero um macho... de verdade...tu és esse cara?
-Já é... onde tu estas cadela?

Ela me deu o endereço no fragata, fui em direção. Dois minutos depois de eu desligar o fone... ele toca novamente, era Nara:

-Só pra te avisar Fabiano...eu vou te encontrar... e vou te matar cara...viu...pode escrever isso
-Tá bem... era isso?
-Eu vou te torturar cara...vou incendiar o teu corpo...viu...vou queimar teu carro seu filho da puta...contigo dentro...otário...
-Legal, vamos economizar no enterro né... afinal carbonizado deve ter desconto de for cremado né ?

Ela desliga o telefone com violência.
A vida te ensina: quem fala que vai se matar, quem fala que vai matar, quem fica fazendo ameaças e mais ameaças... nunca faz. Os poucos suicidas que conheci, não avisaram a ninguém que iriam se matar e não deixaram bilhetes...e por ai vai. O suicida que deixa bilhete é um fraco... vocês sabem, a morte as vezes é mais digna que a desonra. Eu entendo.

Mas agora eu não tinha tempo pra pensar nisso...iria comer a buceta de Denise... mas que porra...porque será que ela foi presa? Bem as pessoas cometem erros...ninguém sabe do futuro.
La estava eu no final do Fragata... consigo achar um chalé caindo aos pedaços. Realmente minha vida havia mudado sabe... e precisamos saber aceitar o que muda. Desço do carro e bato a porta quase caindo... Denise abre sorrindo, esta horrível, magra demais ( não gosto de mulheres magras), a cara bem amassada, vestia um shortinho curto enfiado no cu...e sorria com dentes cariados...um cigarro no canto da boca, um sorriso típico que já conheço...aquele sorriso das pessoas que sorriem demais...cheiradas:

-Meu amor -  ela diz – que saudade  cara... te amo viu...bah...

Ao menos alguém me amava naquele momento.

-Denise tu estas fantástica...

Nos agarramos na porta...ela pôs o cigarro fora... e começamos nos beijar insanamente na porta...dando um show a luz do dia, enfiei a minha língua na garanta dela...e ela na minha apertando-a contra meu corpo...e tudo pareceu ótimo, vou viciado em prazer, e Denise era a puta da hora, ela era a esperança de Maria no milagre sem pregos... fui enfiando as mãos por dentro da blusa...encontrando os bicos dos seus seios grandes...pontudo como a lança que matou o rei... erguei a blusa num átimo...e fui chupando...queria que os bicos virassem pregos...sim...em minha boca...fui alternando chupando uma teta e outra...e outra... pessoas na vila passam...uns gritavam algo...mas fodam-se todos... foda-se você leitor...foda-se o cu do mundo foda-se...eu queria incendiar a existência...

Denise gemia quase gritando...estamos loucos, cães do inferno fudendo a luz do dia... na rua... enfiei a mão por dentro do short de Denise, encontrei uma buceta lisa como um pneu gasto...tão lisa que poderia esfregar meu olho aberto ali...e não arranharia... gosto de pelos... ou então total ausência deles... lembrando animais que não possuem pelos, polvos, peixes ostras úmidas...fui puxando o short para baixo...ela sorria feliz... ela usava uma calcinha minúscula, amarela de suja ou da cor, não sei...ela cheirava como mulher com desejo, com cio a flor da pele... não havia papo, prefiro assim...a vizinhança começou a parar para nos olhar...ela riu e disse: entra...Fabiano...entra...

Entrei... e na sala imunda nos atracamos aquele cheiro de buceta forte como a vida, uma buceta no cio...saindo fluidos brancos, desejos a flor de tudo...porra...cheirei bem ela...e lambi aquele grelo majestoso como a piscada do demônio...meu pau duro, molhado e fui enfiando nela... Denise se diluía feliz, sorria com seus dentes sujos e cariados, e tudo que queria era fode-la, como se deve fuder uma mulher...muito...meu pau a lança, bicos duros, buceta molhada, enfiava e batia em seu útero...queria engravida-la naquele momento...foda-se  o depois, eu queria mais...gemíamos juntos...queria encher ela de porra... ela ria...e chorava... eu me sentia num precipício...e tudo era maravilhoso...por fim gozamos juntos... deixei tanta porra dentro ela...linda... sorrindo  e me atirei sobre ela pra descansar... mas eu tenho um ereção boa... eu gozo e fico de pau duro... você dúvida? Experimente!

Eu queria o cu dela...lembro que era um cu raro...nada apertado, um cu largo como a vida fácil... fui virando ela de ladinho...e tudo já estava meio molhado ali...pela gozado...e fui enfiando devagarinho... então ela empurra de chofre...colocando tudo dentro... o paraíso lindo e ali estávamos nós... eu sentia algo pastoso em seu cu...um cu sujo... cagado, mas que importância tem isso? Fui mexendo... estávamos novamente em transe... prazer, merda, orgulho, possibilidade de morrer, ameaças... a vida perfeita. Gozei novamente... entre risos   e merda de Denise, o cheiro lindo da vida... porra e merda.

Fui tirando devagarinho... atirados no chão imundo... animais densos sem encanto...gozados e felizes dentro daquilo que a vida pode nos proporcionar.
Então do nada alguém bate na porta...forte como se fosse arrombar!
Mas que porra é essa ? penso.

-Deniseeeeeeee !!!! Abre essa merda... Deniseeeeeeeeeeeeeee

Denise me olha, tem a cara apavorada... eu pergunto:

-Que isso Denise?
-É Julião... um “amigo”...
-Bah e teus amigos chegam assim... que o Julião  quer?
-Fiquei de fazer uma parada pra ele ai... e não fiz...
-Puta que pariu...que parada Denise?
-É... uma paradinha ai...

Tudo mistério, e la estava eu... comendo a mulher do Julião? Tinha acabado de me separar... a vida meio movimentada...
Denise se veste...e abre a porta eu estou pelado...
Julião entra, pega Denise pela goela e me olha?

-Quem é esse cara Denise? É cana?

Me adianto...

-Não não meu amigo...tava levando um papinho ai com a Denise ai... mas assim, já to pulando fora...
-Que foi malandro? Ta me tirando?

Avaliei a situação...ele tinha tudo a seu favor...as vezes virar o jogo assim...significa morrer...lembrei de negro Paulo que dizia, que mesmo um cara gigante tem bolas...e dá pra apertar..
Julião tava me olhando...me vesti devagar...enquanto ele dava uns tapas na cara de Denise...e perguntava onde tava o bagulho? Cadê a grana? Cadê o bagulho...
Você defenderia um navio desconhecido afundando?
Eu não. A buceta e o cu de Denise eram ótimos...mas o subproduto que vinha com isso era complicado... prisão, marginais e outras coisas que desconhecia também... que merda.
Vestido, fui em direção a porta o gigante me para:

-Tu play, qual é? Vais criar problema?
-Seguinte seu Julião... teu negócio ai é com ela...eu não sou do ramo de vocês... eu apena comi.

Fui sincero, sempre falo a verdade.
Ele tirou o braço da frente... agora Denise gemia também... mas desta vez não era de prazer...é assim mesmo amigos, o prazer quando não está na tua mão é porque você está sofrendo...e o prazer esta na mão de outro... olhei pra ela de rabo de olho... que merda. Era hora de Deus aparecer...vocês não acham?

Entrei no carro... e eles entraram para dentro da casa... e o que poderia acontecer? A gente nunca sabe... você nunca sabe o que pode te esperar ao virar a esquina. Dei a partida.

Luís Fabiano.



segunda-feira, abril 14, 2014

Entrevista - Ricardo Fragoso


FIO DA NAVALHA ENTREVISTA
 Ricardo Fragoso

Ele voltou ao Fio da Navalha. 
Ricardo Fragoso concedeu uma nova entrevista, com muita música, um excelente papo.
O Totonho como é conhecido pelos amigos, tem talento de sobra e muita sensibilidade em suas canções.Canções que traduzem beleza e esperança.
Para o Fio da Navalha é uma honra te-lo novamente aqui.
Senhoras e Senhores com vocês - Ricardo Fragoso.





sábado, abril 12, 2014

Doses Homeopáticas de nojo e verdade




Doses Homeopáticas de nojo e verdade

Dignos ou indignos, por vezes somos apenas o resultado do que segue. Eu sou do tipo que aceita jogos... e como qualquer jogo você, alguém sempre irá se fuder.

Joguei muito com minha vida, com vidas alheias, e nisso não há arrependimentos. É a verdade, uma verdade condizente com que pensei... uma verdade que hoje é condizente com o que penso.
Não sou de mentira...então isso por si só garante a mim um bom título de filho da puta.

Tenho certeza que você não vai gostar de ler o que vem... tão pouco a pessoa que passou por isso alguns anos atrás... e eu tenho certeza que você saberá que é você.
Meus culhões fervem hoje...
Atiçados pelos bafos do demônio e você ajudou Nara...obrigado.
Enquanto a merda nas vísceras de minha alma regurgita em gritos...

Na época, a vida já estava uma merda. Mais um casamento fudido, dos oito que tive. Na real eu não me recomendo, nem como exemplo, nem como nada. No dia anterior eu tinha tomando um porre homérico... e acordei absolutamente são, sem dor de cabeça, sem sequelas mentais e lembrando de tudo. Aliás essa a diferença dos homens e os meninos que bebem.
Mas no início de tudo, Nara se vangloriava da idade avançada, da sua capacidade de não ser passada para trás por ninguém... Nara se achava muito esperta.

Ao fazer isso ela atiçou o demônio...a puta.
Fui descobrindo com os dias que seguiram, que ela não valia nada mesmo, então aceitei o jogo dela, um jogo que nem soube que começou. Como disse, gostava de jogar nesta época com minha vida e com a vida alheia.
Sentados a uma mesa de jantar, no início do namoro, em um restaurante ela dizia cheia de si:

-Sabe Fabiano... eu sempre sei que um cara não vale nada... e tu és um cara bacana...
-Tu sabes sempre é?
-Claro, eu já passei por muito filho da puta, Fabiano...muito mesmo, ninguém me engana mais...eu manjo o cara de cara...

Ela tinha um olhar desafiante... mas será que ela sabia que estava fazendo?
Posso afirmar que não entro um jogo para perder... e eu for perder eu vou levar você junto comigo, o máximo que conseguiremos é um empate.

Mas acho que Nara não sabia disso... ela apesar de ter dozes anos mais que eu... dois ou três casamentos de merda, filhos e muitas dividas, parecia não entender nada da existência, é ou não é Nara?

-Nara, e se por acaso tu enganasse comigo?
-Contigo? Impossível...tu és um homem bom Fabiano...

Ela não pode reclamar que não dei chance a ela... naquele instante, onde eu não sentia absolutamente nada por ela... naquele momento que ela era apenas uma coroa gostosa, magra demais, viciada em antidepressivos e fumante inveterada, não faria diferença se ela chorasse ou sorrisse. Como para você não faz a menor diferença que alguém desconhecido morra.

Depois daquele dia, a relação evoluiu rapidamente.
Não fiz força alguma, ela queria dormir juntinho sempre... essas merdas que tanto fazem uma relação estável... devo admitir: ela como uma foda era fraca, ela tinha um dia da semana marcado que era quarta feira, que ela estabeleceu como o dia da foda lá em casa.

Eu achava estranho isso...neste dia ela dormia pelada e me dava o cu facinha... um cu bonitinho, cor de rosa, limpinho... aliás limpinho demais, nem parecia um cu... um cu sem cheiro de merda, sem restos de merda. Nara é asséptica até o osso, limpa, limpa demais. Isso por si só já me irrita em uma mulher.

Mulher com cheiro de sabonete,
Mulher com cheiro de desodorante,
Mulher sem cheiro de mulher
E quase como comer a Barbie

Incapaz de provocar instintos de um homem...
Ela fodia devagarinho, não havia ânsia, não havia insanidade, não havia paixão naquele sexo programado.
Então na época me perguntaram por que eu estava com ela ainda?
Eu não tinha nada melhor pra fazer.

Nara ao meu lado, era como estar casado com uma alienígena, nós éramos óleo e agua... e ela tinha certeza que eu estava engando por ela.
Nara, cabe lembrar um dos meu porres... quando você se aproveitou que eu estava bêbado... deixa eu deixar bem claro: eu não tava tão bêbado aquele dia... até simulei cair da cama...e você ajudou a levantar... e então você caiu, começou a me fazer perguntar intimas...perguntas que não faria se eu estivesse completamente são. Novidade, eu estava são, ela pergunta:

-Fabiano, eu sou a mulher da tua vida?

Eu dizia com voz de bêbado simulado:

-Tu é a mulher da minha vida...só tu...eu te amo mais que tudo...
-Tu me trai com quem Fabiano?
-Eu nunca te trai...sou fiel...Nara...eu te amo Nara...Naraaaa, Naraaaaaa...
-Tu sabe que se tu me traíres...eu te capo...viu...se tu enfiar esse pau em outra eu te mato...
-Amooorrrr.... Nara...te amooooo

Ela ria, ai vocês julguem... boa índole?
Agora pouco importava, eu iria trai-la para ver se ela iria cumprir a promessa...


Segue...


Luís Fabiano.


Pérola do dia:



Pérola do dia:





" É melhor viver numa segregação racial que reconhece e valoriza o talento negro,
 do que uma falsa democracia racial, que causa a invisibilidade cotidiana, 
tornando-o menos que nada".

Dra. Shirley

Pelotas Tatuada



            PELOTAS TATUADA            


Local -  Rua Gomes Carneiro Esquina Almirante Barroso


terça-feira, abril 08, 2014

Nada é tão simples





Nada é tão simples

O telefone toca de madrugada
Ela diz que esta com saudade que quer bater um papo apenas
Digo que não... e desligamos...
Dia seguinte, soube que ela havia tentado suicídio...
Simples demais...
Eu não sei...
E você não sabe...

Um homem... foi fazer exames em função de suas dores
Ele tinha a certeza que o câncer ia corroê-lo todo lentamente...
Exames revelados... não era nada demais...
Tudo é tão simples
Eu não sei...
E você não sabe...

A criança vem chorando...queixando-se da mãe que não presta...
Nem toda mãe é boa...
A minha é...
A tua também...
Então descobre-se que a mãe agredia a criança freneticamente...
Nada tão simples...
Eu sei...
E você sabe...

Nada fácil de olhar debaixo do tapete
De examinar as tuas cicatrizes fundas...
Aquelas feitas por ti mesmo
Tempo vai e tempo vem...
A garra das memórias cravadas em ti...
Eu queria saber...
E você também...
Lembrando o bom tempo
E ele não voltara mais...
Tudo tão simples
Tudo tão complexo...

Claudia olhando-se no espelho, se achando horrível...
Claudia é linda sim... corpo perfeito, rosto perfeito
Mas Claudia não é uma boa pessoa... carrega maldade
Naquilo que não alcançou...
Claudia gostosa...
Claudia horrorosa...
Claudia silêncios de metal
Eu não sei o que é Claudia
Nem tão pouco ela...
É tudo parece tão simples
Estranhos que se perdem...
Músicas que fazem lembrar
Apitos que murcham...
Não
Nada é tão simples assim.


Luís Fabiano.

segunda-feira, abril 07, 2014

Navalhadas Curtas: O Cu de Navio



Navalhadas Curtas: O Cu de Navio

Gambás fedem e isso é esperado deles.
Esse era o caso de Fernando Cu de Navio também. Tivemos de apelida-lo assim... porque seus peidos imitavam um navio atracando.

O hábito pode se tornar um vício... e foi justamente o que ocorreu. O ambiente era o Bar de Paulete, que eu frequento eventualmente.
Fernando Cu de Navio chegava por volta das 23h, um bom trabalhador... e sua chegada era anunciada pelo som típico...e o fedor. Fernando passou a ter orgulho de ser assim.

Somos seres estranhos, no início ele achava ruim... mas agora acha bom... e até peida quando você o chama...

-Huuummmmmm, Hummmmmmmmm e aquele cheiro de algo estragado invade o local.

Todos riamos e bebíamos mais, a Paulete tinha nojo... mas no final se acostumou, porra afinal ele era um cliente dos bons. E o ambiente de mais a mais...bem...

Era como a voz de Maria Callas, o peido de Fernando Cu de Navio, era natural... talvez esse fosse o dom dele.
Dias atrás, eu estava no Bar de Paulete, Fernando Cu de Navio chegou... e não peidou. Foi como um coito interrompido de silencio desconfortável:

-O Cu de Navio... cadê o teu peido?

Eu perguntei... e todos também tinham aquela questão na alma.
Ele sorriu como um coco feliz... espremeu cara... e soltou um peido forte, talvez forte demais... o mais fedorento da história... e então se seguiu um suco amarronzado... escorrendo pelo chão... com um pouco de merda sólida planetária, e tudo que um bom estomago pode produzir...

Eu gargalhava... então com uma voz fina... Fernando Cu de Navio diz envergonhado:

-É, hoje to com rota vírus...

Luís Fabiano.


Apoteose flertando com a sarjeta




Apoteose flertando com a sarjeta

Tudo e todos tem seu máximo...
Tudo e todos nós, temos o nosso momento...
Às vezes é tudo
As vezes vazio
Uns sorriem no abismo mais denso
Outros choram na aurora mais linda...

Apoteoses tecidas...
Das sanidades e loucuras que cada um traz...
Você está aqui...

Hitler dominando uma Alemanha cega...
Júlio César masturbando um cavalo...
Cristo sendo crucificado
Calígula decepando cabeças para gozar sobre elas
A iluminação de Buda no silencio
Messalina trepando com a legião romana...
O gol que Pelé não fez...

Um nocaute de Mike Tyson em  dois segundos
A Monalisa sádica de Leonardo
O escravo que conseguiu fugir incólume
O casamento que funcionou...
A Capela Sistina vazia...
A Nona de Beethoven
A picada da cobra Rei...

Um tigre te olhando fixamente
A doença fatal que você venceu
O fio de uma navalha
Apoteoses...
Mudas
Berrantes
Doces
Amargas

Quando você encontrou e foi encontrado
Quando os teus filhos cresceram felizes
Quando os nós foram enfim desamarrados
A saída luminosa do labirinto
Você conseguindo morrer tranquilo

Apoteose
E estrelas sorriem enquanto você dorme
E a lua refletida com a mesma beleza
tanto no oceano
 como
Na sarjeta.


Luís Fabiano.