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segunda-feira, setembro 30, 2013

Momento Boa Musica - Rita Ribeiro


   MOMENTO BOA MÚSICA   

     Rita Ribeiro - Xangô, o Vencedor    





Rabo Complacente



Rabo Complacente

Melissa tinha muitas virtudes
Uma beleza singular
Mesmo em suas catástrofes cotidianas
Conseguia manter-se heroicamente bela...
Melissa era uma puta institucional maravilhosa
Tarada por excelência...

Devorar todas as picas deste planeta era seu objetivo
Um nobre objetivo...
O rabo de Melissa era assim:
Ela possuía um elástico anal capaz
De abrir-se para um dinossauro no cio
E sua felicidade era ter seus orifícios preenchidos
Melissa recebeu de nós um carinhoso apelido de Rabo Complacente
Tudo nela era complacente

Ela tinha orgulho de sua capacidade fantástica
Melissa era larga como a ponte de Rio Grande
E mesmo o Kid Bengala, iria sentir-se menos dotado
Diante e sua potência...
Neste dia, eu e Tonho Bala estamos em sua casa...
Bebíamos cachaça, era o que tinha...
Então quando os limites foram rompidos

Como uma barragem que se rompe...
Melissa ergue o vestido... e expõe pra nós a sua virtude
Tonho Bala já meio locão, tira a pica pra fora e diz que vai enfiar nela...
Ela gargalha...como um bruxa má na floresta encantada...
Ela deita-se na mesa da sala...abre as pernas para Tonho...
Mas antes... ela mostra a sua abertura interior

Abre a xoxota, aqueles lábios enormes...
Caídos...eram como portas flácidas do inferno...
A boca de uma anaconda adulta...
Ela estica os lábios...mais e mais...e então o útero aparece todo pra fora...
Me senti um ginecologista fazendo um Papanicolau...(eu ria muito)
Tonho Bala, fica parado olhando aquilo, acho que com medo...
Era como olhar o Evereste, o Aconcágua ou algum morrinho destes...
Melissa gargalha loucamente, com metade do útero para fora dela...
Então ergueu mais as pernas

E abriu o rabo...
Tonho quando viu aquilo brochou na hora...
O rabo de Melissa...enorme
Lembrava o mito da Caverna de Platão...
Ele conheceria Melissa?
Talvez.
Um túnel negro, que ela facilmente enfiava a mão inteira...
Tonho Bala se senta e diz estar com nojo daquilo...

Homens de merda...
Minha vez, levanto e Melissa ri muito alto...
Fecho o meu punho direito...e ele desaparece no rabo de Melissa
Ela diz: Fabiano amor... eu queria ser comida por um ônibus...um caminhão...isso que queria...
Enfio a outra mão em Melissa...
E pra ela tudo é natural e fácil...então ela me pede para fazer o som de um ônibus...
-Fabiano...imita um caminhão...um ônibus...
Eu começo:
-Vai embora...pssssss, vrummmmm, vrummmm, vrummm...pssssss
Próxima parada...


Luís Fabiano.




Navalhadas Curtas:Senhor Ansiedade



Navalhadas Curtas: Senhor Ansiedade

Eu entro no elevador do meu prédio. Aperto o quinto andar...o quinto inferno. Quando a porta ta quase fechando um senhor por volta dos 65 entra, e da última baforada do cigarro dentro do elevador. Fico olhando pra ele, então:
-Opa...é, sabe...eu vou pro sétimo andar...

Eu não havia perguntado nada, pouco me importa pra onde ele vai, mas claro como era um elevador ele só poderia ir até o sétimo mesmo, ele segue:
-É, eu moro aqui no sétimo. O senhor acha que hoje vai chover? Ta com jeito né...ontem fez um dia assim e depois abriu... o dia ficou lindo...
Eu seguia sem dizer uma única palavra. Eu já estava odiando ele. Seres irrequietos são chatos naturais...e agora mesmo eu não falaria nada, o puto segue:

-É...eu tenho esperança que abra(tosse carregada de catarro), vai saber né... a vida a gente nunca sabe...nunca...

Eu olhava os números dos andares...existem seres que são capazes de dobrar o tempo, outros de encurtarem, aqueles 45segundos pareceram uma eternidade... eu não o conhecia(não conheço meus vizinhos) e não queria conhecer, nem nesta vida e nem na próxima...

Meu andar chega, ele ainda “sapateava” dentro do elevador, se sacudindo de um lado para outro...dava a impressão que estava com tição no cu...
Quando to saindo do elevador ele: “tchauuuu amigoooo”...
Eu olho pra ele e não digo nada...mas mudo de ideia...
Reabro a porta do elevador e digo: chato!
A porta ia se fechando e abro novamente...e: chato pra caralho!!! Chato! Chato!
A porta se fecha...


Luís Fabiano.

Poesia Fotográfica




Viagem, Sandra e um amor desfeito




Viagem, Sandra e um amor desfeito

Não posso reclamar da existência. A porra da vida tem sido até que bem bacana comigo. Me sinto livre, me sinto fazendo o que quero, como quero e hora que quero. Tudo tem um preço isso é verdade. Ok, foda-se tranquilo, pague o preço e viva, viva o mais intensamente possível. Essa é a minha única proposta. Sem intensidade eu me sentiria morto. Seja intenso ao abrir uma lata de sardinhas, seja intenso comendo miojo, seja intenso trepando com a sua mulher. Pois uma coisa é certa: não temos o tempo que pensamos ter, não temos bola de cristal e não é possível deixar espaço para o depois...

Abro os olhos, me sinto tranquilo. Ainda que eventualmente tu fodas com a vida de alguém, você precisa se sentir tranquilo. O jogo humano é feito disso, feito de injustiça, feito de dores, feito complexidades tantas, feito do que deixamos para trás. O amor cobra seu preço... vai pagar? O sexo cobra seu preço, a bebida cobra seu preço, a paz cobra seu preço, o patrão cobra seu preço... e você também cobra o seu.

A noite cai, a lua parece bonita demais para nós humanos. Embora que se pensarmos com objetividade, na lua linda que amamos, não tem absolutamente nada, é um lugar horrível de estar, estéril, frio, se ar, sem gravidade...um lugar sem ninguém... um lugar morto. É isso, a lua é uma lugar morto. Penso em tantos amores, e namoros embalados a luz do luar... é como se a morte estivesse ali dizendo: ei seus putos, estou de olho em vocês. Ou talvez vejamos subconscientemente na luz da lua, o traço de nossa finitude?

Puta que pariu... quanta profundidade.
Olhei para Sandra que estava jogada sobre a cama. Uma visão linda... ter uma mulher que se gosta nua sobre a cama... sorrindo pra você, olhos que chamam, braços relaxados, os pelos da buceta alinhados e grandes... uma leve gota de suor escorrendo pelas costas. Eu estava sentando na poltrona, sem roupas e com um grande copo de rum em minha mão.  Cena feita de poesia, e uma felicidade presente... não precisaria de mais nada.
Sandra em silencio, sorria. Não resisti aquilo e começamos tudo novamente. 

Mas antes introduzi a minha língua quente, molhada no seu cu e fui subindo lentamente pelo rego, até aquela gota se suor...pingo de brilhante desvendando a vida, ´pingo de vida. O gosto de rabo de Sandra estava maravilhoso, e depois aquela gota salgada preencheu meu paladar. Sou incansável e se pudesse sugar a alma dela para dentro de mim... assim seria.

Sandra era artista plástica. Temos uma história curiosa, meio Último Tango em Paris. Sem o requinte de tal. Nos conhecemos em uma fila de lotérica. Artistas pagam contas... ela deixou cair uns papeis no chão...e bem, o resto foi mais tranquilo que se possa imaginar. Nunca espero essas coisas... mas sou visitado com alguma frequência por elas. Fui gentil, alcancei os papeis para ela...estava de minissaia e vi suas pernas lindas...e depois seus olhos me sacando. Porra... ela sorriu com leveza e tive vontade se come-la instantaneamente. Sou assim... somos meio bicho. Quantas punhetas para mulheres desconhecidas bati... as fodi com o pensamento e com um pouco de porra no chão. Ótimo.

Começamos a conversar, ela agradece a gentileza... e aquela magia acontece. Entramos conversando pela arte, e terminei na cama dela. Sandra é apaixonada se entrega, se dá , fode com paixão. Parece livre... não pensa em preconceitos, não pensa em moral, não pensa em certo e errado... Sandra vive. Como você jamais viverá. Sandra não faz parte das mulheres perfil e padrão, nem mentalmente ou fisicamente. É gorda, cabelos longos, seios grandes e meio caídos, bicos negros e pontudos como uma lança, prontos para te matar, o seu pincel desliza suave sobre a tela, cores translucidas, suas mãos macias é uma alma boa, suas coxas grossas antevendo o paraíso. 

Não sei o que tenho Sandra... e nem ela sabe o que tem comigo. Gostamos de trepar, sem mais delongas, sem frescuras, sem tratos, sem previas...e sem lugares certos...as vezes sem preliminares, ela gosta que enfie a seco... gosta de ter a sensação de estar rasgando...se rasgando, geme como uma cadela apaixonada...e isso é tudo que temos. Fácil e simples.

Depois que gozamos novamente, ela para o olhar para mim. Algo que nunca fazia. E havia algo ali... algo não pronunciado. Tenho um cigarro Black mentol entre os dedos... ela lambe um pouco da minha porra e então:

-Fabiano...eu to indo embora para a Europa, daqui a dois dias...
-Ok.
-Acho que vou ficar por lá uns seis meses...
-Ok.
-Tu só diz ok?
-Sim ok.
-As coisas são simples para nós né?
-Sim Sandra, não existe visto de permanecia, nem contrato de casamento, nem certificado de certeza... ambos gostamos de prazer...e é isso... arruma um Europeu ou Europeia por lá...sei que você não se prende a gênero... e goze, goze pra caralho...
-Mas eu volto Fabiano...e...
-Psssssss, não diga nada não...não fuja de nossa simplicidade...amor por vezes fode tudo.

Sandra ri.
Essa é a merda da convivência humana. Nada na vida permanece estático. Nada. O coração bate ainda que você seja de pedra. Por vezes abomino a natureza que faz que tudo se complique. Natureza, você é filha da puta... e por vezes horrenda. Deve ser por isso que o homem se vinga da natureza todos os dias...

Ficamos naquilo, eu senti vontade de vestir minhas roupas e sair. Queríamos que mantivemos a dignidade no fim... sem adeus, sem saudades, sem amanhã, sem até a volta. Sandra fica ali me olhando...me visto e saio, sem dizer absolutamente mais nada.
Estamos salvos.



Luís Fabiano.

domingo, setembro 29, 2013

Roberta



Roberta

Roberta, Roberta
Você esta aí?
Silencio...
Ela queria responder mas não podia...
Asfixia e medo...

Roberta brinca de viver
Roberta brinca de morrer
Roberta muda
Então ela adormeceu por alguns dias
E foi como a vida se perdendo em grãos
Gritos não ouvidos
Vozes indo e vindo
E uma oração constante...como um laço de dor estendido ao céu...

Aqueles foram dias difíceis
Repletos de duvidas
E por algum momento, desejou não estar ali...
Desejou não ter agido estranhamente
Desejou que a poeira do caminho ficasse para trás...
Lamentos tantos
Mas nas manhãs sublimes que a vida oferece

De dia a dia sem esperança
Roberta acorda
Roberta se sente viva
Roberta levanta-se bem devagar...
Foi como renascer
Rosas tenras embalando-se ao sol
Frágil e feliz

Caricias do vento feito de promessas
O trágico fez o seu milagre
E como um traço de sorriso
Ela quis viver, viver e viver
O mais intensamente possível...

Roberta plana
Roberta outra Roberta
Roberta em nossas vidas
A janela do quarto se abre
A luz adentra rasgando as sombras
Ela abraça o amanhã com serenidade.


Luís Fabiano.


sábado, setembro 28, 2013

Hospital


 

Dias atrás eu estava a porta do hospital.
Esperando, esperando e esperando...
Então pessoas que desconheço, saem sérias demais.
Uma delas pega o telefone e fala:
-Célia? Sim, o médico disse que agora é irreversível, ela não vai acordar mais...
As lágrimas explodiram, e ali tudo era uma canção feita de despedida.


Luís Fabiano.

quinta-feira, setembro 26, 2013

Serginho da Vassoura - Entrevista


ENTREVISTA - FIO DA NAVALHA   

  Serginho da Vassoura    

A Praça Coronel Pedro Osório tem seu personagem. Entre acordes,desacordes, ironias, criticas subliminares, Serginho da Vassoura esta por lá...dando a sua letra e sua arte.
Fio da Navalha teve o prazer de entrevista-lo,mergulhar em suas historias, seus planos e sua fonte de inspiração que é a vida. Muita musica e humor.
Senhoras e Senhores - Serginho da Vassoura.







quarta-feira, setembro 25, 2013

Criolo e Ney Matogrosso


  MOMENTO BOA MÚSICA  

  Criolo cantando com Ney Matogrosso   

# Fregues da meia noite #




terça-feira, setembro 24, 2013

Pérola do dia:




FINAL - Valadão, Monica e uma confissão (engula devagar)




Valadão, Monica e uma confissão (engula devagar)
Final.


O viés de tudo, surge quando menos esperamos. A outra face que ocultamos em nossas vísceras, cria asas ferozes e a verdade surge como um câncer que em vez de libertar, te aprisiona... quem disse que a verdade liberta? Mas que porra isso...

A outra face de Monica surge. Ela senta-se, acende um cigarro e eu não consigo tirar os olhos de suas coxas... aquilo não eram pernas, eram uma promessa certa de paraíso. Gosto de pensar assim, pois a promessa sempre é melhor que a realidade. Estávamos todos em silencio, eu aguardava com alguma expectativa o que viria, ela dá uma tragada:

-Tu vais contar o que vou falar aqui, no teu blog Fabiano?
-É possível... tudo depende, eu nunca sei o que vou contar... prefiro a surpresa... sem planos de voo, as vezes eu viro um acidente fatal...
-Tudo bem... vais contar onde é o endereço? Quem somos?
-Talvez...não sei Valadão...nunca sei de nada.

Ela ignora minhas colocações e começa a falar:

-Desde que o Valadão se acidentou, nossa vida ficou algo complexa. Sabes como é, ele precisa de cuidados especiais o tempo todo, então ganhamos indenizações e hoje ambos não trabalhamos. Por um lado isso é bom...

Valadão sorri sem graça. Ela segue:

-A adaptação a esta vida é cheia de percalços...e eu amo este homem...e ele me ama também. Pode parecer um chavão, o amor salva tudo... talvez salve mesmo, mas não pode ser um amor mesquinho, medíocre, acho que o temos aqui Fabiano é algo muito raro...e eu não troco isso jamais, por nada ou ninguém.

Havia dignidade em sua fala...uma dignidade advinda do aço inoxidável, um dignidade revestida de uma beleza surda ou de um segredo sem precedentes. E por um breve instante me senti privilegiado, gosto de verdades... ainda que por que vezes a verdade te deixe paralisado, congelado e com um trauma com retoques de crueldade. Verdade cruel, mentira carinhosa... que você prefere?

-Então por fim, as coisas todas que eram novas para nós, tornaram-se mais controláveis, tive que aprender alguma coisas para lidar com ele... ele é um bebê, o meu bebê, e de alguma forma sou uma mãe zelosa. E por um bom tempo não tivemos mais uma intimidade, porque ele não se mexe como você já sabe...
-Te entendo Monica...difícil imagino...
-Sim muito... mas eu Fabiano, estou viva... me entende? Depois que as coisas se assentaram, eu voltei a sentir desejos humanos, mas ai já fazia mais de um ano que não sentia tesão algum... minha buceta tava morta?

Gosto de mulheres que sabem ser vulgares... falam palavrões, falam de putaria como se tivessem dançando balé...são puta sociais, misturam bem a vida com que ela tem melhor ou pior...e falam como se tivessem gozando pela boca.

-Sei como é... já comi algumas bucetas mortas...em todos os sentidos...
-É?
-Sim...

Valadão como uma estátua nos observava em absoluto silencio. E seus olhos brilhavam um certa malicia, algo malévolo como um diabo preso em uma garrafa... olhos agitados.

-Legal Fabiano... bem, eu comecei a me masturbar feito uma louca. Mas talvez minhas taras sejam fortes demais, talvez aquela energia acumulada de mais de um ano, agora cobrava um preço alto... eu tinha vontade de sentir uma piça imensa entre minhas pernas...sabe? Eu queria um pau gostoso, esfregando em minha buceta... me sentia molhada o tempo todo...eu esfregava o meu grelo devagar...e a baba ia saindo gostoso de dentro de mim... molhada e mais molhada, num tesão sem fim... mesmo agora falando eu já estou excitada, acho que estou ficando louca...eu estou ficando louca, amor?

Valadão, apenas sorri como um sádico, feliz bebendo lava vulcânica daquela mulher feita de fogo e alma.
Aquela discrição, me deixou excitado, Monica me olhava nos olhos. Talvez fizesse de propósito... o ambiente se encheu de energia... Valadão agora tinha um semblante transtornado, de um tarado aprisionado por mãos invisíveis... me senti um Marques de Sade em sua obra máxima, Os 120 dias de Sodoma, eu ouvia agora em primeira pessoa, uma mulher falando daquela maneira...era um pássaro livre narrando o inenarrável... quantas mulheres são assim? Que me lembre em toda a minha vida só conheci duas que falavam com tantos detalhes suas intimidades... aquilo era lindo, tinha vontade de tirar meu pau pra fora...e presenteá-la... estávamos todos meio loucos...mas eu queria ouvir mais:

-Então Valadão ficou curioso... eu por vezes ficava no quarto e ele na frente da televisão... eu em nossa cama, eu de pernas bem abertas então ele me chamou aos gritos ,me assustei, ele interrompeu uma gozada linda... eu fui até ele como estava...pelada mesmo...e ele me olha e pergunta: “tu estavas te masturbando?” Eu respondo que sim... e foi uma confissão... aproveitei e disse a ele que sentia muito tesão que estava querendo uma piça em mim...eu queria muito.

Valadão agora respirava forte como se o ar estivesse faltando ou estivesse a beira de um ataque cardíaco,  eu muito excitado, e ela tranquila, fumando e falando de forma displicente tudo aquilo...havia arte em suas colocações, ela a sacerdotisa do templo conduzindo-nos ao paraíso...a puta encantada, a irmã dos ventos, a vagabunda dos amores, a vadia das vadias se retorcendo...

-Então o que sucedeu a partir daí Monica? Eu perguntei.
-Valadão, amoroso e gentil...o amor deste homem vai para além... ele me entendeu... e naturalmente entendeu sua condição impotente...então ele sugeriu que eu tivesse outros homens ou mulheres... cujo o fim fosse me satisfazer... sexo profundo e rasgado...Valadão me ama...eu amo este homem. A partir daí...eu passei a sair as noites... e voltar no outro dia ou algumas horas depois... feliz e fudida... e depois faço exatamente isso que agora estamos fazendo... conto tudo para ele com detalhes...e ele se satisfaz mentalmente, espiritualmente... tem sido assim nossa vida...encontramos um anelo do amor entre o pecado, os desejos e nosso respeito mútuo...

Ela fica em silencio... e foi como se todos tivéssemos gozado... a saia curta, pernas entreabertas, uma paz reinava... Valadão de olhos fechados... estava emocionado, a que ponto o amor chega? Existe um tal limite para o amor? 

Perguntas existem, e a resposta você que precisa achar... pois a forma que me serve jamais servirá para você... porque somos o que somos, únicos, de sentimentos e razão e talvez a beleza seja exatamente isso, beleza fulminante.
Saímos do transe... e Valadão me olha e pergunta: vai escrever agora?

-Sim Valadão...vou contar cada detalhe... tua mulher é um anjo, que faz as mulheres “comuns” desaparecerem amofinadas em uma vida trivial... feliz? Talvez. Infeliz? Talvez...

Monica sai de cena... diz que vai secar-se, e esta é a minha deixa, deixo aquela casa, volto ao mundo lá fora... a procura de um significado…apenas a procura.

Luís Fabiano.

 Fim.




segunda-feira, setembro 23, 2013

Filetes de Sangue

Filetes de Sangue...         

Ela não acreditava no bote da serpente,
Como não se crê que ilusões podem ferir mortalmente...
Um dia a serpente lhe mordeu...
E tudo ficou diferente”.

Luís Fabiano.


domingo, setembro 22, 2013

Rabo Sujo




RABO SUJO

O gosto é algo cinzento
Um beijo nas vagas intempestivas
Um beijo no intestino
O abraço de um bêbado
O forte odor de sovaco vencido
E nossa fuga desmedida do real
Todo o perfume
Toda a maquiagem
Toda a mentira
Todos...

Fedemos todos...
E esteja em paz então
Mas é melhor não... ou nem tanto
Pois o que realmente fede
Não desaparece jamais
Nem que enfiemos
Toneladas de desodorante no rabo...

Ela juntava as coisas...
E deixou para trás no banheiro
Umas calcinhas sujas...
Ela não gostava muito de trocá-las todos os dias...
Eu gostava disso
Gosto do cheiro de rabo sujo de mulher...
Éramos os porquinhos alados da consolação suprema
Perguntei onde ia...
-Vou por ai... a procurar...
-Vais procurar o Cartola?
-Não... vou me perder, me jogar e me deixar feder até que o céu se queime todo...
-Eu fiz algo errado?

Ela sorri cínica, com dentes cariados
-Não... eu vou porque não sou de ficar mesmo
-E o que fica então?
Então ela virou de bunda pra mim...
Baixou as calcinhas limpas...abriu bem a bunda
Encostou o meu nariz no seu rabo fedorento de três dias sem banho...
-Respira Fabiano...respira...
Aquele cheiro adentrou minha alma
E por um breve instante
O oxigênio do mundo havia acabado
E eu me senti o homem mais feliz do mundo...

Ela sai
A porta bate
Tudo ficou um aterrador silencio...
Pego as calcinhas sujas... manchadas de algo denso
Algumas placas brancas...
E fico ali...
Os restos dela, brilham como estrelas
Um carinho rescende devaneio
E por vezes o amor...
É a falta do teu terror
É a saudade das lágrimas
É o que você não fez...na hora certa
E agora se foi.


Luís Fabiano



sexta-feira, setembro 20, 2013

Valadão, Monica e uma confissão



Valadão, Monica e uma confissão.
  
Existem histórias que me contam, que custo muito a crer. Mas a raça humana pode absolutamente tudo. Muitas vezes não é bonito, mas o trágico é plataforma de voo de nossa beleza.

Se você ouviu falar em algo, é porque existe, tenha certeza disso. Por vezes não queremos crer, talvez para não nos sentirmos tão merdas assim... na real que não estamos no topo da cadeia alimentar. Embora nosso ego acaricie a possibilidade  Porras.

Tenho amigos e parcerias que não por demais perturbados. Carregam problemas a flor da pele... e eu prefiro eles ao invés dos outros, que mentem para si mesmos que tudo esta bem...ok. Faça sua escolha. E na teia tecida por você mesmo... seja a aranha e o mosquito, seja o visgo de ingenuidade restante... como raspas da parede... tinta velha, tinta nova...e você, aquilo que habita debaixo da pele.

Conheci Valadão em tempos idos. Bom sujeito, cara justo, trabalhador, apaixonado por Monica. Yes baby, história boa pra caralho. Eles eram o exemplo bacana de uma coisa profunda entre homem e mulher. Creio que dai as muitas vezes que casei, foi pensando que talvez, pudesse ter uma vida assim. Mas não. Não foi assim comigo. Tem coisas que não são para nós. 

Aquilo era bom no inicio, e eu minha instabilidade e elas e suas inseguranças ou sacanagens... fodiam tudo. E lá se ia ralo abaixo, como a porra de uma punheta ou menstruação ou...

Parece que o Criador não curte muito paraísos perfeitos. Ele dá as cartas e diz: vá lá, mas não se sinta tentado... ok se sentir tentado... não abuse...mas se abusar...tente se arrepender depois, e se você não se arrepender, ok baby, vai para o inferno eternamente e beleza. Você já era. E aí tu fica nessa, cheio de culpas, cheio de dores e cheio de vontades.

Valadão era foda... é isso aí, era. E por estas fatalidades existências, na porra de um acidente de carro...velocidade, caminhão, curvas e desastre... não gosto de lembrar. Valadão ficou quase um mês entre a vida e a morte. A mulher dele sobreviveu...quase sem um arranhão. Amor por vezes é isso também... Ele desviou o lado dela, praticamente se sacrificou para que ela...vivesse bem e feliz. Puta merda... será que eu já fiz isso por alguém em minha vida? Não lembro, não sei.

Acasos que a vida nos propõe, e a coragem brota porque aquilo que sentimos, é mais forte que tudo... e talvez mesmo, mais forte que a própria vida.
Agora Valadão tá fudido, esta numa cadeira de rodas...é tetraplégico, mexe apenas o pescoço pra cima... diversos problemas funcionais no organismo. O Cérebro intacto, problema estomacais, problemas respiratórios e a porra toda. Então fui visitar Valadão. Ele conhece o Fio da Navalha, falamos por e-mail, disse que curtia a coisa toda... e me perguntou se eu faria uma entrevista com ele...

-Não sei Valadão... vai dizer o que na entrevista?
-Poderia falar das condições de saúde de hoje... o quanto é difícil pra mim...
-Valadão não vai dar... cara tu tens grana... tens atendimento particular... ta ligado?
-É tens razão...bom história eu tenho pra contar...

Nisso passa Monica, com um vestidinho colado, uma bunda capaz de fazer o Cristo Redentor olhar para o lado...mas que fazer?  É claro que o Valadão notou meus olhos. Puta merda aquela mulher tão fresca... linda, gostosa, cheirosa não tinha como não pensar na xoxota dela... e será que eles trepavam? Como seria? Eu o bizarro explorando as doenças... é uma questão de apreciação...somos todos doentes, a única diferença que alguns nós podemos ver ao olho nu... então olho para Valadão:

-Qual é Fabiano... tais olhando pro rabo da Monica ?
-Desculpe Valadão...é que...
-Não precisa dizer nada não... cara é normal... eu não canso de olhar também...

Eu pensei... porra que Valadão poderia fazer quanto a mim? Levantar? Atirar uma faca...uma bala... no, no, no ele poderia chamar Monica, e fazer passar uma vergonha mas não.

-Fabiano... tenho algo pra te contar então cara...  já que tu gostas destas bizarrices... mas na próxima vida eu teu mato...ok
-Tudo bem Valadão...mas entra na fila cara... tem muita gente na tua frente...
-Tu não presta Fabiano...
-Quem presta inteiramente?? Todo o ser humano tem um lado filho da puta...as vezes mais de um...é uma questão de procurar bem.
-Ok cara... tu sabes das coisas.
Então Valadão, que estava encostado em uma cadeira apropriada, para o seu conforto... chama a Monica.
-Monicaaaa  chega aí...

Monica vem suave, não caminhava fazia um desfile...os lábios bem vermelhos, cara de meiga, caminhar de puta, bote de serpente? Fiquei na minha... que merda viria por ai? Pensei...o porra do Valadão vai falar pra ela... que eu achei ela gostosa... se alguém diz que minha mulher é gostosa... bem eu vou concordar e nunca ficar ofendido. É verdade pô!

Então ela chega e senta-se ao lado de Valadão, cruza as pernas, e aguarda silenciosa. Valadão engrossa a voz e diz:

-Conta pra ele Monica... conta a verdade toda...

Ela fica olhando silenciosa... e aquele silencio era ensurdecedor, diria o bom Nelson Rodrigues. Havia um certo constrangimento em seu semblante. Putas envergonhadas são lindas, Marylin Monroe safada, abrindo as pernas diante do eterno, fudendo com a existência...com a descrição suave de uma luva de pelica, tanta discrição é fantástico. Quatro paredes encerram e abrem a liberdade, porem fora delas...somos castrados... somos o pendulo dilacerante dos dias.

Continua...

Luis Fabiano. 


terça-feira, setembro 17, 2013

PELOTAS TATUADA


  -PELOTAS  #  TATUADA -  


  Rua Uruguai n 2218  



Um beijo não significa nada




Navalhadas Curtas: Um beijo não significa nada

Nunca crio caso, nunca sinto ciúmes, nunca brigo, nunca esquento a cabeça. Sou tão filho da puta, que quase pareço um cara bacana.
Uma de minhas Ex, costumava me chamar de “ Canalha sofisticado”. Baita elogio, eu gostava.

Então Romeu e Andreia entraram no Bar. Eu dava dando uma coçada no saco e bebia cerveja. Boa combinação.
Eles estavam tendo uma DR furiosa. Aliás estavam sempre discutindo. Eu os odiava, mas a Andreia era gostosa. Fazia o estilo vadia com razão eterna. 

Ficaram ambos ao meu lado, gritando...para o mundo ouvir.
Num rompante, a puta se vira pra mim e dispara:

-O beijo significa alguma coisa?

Dou uma pensada:

-Um beijo é tudo, mas depende do beijo...
-A é?
-É.

Então ela me tasca um beijo capaz de retorcer o intenso...
Romeu começou a gritar... Andreia se desgruda de mim uns vinte segundos depois...e

-E esse significou algo?
-Claro que não. Mas acho que devemos tentar novamente...

Confusão.
Romeu queria me bater, Andreia gritava, mas na real eu estava de pau duro. É foda, gosto de shows de horrores.

Luís Fabiano.


segunda-feira, setembro 16, 2013

Gloria



Glória

Glória chega em casa
Esta exausta
O dia pesa e sua cabeça também
Joga-se no sofá
Acende um cigarro
E ali estava seu momento de Glória
Deixa o silencio preencher os vazios
Se deixa levar por...
Glória uma tragada
Gloria quietude
Gloria quer ar
Não gosta de estar assim...
Precisa que alguma coisa arranque a solidão...
Liga a televisão
Liga o rádio
Acende todas as luzes
Então telefona para uma amiga
Fala, fala e fala,
E não diz absolutamente nada
Lembra de Francisco...
O quanto o amava...
Até que descobriu tudo...
A verdade não foi boa para ela...
A verdade estragou sua vida...
Descobrir a outra, foi o pior que podia ter ocorrido
E por um breve instante
Desejou que sua vida fosse ainda uma mentira... por favor...
Gloria olhos vendados
Gloria resvalando em sonhos
Gloria viagem ao passado
E como consertar isso Glória?
Seus olhos se enchem de lagrimas
E o coração quer voar...
Mas não consegue...
Olho Gloria, e a chamo para perto de mim
E abraço forte
Sou o dique de suas dores
Gloria não é assim...
Não precisa ser assim...
O futuro é uma promessa
Mas as correntes devem ser rompidas
Abandonar os estragos
Aliviar o navio da velha carga...
Para que ele flua
Beijando as marés...
Glória...
Vem comigo
O tempo nos leva
E o amanhã não espera por ninguém...
Gloria sorri
Gloria asas que se abrem
Gloria voou...

Luís Fabiano.



Poesia Fotográfica



Perola do dia





Nego Nelson




Nego Nelson

Por vezes os caminhos nos empurram para o desvio. É como uma fatalidade carniceira, corroendo a alma, dilacerando o espirito esquecendo os universos, galáxias e outras tantas merdas que dizem que há por ai...o desvio é mais forte que o sol, quando na reverberação de nossas intenções... amor, ódio, certo ou errado que isso? O que seria isso?

Tateamos vislumbres, cheiramos atmosferas e a única verdades que destilamos, é a que palpita em nosso coração feroz... irretocável, inescapável intransigente, como fera na jaula aguardando o momento certo...

Dias atrás eu encontrei Nego Nelson. No caso reencontrei... porque ele é amigo de infância. Meus amigos de infância sempre foram piores do que eu...perdiam o limite rapidamente e tudo acabava aos trambolhões. 

Problemas, problemas e mais problemas. Temos a mesma idade, frequentávamos as mesmas festas tudo sempre acabava em tremenda confusão e briga. Nelson gostava da confusão. Fazia aquele tipo: ei cara ta olhando o que? Vai se fuder seu merda da porra...se não, a coisa vai ficar feia.

Eu não era assim. Pra mim... preferia passar pelo merda..., passar deixem que digam que sou fudido...é preciso muita coisa pra me tirar da santa paz. Não precisamos fazer... aprenda a controlar o orgulho...destrua ele um pouco.... não seja vaidoso,  nem queira ser o melhor de tudo. Foi isso que fiz... Então me chamavam de filho da puta, eu achava engraçado...aquilo não me incomodava. Mas nem sempre foi assim. Briguei poucas vezes...mas meu problema é o limite...sou do tipo que depois estou convencido da confusão... vou até o fim... e isso aconteceu assim uma vez em minha vida... não me arrependo o cara mereceu. Ele não morreu não... não se preocupem...mas ficou machucado, muito. Um abraço Paulo. Atualmente ele me comprimenta... ficamos mais ou menos amigos. Essa é a vida, foda-se.

Então eu e Nelson servimos no quartel...porra, ali foi pior. Eu fazia de bom soldado...mas na verdade, não era. Fugia, ia pra casa, ia para os puteiros com o Nelson...ele arrumava briga... bati em puta, enfrentava cafetão...dizia que o sonho dele era abrir um puteiro. Quem nunca teve esse sonho? Ele teria o estilo pra isso... era duro, bom de porrada e tinha disposição. Essa mesma disposição que o levou para o caminho do atalho... então sai do Dom da Palavra e quem eu encontro?

-Porra...olha aí... Nelson... é tu cara?
-Fabiano...quanto tempo brother... e ai?
-Porra Nelson quanto tempo mesmo...puta merda... o que vinte anos? É por ai...
-sim tempo pra caralho...

Olhei Nelson...ele tava muito fudido...cara destruída...cheia de marcas de porrada...negro, forte e mau encarado...é tipo do irmão perfeito. Mergulhamos em memórias. Boas memorias, tempos que tínhamos uma vida um pouco diferente...porra, as vezes a vida é foda. O tempo é uma espécie de oxidação da alma... você não fica melhor como o vinho...

-Nelson que tu faz da vida agora meu ?
-Eu vivo cara...sobrevivo...faço ai uns bicos...
-Família?
-Várias... essas vagabundas só sabem ter filhos... sabes como é...fodem com o negão aqui... gamam na piça preta e ai já era...eu encho os “úteros” delas de porra...
-E como tu te vira pra pagar pensão...?
-Cara, faço sorteio...pago uma não pago outra...e por essas que parei na cadeia...
-Puta merda Nelson... mas só por isso?
-Não...tive ai uns problemas ai...mas sabes né cara eu tinha que me virar...mas a vida não dá mole...a vida é pica de rinoceronte cara... e ai tu precisa ser mais selvagem pra dar jeito.

O rosto de Nelson dizia sentindo isso. Havia se fudido pra caralho...mas quem não se fudeu?

-E como foi?
-Merda Fabiano...já fiz de tudo...até o cu me comeram...
-Porra Nelson...assim? Cuspiram pelo menos...?
-Nada a seco...sabes como é? Te pegam quatro ou cinco caras...então já estão loucos, a pica ta dura já... e rasgam a roupa... uma faca na garganta... e ia tu faz a escolha... ou deixa ele te fuderem... ou aquela faca cortar a tua veia do pescoço... é baita escolha. De qualquer jeito tu te fode.

Puta que pariu... é melhor esquecer isso ai. Já pensou em passar por uma destas malandro?

-Mas agora, tudo bem contigo?
-Sim... isso é coisa de sujeito homem...e eu sou foda, fodi muita gente e agora me fuderam...isso me parece justo. Quem vive como eu... ta sempre esperando algo assim... estuprado, bala perdida, amor que vai embora... e os filhos... porra os filhos...
-Que tem os filhos?
-Os filhos pra mim, são a coisa importante... sabe como é... quero vê-los crescer...ser gente Fabiano...e não ser o que eu sou... foda, pagamos os pecados por ai... tens filhos?
-Que eu saiba não... eles não nasceram... já foram morrendo dentro das próprias mães, que os geravam...
-Aborto?
-É. Mas não fomos nós... foram naturais...sabes como é, Deus quis... regras dele... jogo dele...
-Lamento ai...
-Tudo bem Nelson...
-Esse assunto me deu vontade de beber...vamos tomar algo?
-Não posso agora, to indo trabalhar...mas em outro momento podemos
-Oh show cara...tem uns bares que eu conheço lá na Gotuzzo...
-Opa ta valendo...mas não hoje...
-É isso até Nelson...
-Até irmãozinho...

Deixei Nelson para trás...e o passado como uma avalanche havia me tomado...falar destas merdas sempre me incomoda... fiquei com vontade de beber, o trago anestésico capaz de deixar vielas esburacadas, lisas como uma xoxota depilada. Minhas ruas distorcidas, meus rumos incertos, minhas certezas dançando como neon queimado... daria tudo por um gole de rum agora, mas eu voltava ao meu cotidiano. Mas agora estava com contato com 

Nelson, e numa noite destas voltaríamos a parceria...bebidas, putas e confusão? Não sei...mas vou pagar pra ver.

Luís Fabiano