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segunda-feira, dezembro 14, 2015

sábado, outubro 31, 2015

Poesia Fotográfica



Parte 2 - Rei da Bucetas – A saudade é uma carranca fudida feita de ferrugem




Rei da Bucetas – A saudade é uma carranca fudida feita de ferrugem

Parte 2
  
As ruas se convertem em traços languidos efervescentes se derramando em vias borradas, como um sonho ou talvez um pesadelo, ao mesmo tempo que me percebo um ser primitivo, um animal, grosseiro e animado com que existe de animal no ser humano. 

As pessoas tentam com toda força fugir do seu animal, mas no frigir dos ovos ele sempre ganha, você já não percebeu? O crime passional, o ciúme, o orgulho ferido, a inveja, as paixões primevas, o egoísmo de todo dia, a mãe defendendo a cria ainda que essa cria seja um criminoso, a agressão de toda sorte, o gozada profunda, na buceta, no cu, a merda que cagamos todo dia, o vomito, a doença, os pelos que aparamos ou não, o olhar ferino, o sofrimento da morte, da vida, a violência que se torna tão comum, a fome, a miséria, o amor as vezes, a guerra...tudo isso lentamente todo o dia e sempre lembrando do quanto somos animais e brutais. Somos assim conosco e com os outros, como disse no final o animal sempre vence.  Sempre.

Me sentia em conformidade com aquela linda mulher ao meu lado, mergulho no abismo da noite e agora eu acabava de dar o foda-se em tudo, pra tudo, queria viver, viver muito intensamente o que fosse. Olhei pra ela novamente:

-Qual teu nome?
-Zélia...o teu?
-Fabiano
-Cara eu sei quem tu é... tu é o homem que desgraçou com a vida da Jussara, não é?
-Como? Nada disso, eu sempre o que fui ela sabia disso...
-Tu não sabes nada do coração de uma mulher...

Ela havia provoca do filho da puta que existe em mim... sinceramente eu gosto que provoquem, façam isso façam o pior de Fabiano sair de dentro...

-Não preciso saber nada do coração de uma mulher...não sou médico...
-É tu és igual a todos... saiba que ela ta esperando até hoje...cara não ri, chora muito e pergunta para o Rei onde tu estas...

A notícia me deixou com o estomago enjoado. O ser humano e suas emoções escravizantes que chamamos de civilização. Não respondi nada.

Finalmente chegamos ao bar do Rei, a merda estava igual a sempre. Gente dançando pagode na frente, mulheres e homens bêbados aliviando o seu dia a dia. Gosto de gente bêbada, de gente que tenta dar um sentido seja qual for a sua vida. Eles pareciam felizes.

-Certo agora que tu sabes onde é, me deixa em casa...

Fiquei olhando pra Zélia, a vida havia judiado dela. Ela sorri com aquele dente faltante e tive vontade de beija-la...

Nisso alguém agarra meu braço pela janela do carro, era o Rei e parecia de cara comigo:

-Desce agora...tenho que falar contigo.
-Salve Rei... que bom te ver também....

Meu filhadaputometro estava alerta e ligado a 100%. Começava a achar que ficar em casa era melhor. Ultimamente os seres humanos, todos eles me causam ojeriza.
Zélia fica me olhando e fala: passa lá em casa depois acho que gente também precisa conversar, fica duas quadras daqui na primeira a esquerda casa 13d. Beijo gostoso.

Desço do carro o Rei continua imponente com sua roupa branca. Que esse cara tem, ele fez algum pacto com os vampiros? Um velho forte profundamente disposto, um “El Patron”.  Sentei junto a mesa que ele estava, as pessoas me olhavam estranho. Sou incógnito e anônimo. O rei fica me olhando por um minuto sem dizer nada e por fim:

-Meu filho, quanto tempo hein? E quanta merda também...
-Sou especialista em fazer merda rei... o assunto é a Jussara?
-E ‘claro seu merda... tu fudeu com a vida dela.
-Isso não existe, ninguém fode com a vida de ninguém
-Calma, calma...ela fica te esperando
-Porque ela ficou me esperando? Eu disse em algum momento que ficaria e viria sempre aqui pro resto de minha vida, senhores padres?

Um longo silencio, me dei conta que estava gritando com o velho mestre. Mas agora eu estava disposto a brigar com todos, vocês provocaram isso, o frenesi.

-Filho, não quero me meter nessa história, mas o que tu disseste a ela?
-Disse que sou um homem livre, que venho quando quero, apareço quando quero, fodo quando quero, que amo quando quero...quando quero e isso estava claro, muito claro alias.

Então um homem negro muito forte se apresenta a mesa e diz:

-Chefe quer eu posso dar uma lição neste merda...
-Fica tranquilo aí...o Fabiano é um amigo.

Olhei bem pro cara, se ele resolvesse me atacar eu tava fudido.

-Bem Fabiano, já que é assim, eu apenas acho que deverias dar uma falada com ela...talvez ela tenha criando um Fabiano que não existe de verdade...as pessoas são assim projetam sonhos, porque precisam deles...
-É Rei...talvez eu não exista mesmo...

Segue a tragedia humana

Luis Fabiano


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terça-feira, outubro 20, 2015

Poesia Fotográfica



Monalisa - Mona



Mona

Monalisa
Mona áspera
Mona doce
Tive tantas fantasias com a Monalisa que daria pra encher um livro
Mas não
Ausência melhor

Não foram poucas as punhetas que bati pra ela
Ficava imaginando aquele olhar e meio sorriso
Eu fodia com o enigma de Mona
Ela era mais misteriosa que qualquer outra mulher que conheci
Segredo fetiche
Silencio digno
Olhar tão pudico que inspira o pecado

Penso até hoje na buceta da Monalisa
Nesta maravilha desconhecida
Sinto o cheiro abafado, levemente azedo e doce como toda a buceta
O cheiro é o suor dos arcanjos endemoniados
Tudo tão maravilhoso e infernal
Numa beleza decantada em um horizonte gemendo em agonia e prazer
Monalisa...prestes a abrir a boca e chupar como a puta que amamos

Num mundo imaginário
O mistério que jamais se releva
Todo homem tem a mulher inalcançável
Que voz teria Mona?
Seria peluda a buceta de Mona?
Os bicos das tetas de Mona? Rosados? Escuros?
Mona seria sadista e pervertida?
O melhor de tudo isso
Jamais saberei
Mona a foda não realizada
Um amor fecundo
Num local intocado


Luís Fabiano.



segunda-feira, setembro 21, 2015

Aquela praça alí

Aquela praça alí

Aquela era uma praça
Onde nereidas cuspiam palavrões que afogam
E putas desgastadas
Corroídas
Desfilam entre transeuntes anônimos que pecam em transe de bolsos vazios
Corações vazios de guilhotina
Babando desprezo e rancor

Diante de andróginos belicosos no silencio que agridem
Amam e fodem e comem e são felizes
No inferno de Dante retorcido
Rugindo encantos de beleza
Amordaçados entre fagulhas da emoção

Velhos jogam damas, xadrez, cartas, vidas escorrendo no banco da praça
A espera do carinho final
De um grelo maravilhoso que os devolva ao útero em chamas
Da mãe
Da medusa pentelhuda
Gargalhando

Essa é a porra da praça
Maravilha das maravilhas
Declinando afagos quando passamos
Olhando monumentos e as cuspideiras Nereidas que jamais Envelhecem
Jamais morrem
Jamais dizem nada

O bronze, o ferro, a farpa o adeus
Despidos entre bancos e riqueza
Entrosando simplicidades
Que bailam no que jamais se modifica em nós

Esse é o canto fudido da sereia
Fudendo e afogando cus de cristal
Nas anedotas sem graça
Nas facas que perdem o fio
A voz que vomita agua olhando para o nada
Você já olhou para o nada?
Um sino que não toca.


Luís Fabiano

domingo, setembro 13, 2015

Poesia Fotografica


Rei da Bucetas – A saudade é uma carranca fudida feita de ferrugem-Parte 1



Rei da Bucetas – A saudade é uma carranca fudida feita de ferrugem

Part01

A embriagues é uma homeopatia feita de cativos felizes. Tudo está vazio, fora e dentro de mim, e nesta contemplação de silêncios me sinto breve, longo e feliz. Sou animado profundamente pela minha solidão, pela incapacidade de me aproximar de quem quer que seja. Todos são Ets que eventualmente falo, cumprimento e até o sorrio.

Esta vida não poderia ser melhor, mas a paz é uma coisa estranha, ela não precisa ser exatamente o que se imagina como paz: uma floresta em chamas pode ser paz, morte dos inimigos, um sorriso falso, um beijo verdadeiro uma gozada inesperada com alguma desconhecida também... a paz é estranha isso é certo, a paz pode ser comer o cu de algum anjo do céu, parecendo um bonequinho de harpa na mão. Eu gosto de estar em paz.

Estou tomando dois litros de vinho, e neste estado é impossível a vida parecer horrível. Todos são belos, até os horrendos são belos, e mesmo você talvez pareça interessante... olhar pela janela a rua fria, com luzes que escorrem brilhantes e coloridas, tudo parece tão...

Sinto a alma em chamas, uma terrível vontade de fazer merda, um velho ser que jamais morre, no desatino poético de fuder existência entre as teias que enredam tudo. Existe uma blitz policial em frente de casa, todos parecem comportados demais, em ordem e felizes. Ninguém foi preso, agredido e nem se deu mal. Frustrante. Dou uma boa coçada no pau, ele fica meio animado, meu pau é assim sensível, se você tocar nele, ficará animado...

Os pensamentos errantes daquele momento tomam forma, e lembro do Senhor Rei das Bucetas velho amigo... sinto uma espécie de aperto no peito, que merda teria ocorrido? Não sou um homem de grandes emoções, aliás creio que não tenho nenhuma que seja relevante.

Fico naquela, vou ou não vou? Maldito passado que me coloca em situações muito estranhas... é madrugada, passam das duas da manhã, alma em chamas, um grito desgraçado percorrendo meu pensamento... que se foda tudo... vou arriscar ir para o Navegantes.
Me visto como sempre, bebo mais um gole do vinho e deixo sobre a mesa a taça...com um gole. Pego os “olhos de gato” (gol), ligo o carro, o rádio na federal e BB King esta incendiando sua guitarra.

Passo pela blitz, tranquilo e me dirijo ao Navega. Começo a dobrar ruas e mais ruas, minha memória bêbada se perdeu do local...e agora? Andar nas ruas de Pelotas, não se pode andar ratiando, você acaba sendo uma presa fácil dos homens maus. Então passo por uma mulher que vestia uma sainha bem curtinha, coxas lindas e grossas como eu gosto, uma bunda exuberante e parecia tão alcoolizada quanto eu, logo éramos irmãos da mesma fé! Para o carro ao lado dela:

-Oi moça...tudo beleza, sabe me dizer onde é o bar do Rei?
-Do velho cafetão?
-É talvez...onde é?
-Toda a informação tem um preço seu moço...

Ela falava se babando, cabelos estavam com uma chapinha terrível, a blusa meio aberta, tetas maravilhosas que convidavam a tudo, eu já nem sabia se queria ir falar com o Rei... uma buceta assim, tranquila, bêbada, fácil, é amor a rodo para mim e para ela...e amanhã? Que se foda o mundo.

-Então diz ai qual é o teu preço?
-Me deixa em casa...porque o Zezão quer me comer a força...e eu não...
-Quem é Zezão porra?
-Um monstro cara...tu nem imagina, a piroca dele é de um cavalo

Porque eu não permaneci em casa? Estava agora pronto a cair no abismo e eu só queria conversar com o Rei e Jussara talvez? Merda.

-Tudo bem entra aí...

Ela entra no carro, esta fedendo a cachaça, a sexo, sovaco e a rabo sujo. Tudo isso é pura poesia pra mim, tive a impressão que ela estava sem calcinha. Então olhei seu rosto de perto... a cara tinha muitos hematomas, um pouco de sangue no canto da boca, um canino faltava.

-Foi o Zezão que fez isso?
-É, ele e os outros quatro...
-Que exagero tudo isso...

Ela me olha sério.

-Segue em frente e dobra na segunda à esquerda.
-Ok.

Confesso que ver as pernas dela ali tão pertinho de deixava de pau duro. Imperfeita das mulheres, fedendo a prazer, suja, machucada eram uns traços que mexiam com minha libido profudamente, quem em uma madrugada vai querer uma mulher plenamente limpinha, depilada feliz e perfumada? Estou ficando louco ou é coisa de bêbado? Foda-se.

Segue...


quinta-feira, setembro 10, 2015

Me beija ?




Me beija vai...

Animal Sofisticado



Animal Sofisticado

Sou franco 
De poucas palavras
Econômico em dilemas

Na intimidade
Desprovido de muitas emoções
Movido por engrenagens viscerais
Inquietações que bebem de caos eminente
Tudo é eminente em mim
Carinhos verdadeiros
Os falsos também
Mordaças asfixiantes de incertezas

E um pouco de alma em meio a isso
Um animal sofisticado
Jamais vai te incomodar
Jamais ofenderá
Imprevisível entre anoiteceres
Com amor e ódio intensos

Animal sim
Pairando entre meus abismos
Na ausência de limites
Capaz de tudo

Sofisticado
Porque não há ruído quando quebra
Não se rompe ao cair
Não sente quando tudo vai embora
Jamais se queixa
Não se entrega

Então ela falou: vais morrer como o super-homem
-Que de foda o super-homem
-Sozinho Fabiano...
Mas eu não vejo nenhum problema na solidão
E vocês sabem que é o melhor de tudo?
Ninguém acredita.

Luís Fabiano.



quarta-feira, setembro 09, 2015

Navalhadas Curtas - Travesti Tereza



Travesti Tereza
  
Dobrar uma esquina sempre pode ser uma fatalidade, virar a página também, mas tudo bem, estou embebido em álcool, uma sensação única tecida de beleza nuclear e que cria possibilidades onde nada é por vezes possível. Foda a, me sinto bem e não desejo nada pôr a ora.

Estou parado agora então ela dobra a esquina, parecia uma mulher, porém sem muito acabamento, fico olhando analisando. Sempre analiso, gosto de curvas, de peitos e desta estética moderna que a vida propõe. A mãe natureza é foda, ta cagando para todo mundo, é ou não é?
Então ela me olha e para:

-Oi gostoso...
-Olá...
-Gostou do que viu?
-Quase sempre gosto...
-Então vem experimentar vem...
-Não é bem assim, preciso ser seduzido

Ela sorri com certa simpatia, então vira de costas, pega a minha mão e leva direto para o cu, um cu lisinho, redondo uma poesia feita de apelos de fogo. É um belo cu, e enfio o dedo mais fundo que entrou com certa facilidade.

Ela mesma retira o dedo e diz:

-Que tal?
-Maravilhoso...
-Ok então, cinquenta reais e vale tudo...completo.


Luis Fabiano

quinta-feira, agosto 06, 2015

Gostos e cheiros


Gostos e cheiros

Gosto do cheiro de sexo
Com tudo que ele tem de melhor
Suor
Merda
Mijo
Porra
Líquidos vaginais
Sangue
Isso é poesia profunda...

E outra
Nada de trilha musical da banda essa ou aquela...é tudo merda existencial
Como uma luta o som do soco no oponente é uma sinfonia de bethoveen
Os gemidos são o vento
Os gritos são as lembranças que a vida dói
O bater das peles na escuridão
Uma agressão feita de instinto e beleza
É como fuder com os anjos do céu
Corrompendo belezas
Abrindo asas inacreditáveis em um abismo de fogo...

Fuder é assim
Ou não é nada...
Em vem o suor
Palmadas na bunda...
Mais forte...
Mais forte...
Mais forte porra
E todo o amor converte-se em prazer
Entre animais eternos
Vilipendiando a alma
Libertando de tudo
Bailando na verdade única que és tu...
Belo animal que pensa

Cheiro de saliva
Cuspe
Grelos inchados de tanto chupar
Caralhos densos esporreados
E cus
Cus lindamente abertos em descanso.
Gosto do sexo assim
Vil
E rasgado
Onde o animal encontra paz.

Luis Fabiano.




sábado, agosto 01, 2015

Poesia Fotográfica



Velha terrível




Velha terrível

Ela anda mancando se arrastando pelas ruas de Pelotas
Tem a voz rouca
E o hálito nauseabundo perceptível longe
Vocifera com violência gratuita
A tudo
A todos
A você...

Eu penso: que merda Deus tinha na cabeça quando fez tal criatura?
Certamente estava cagando para a humanidade...
Alguém me disse que era necessária piedade
Mas eu não tenho...
Cavei em mim...
E não achei
Essa criatura me provoca asco simples sem ódio...
Mas ela tem família
Uma boa casa
Se alimenta
Não rasga dinheiro
Não existe loucura

Certo dia ela me olhou nos olhos
E fez a “chapa” dentaria se mexer na boca
Então em disse:

- tu és um merda...viu...um merda

Mas sou um ser amante de silêncios
Apenas fiquei ali
Olhando nos olhos dela...
Como uma lamina fina
Como o veneno certo
Como a inevitável morte que a todos alcança
Hoje ou amanhã...
Ela seguiu...

-Tu é um merda...tu não é nada seu bosta...cagão...
Isso que és...um cagão fudido

Mas eu sei bem o que eu sou...
Não reagi
Na verdade, tudo já estava feito.


Luís Fabiano.


quinta-feira, julho 02, 2015

Tudo falso



Tudo falso

Não há duvidas
Imagens cuspidas pela mídia
Quando o sarro de deboche grita
Olhares falsos
Corpos falsos
Sofrimento falso
É quase tudo novela
Encenação
Aquela bunda que você olha...não é de verdade
As tetas também não
Mas é para parecer verdade
Silicone
Botox
Depilação
Maquiagem
As luzes
As sombras
Que merda é essa?
Poesias lindas idolatrando mentiras
Porque de verdade ninguém é assim
E se olharmos
Mais de perto ainda... seremos menos belos... você sabe né?
Mas queremos acreditar que somos de porcelana chinesa
Que cristais brilham emersos nos fracassos
De uma verdade mutilada
Num gozo cínico
Gemidos em lá maior
Exprimidos
Mas será que vamos saber a verdade?
Claro que não
Porque antes de vítimas somos algozes
Então é ligar o foda-se
E ser feliz.


Luís Fabiano.



domingo, junho 14, 2015

Poesia Fotográfica




Obs: pessoalmente eu sempre gostei de mulheres com "suvaco" forte.

segunda-feira, junho 01, 2015

O amor é uma merda




O amor é uma merda

Eis uma navalha fina de corte sem estancas
Como floretes medievais acertando o coração...
Coração?
Que porra é essa?
Não sei do que se trata
Falam dele como o centro das emoções, mas nunca acreditei
Ou melhor a vida sempre fez questão de mostrar que não é assim...

Eu preferi burilar a mente
Torna-la mais afiada que uma navalha
Uma navalha expectadora
Pronta para ferir-se e ferir sem remorso.

Então a muito tempo atrás tive um papo com o amor...
Ele disse, oque o amor sempre diz a todos
Sempre a mesma ladainha
Eu te amo
Eu te amo
Eu te amo...

Cuidado com quem fala estas palavras...
A grande maioria das pessoas fala sem peso na consciência
Sem peso na língua...
Rasamente leviano
Arrasando em um mar poético de esperanças encardidas
Quando na verdade não é assim.
Não.
Você não vai amar para sempre
Ele ou ela não serão sempre o que são
Porque nada é para sempre
E não importa a tua religião também
Porque deus caga ao meio dia, para tanto amor que está na terra...
Você acha que não?
Tudo bem
É muito fácil “amar” quanto tudo é perfeito, certinho ou novo
O papo muda de figura malandro quando a vida começa te fuder lentamente
Mas não há rancor ou amargura
Não se preocupe
Apenas nada é exatamente como se diz...nada
E talvez você dirá...
Mas amor de mãe, de pai etc...
O que tem?
Existem mãe que matam seus próprios filhos
E aquelas que fazem pior...protegem demais e criam uns merdas existenciais
Mimados
Fracos
Não, o amor humano não salva a ninguém
Ele é brutal
Tendencioso
Tedioso...exatamente isso tedioso.
E tem outra...
Eu prefiro um par ou mais de buceta ao amor
Porque fuder parece mais verdadeiro
O suor não mente
O cheiro não mente
O corpo não terá como mentir
Mas você sim.



Luís Fabiano.

quarta-feira, maio 27, 2015

Arte Doida 3


Bonecas de Porcelana,uma versão sangrenta, adorei o resultado.

O trabalho de Jessica Harrison , controverso e provocador. 
Sugestivo e interessante, e até mesmo divertido, é estranho que alguém permanecer indiferente ao apreciar seu trabalho. 
Fio da Navalha vai ir postando uma foto por vez para sua apreciação ou horror, aí é com você.





Ereções Furiosas



Ereções Furiosas

Olhe aqui um pouquinho...
Veja o quanto esta duro
Quer dar uma tocadinha?

Tranquilo
Sou assim
Fácil
Débil
Incorreto
Duro

Tenho alma dura também
Tanto quanto o pau matinal
Ela olhou e debochou dizendo que era tesão do mijo...
Mas o que tem?
Esta duro não tá?
Então comi-lhe o cu entre risos e um quase amor
Mas não tão simples assim,
Com esse tesão vem a fúria e selvagem

Tenho orgulho disso
Tenho muita vontade de fuder
Fude-la por inteiro...
Inclusive a vida
Arrastando-se pela buceta
Derivando em nau de líquidos sem sonhos
Com pentelhos difamados
Em um quarto em chamas
Numa cama feita de rum
Assim... bebes do meu leite
Como uma vaca que me amamenta

Sinto a veia do meu pau pulsar
Como um ataque cardíaco eminente
Essa ereção não passa
Quero te ter por inteira
Assim

Bêbado com cheiro amanhecido
Sinto que perco o controle por completo
Enfio no tu cu e ainda dormes
Não consigo parar
Não quero parar
Não paro nunca

Eu gozo e o pau continua plenamente duro
Um gozo atômico
Com desejos que explodir teu útero
Ainda inquieto

Quero mais...
Quero rasgar o cu
Esfacelar teus lábios
Tecer entre a raiva e o paixão
Vícios que carrego
E ainda agora enquanto você lê
Meu pau esta duro pra você.

Luís Fabiano.