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terça-feira, agosto 26, 2014

LEITURAS MARGINAIS 2


FIO DA NAVALHA - SARAU DA NAVALHA LEITURAS MARGINAIS 2

Estrelando  - Nadna Vieira


A noite estava fria, mas a inspiração estava incandescente, como a vida, que pulsa e ferve em nossas veias. Estávamos assim, entre goles de bom vinho e poesia.

Sarau da Navalha Leituras Marginais convidou Nadija e ela trouxe belíssima leitura. Corpo de Mulher.



Fio da Navalha





Boneca de Pano, Bar do Sujeira, fodas rasgada e trapaça


Boneca de Pano, Bar do Sujeira, fodas rasgada e trapaça

Parte I

Cai a noite.
Eu agora que teus olhos percorrem as linhas virtuais, eu cavalgo a noite desta Pelotas maldita, mas longe de mim ser um príncipe encantando em um cavalo branco... não mesmo. Eu sou o outro cara, eu o sou merda, com muito orgulho, o canalha ostentado de virtudes falsas, de falsos amores, de vozes errantes.

Sou eu e meu cavalo de lata, deslizando nas ruas frias da cidade, que morre lentamente na madrugada. Puta que pariu, estou me sentindo bem pra caralho, você não?

Tenho noção que sou um caos emocional...prefiro assim, as emoções bem ordenadas, corretas e perfeitas, são pessoas mortas.
Sou o filho do caos e sinto paz na desordem, na minha desordem. Olho a paisagem a minha volta, estou onde gosto de estar, zona do porto, ruas semivazias me parecem lindas, passo pelo Papuera, toca um bom Back Sabbath, estudantes da federal ali, tranquilos bebendo cerveja, não tem vento na rua.

O carro anda devagar, uma menina vestida de boneca de pano se atravessa na frente do carro...quase dei carona pra ela no capo do olhos de gato. Ela para, eu acho que vai dizer um palavrão elogiando minha mãe... mas não, ela sorri com um carinha feliz demais, ali tudo era demais. Olhos brilham como de um vampiro satisfeito...fiquei olhando pra ela...fiquei olhando para as tetas delas, para as coxas dela, para aquela região onde possivelmente fosse a buceta dela, seria boa ou não? Saudável ou com algo mortal?

Eu baixo o vidro:
-Ei bonequinha de pano gostosa... vem brincar comigo...deixa eu te mostrar meu boneco de pano...
-Eu? Não, não, não lindo... tu não parece um boneco de pano não...
-Pano... qual é? Tu é toda de pano amor? Uma boneca de pano, quando mija...fica toda molhada não é? O cheiro de mijo não é problema... tem coisas piores na vida...

Ela não deu bola e se foi para o Black Sabbath.
Comecei a gargalhar insano... eu já estava em meu normal. Eu aproveito para dizer que estou voltando as boas origens... rum seu filho da puta... é impossível ficar sem você, vou piorando sim. Estranhamente me sentindo bem. Tudo está virado...levo a vida assim. Nada de linhas mestras, regras...regras são foda, elas foram criadas para serem quebradas.

Sigo em direção ao bar do Zé...lotado, o bom só do pagode toca, muitas bundas gostosas desfilam ali... o Porto é nascente dos pecados... de todos eles, estava em casa. Ainda estou com sede, o gosto salivado com restos de rum diluído, me vem a boca, é com o gosto residual da buceta que fica na língua...sabe como é?

Bucetas com gosto forte, bem trabalhada de um dia árduo... gosto de suor e mijo...o tempero excelente da vida... a excelência maravilhosa. Seria bom misturar os bons gostos...rum e xoxota.

Ainda cavalgo na noite...perdido, vazio como o neon gasto, meio apagado, porra pra onde vou? Responda isso seu filho da puta filosófico? Sem traço...lembro do meu amigo Sujeira. Estaria vivo?

Essa vida ta foda, é rápida e num piscar de olhos...as pessoas morrem e nem ficamos sabendo...Teria ele casado com Rebeca Sharon e sua buceta de plástico? (Para quem não lembra, Rebeca é uma transex que fez uma cirurgia...e está feliz agora, ela é bem gostosa, o Sujeira era apaixonado por ela... mas ela com pau não era o lance dele...mas sem o pau... bem, o jogo muda)

Felicidade é lance estranho. Colocamos tantos empecilhos para ela...e é claro ela fica impossível mesmo. Acelero o carro e não penso mais nada, vou para o Sujeira Bar, na baixada do porto, escondido como uma serpente enrodilhada pronto para te picar.

Faz tempo que não visito os amigos...sou assim. A vida precisa ser uma surpresa. Consulto o relógio, são uma e quarenta e cinco da manhã, dou uma boa cheira no meu suvaco também, para conferir se está tudo bem. Gostei do cheiro.

E com uma corrente elétrica fico agitado...gosto de coisas primitivas. Não demoro cinco minutos eu estacionava na porta do bar do Sujeira... uma das portas esta fechadas como sempre... possivelmente pelo frio. Antes de descer do carro pensei: e se ele morreu? E se todos forem estranhos?

Me preparei, endureci meu interior, aguardando o pior. Diga-se de passagem sou muito duro...meu pau é duro e estou sempre esperando o pior de você... seja quem for, e guardo o tigre a sombra... e se um dia for o caso ele sai... bom, é melhor você não estar perto.

Preparado, endurecido, uma liga de titânio, desci do carro entrei de pronto na porta do bar...

Segue...

Luís Fabiano.



segunda-feira, agosto 25, 2014

Fio da Navalha – Castelinho



Fio da Navalha – Castelinho

Fotos do Castelinho
Local – Rua Ferreira Viana n2470


Construí castelos de pedra
Na certeza que jamais se desfariam
O tempo veio e desfez meu castelo
Indignei-me com o tempo
Com o mundo
Comigo
Então refleti
Mudei minha direção
Construí novamente
Castelos tecidos de sonhos
Mas o tempo veio novamente...
Só que o que escrito está na alma
O tempo não rouba, não devora...
Meu castelo ainda existe
E o Seu?

Fio da Navalha


 




domingo, agosto 24, 2014

Poesia Fotográfica





Fio da Navalha – Diálogos



Fio da Navalha – Diálogos

17 cervejas depois...

-Na real Fabiano... tu fodes qualquer mulher?
-Yes oh yes...
-Todas? Qualquer?
-Claro, facinho...
-Até a minha mãe?

Houve um silencio no tumulto, tentava me lembrar da mãe de Ricardo...lembrei

-Claro que sim...ja comi coisa bem pior...
-Mas minha mãe é um bagulho cara... ta toda torta, fede a sovaco e é louca...
-E o que tem?Todo mundo tem problemas. Quando como qualquer mulher, sempre vejo muito além de tudo isso tranquilão...
-Porra... tudo bem... mas eu não comeria a minha mãe.

Fiquei olhando pra ele...e o silencio completou a frase.


Luís Fabiano.

Trecho Solto...



" Trecho Solto...

 Nada é mais profundo do que uma pessoa com os olhos vidrados de culpa. Pessoas sem culpa são monstros morais.

O discurso segundo o qual a culpa é uma forma pensada de controle dos mais fortes sobre os mais fracos (em que pese o fato de que a culpa pode mesmo ser manipulada, como tudo mais que é verdadeiro na vida humana), é falso e indica antes de tudo uma mentalidade infantil, na medida em que se sentir culpado é dos modos mais típicos da consciência moral.

Em assuntos como esses, melhor do que a argumentações pura e simples e a experiência. 

Você, caro leitor, já fez mal a alguém? Alguém que não merecia? Se a resposta for não, você é um mentiroso”.


Da obra – Guia Politicamente Incorreto da Filosofia

Autor – Luiz Felipe Pondé

Eu vejo, ela vê e você vê




Eu vejo, ela vê e você vê

Existem dias que são farpas
Outros adocicados
E outros nada

Eu olho pra cara dela e vejo uma vadia
Ela me vê um canalha
E você dois inúteis
Eu vejo a buceta
Ela um coração
Você nem vê

Eu vejo calcinhas fio dental enfiadas no útero partido
Ela vê minha punheta matinal pela humanidade
E você tem uma expectativa

Eu vejo a mãe falida, as tetas flácidas e o bafo de cigarro
Ela acaricia meu grande saco molengo
Você não acredita que eu posso fude-la como a guarda imperial
Eu vejo sua expressão de fúria
Ela teme que o tigre saia da jaula
E você espera que o tigre a devore, com fúria, raiva e insanidade

Isso você vê
Eu vejo
E ela vê

Mas isso me parece tão pouco
Retalhos retorcidos da miséria hedionda
Brilhando em noite punk entre o esperma e o sangue
Você é um expectador
Eu um protagonista
E ela ... puta merda...qual é a dela?

O bom de tudo isso
Que somos os três infelizes
Gargalhando entre as marés e o luar
Não estamos distantes como você imagina
E o que torna mais do caralho nossa relação
É que você fantasia
Eu vivo
E ela vive de sonhos despedaçados

Você é o voyeur maldito, goza quando gozamos
Partilhamos em silêncio
De tudo que o mundo pode oferecer...
De bom e de ruim
Ok?
E a vida não é do caralho? 

Luís Fabiano.


Fio da Navalha - Bares da Cidade


Fio da Navalha - Bares da Cidade

Cada bar tem sua peculiaridade, uma personalidade escrita em adornos e frequentantes. É como conhecer alguém... gosto de bares, alias gosto de todos eles, os sofisticados e os brutais, os que pinçam a animalidade e os fazem da noite um portal que antecede o céu ou inferno... bares são do caralho.

Postarei fotos dos bares da cidade naturalmente os que mais gosto...       

Este é o Diabluras




Pérola do dia :


“ Todo corneado(a) merece o chifre.
Já fui corneado algumas vezes, isso é tranquilo... sabe como é... você não trata... não cuida, não fode, não ama, não, não e não... então se fode.É normal ”.

Luís Fabiano.


terça-feira, agosto 19, 2014

Atrás de cada porta



Atrás de cada porta

Temos um viés de confundir
Não sabemos se é força ou forma
Tempo ou intensidade
Querer volátil
Ou raízes que abraçam

Ficamos entre teias e dilemas
Costuras e encontros
gostos e desgostos
Não é o que dança diante da retina
Mas o que nos desvenda quase sem querer

Não é a boca
Língua
Dentes
A fome...
Mas o que a voz trás, embalando a alma
Não é?

Não é a distância que afasta e sucumbe
Mas o abraço que aproxima laçando encontros

Não é a pele
Cheiro
Cabelo
Ou a cor

Estas coisas são apenas portas fechadas
Que tocamos entre as nossas semiabertas
Não é a música mas o tom
Não é a lágrima mas o que a arranca
Não é a chegada mas a viagem

Batemos a porta entre ânsias e medos
Não sabemos se abrirá
Mas ainda sim
Bata...
Bata...
Bata  .


Luís Fabiano.


segunda-feira, agosto 18, 2014

Pérola do dia - Rei




É errado... não se ama apenas com pau e buceta simplesmente. É preciso que
os mas viscerais desejos se toquem no invisível... e na mistura destes desejos
silenciosos, que o tesão vem”.



Rei das Bucetas.

Fio da Navalha - Teaser - Eduardo Laner (tatuador)



Fio da Navalha - Teaser -
                - Eduardo Laner -      

Ele faz da pele sua matéria prima, traçando símbolos, desenhos e significados. O tatuador
Eduardo Laner concedeu uma entrevista ao Fio da Navalha, aqui fica um tira gosto do que virá por ai. Com vocês a arte de Eduardo Laner.

Fio da Navalha.



quarta-feira, agosto 13, 2014

Momento Boa Música - Agepê - Me leva


Momento Boa Música

Agepê - Me Leva



Navalhadas Curtas – Que porra é essa?



Navalhadas Curtas – Que porra é essa?

Conversava com Chicão, que é porteiro de um conhecido prédio da cidade ai... (o puto pediu pra não citar), ok foda-se. Chicão tava tomando um gelada no horário do serviço. Normal. Gosto de ir bater um papo com ele, no horário de meio dia, porteiros e taxistas rendem boas histórias.

-E ai Chicão tudo de boa ai?
-É...(mastigando que soltava faremos) to legal...aqui na mamata...
-Que porra é essa que estas comendo?
-Uma pizza de ontem, ta afim de chegar?
-Não, deixa assim...

O interfone toca

-Alooo ! Hã? Como assim, tão fazendo uma bagunça... ta senhora eu to ligado que é um edifício de família... tomar providências? Ta bem vou chegar lá...mas se acalme... a senhora sabe como ela é...

Pelo jeito a treta era forte...fiquei ai apenas observando como um abutre feliz...ele desliga o interfone. Eu pergunto:

-Que foi irmão?
-Mano é o seguinte, tem uma puta que mora no terceiro andar...ela é puta mesmo, vive da grana da putaria...ela recebeu três caras lá...a vizinha ta reclamando que eles tão fazendo muito barulho “erótico”

Cai na gargalhada.

-Vou chegar lá em cima...tais afim de ir comigo vê isso?
-Claro...

Subimos as escadas, quando chegamos lá...era uma zona...gemidos, palmas, gritaria de porco, uivos, gemidos fininhos... frases como – rasga o meu cu...filhodaputa, enfia até o talo seu merda...enche meu cu de porra vai...vai, aiiiiiiii, aiiiiiiii

Chicão me olha e bate na porta, um silencio se faz instantâneo... então um dos 
convidados vem abrir a porta... pelado, com a piroca balançado:

-Que foi porra?
-Pessoal vamos dar uma maneirada ai, a vizinha do lado ta reclamando do barulho de vocês...
-Que? Que barulho porra nenhuma,ela que se foda ! A gente tá em três aqui...é claro que vai ter barulho... mas assim meu camarada, nós pagamos a puta e vamos fazer tudo que a gente quiser...a gente pagou pelo serviço...ok?

Chicão apesar do tamanho é tranquilo, ele tinha feito o dever dele...ele falou responde:

-Ok...
-Então se mandem daqui que a gente tem uma foda pra terminar... (a porta bate)

Eu comecei a rir...e a gritaria começa novamente como se houvessem ligado um botão.
Tem coisas que uma boa conversa não resolvem.

Luís Fabiano.



sábado, agosto 09, 2014

Alegria das coisas Simples




Alegria das coisas Simples

Felicidade é algo grande demais...
E ai fica muito difícil
Mas momentos de alegria
Isso sim é mais palpável...
E simples

Coçar o dedão do pé
Um copo d’água no calor
Matar uma saudade
Dar um beijo em quem gostamos
Ficar no sol no inverno
Estar e silencio

Uma música que acorda memórias
Fazer a diferença quando tudo está acomodado
Olhar crianças brincando
Espreguiçar-se
Poder ver o mundo
Apreciar o luar

Ter um trabalho
Deixar-se encantar
Colocar os pés nus na grama
Sentir o amor por qualquer ser vivo
Comer algo que gostamos muito
Tirar uma boa soneca
Cantar no chuveiro
Conversar com um amigo
Aprender algo novo

Se possível simplifica a tua vida hoje
Deixe-se entregar
Simplesmente
simples

Luís Fabiano.



Fio da Navalha - Navalha da Cena - BRONSON





        Fio da Navalha -  Navalha da Cena - BRONSON       

O cara é foda... um casca grossa original. o que o eleva na categoria de grande filho da puta. Ele sorri de tudo, e tem um alter-ego...que se confunde com Charles Bronson? Porra... que disse que a vida são os bons exemplos? O caralho... Bronson é foda... passou quarenta anos preso em regime de solitária... imagina?

E ele vira o artista de si mesmo... Charles Bronson...o casca grossa, desafiando leis, agredindo a tudo e quase todos...porem, mesmo filhos da puta se apaixonam... e ai ele fica pior... quem disse que o amor melhora a vida das pessoas? Hei? hei?

Conheço que ama...e perde o rumo...e se perde...e se fode... porque amar é foda também... nos normalmente falamos...Bronson te daria um porra agora...e quebraria os teus dentes... e gargalharia como um louco feliz...

Bem-vindo ao mundo de Bronson... e cuidado com os dentes aí embaixo, há, há, há...


Luís Fabiano.



Fio da Navalha - Diálogos



Meu telefone toca:

-Oi Mamá...e ai tudo de boa?
-Como tu ta Fabiano? Na paz...
-Sim...claro que você manda?
-Gostaria de sair contigo...topa? Uma volta na noite...e tal...
-Tudo bem, mas assim não quero papinho que dure...quero fuder no final ok?
-hã?
-É, fuder...fuque-fuque...isso
-Precisa falar assim?
-Já te conheço...começa de papinho, bebe um pouquinho e depois larga aquela- Fabiano me leva pra casa?
-... Fabiano esquece, não quero mais sair tchau.

Desligo a telefone e sigo batendo a minha punheta.


Luís Fabiano.

terça-feira, agosto 05, 2014

Poesia Fotográfica




Nunca fui um Bom Marido (confissão maldita)



Nunca fui um Bom Marido (confissão maldita)

A real é que sempre soube disso, desde a primeira namorada. Dizem que as crianças são inocentes. Então eu lamento dizer que eu era um pequeno demônio, guerreando com minha consciência ainda franca.

O fato não há culpa de ninguém, nem de meus pais. Deram-me a educação muito boa. Filho único, eu era exigido, mas em mim existia um verme, a ferocidade, a loucura, a branda e silenciosa vertente da distorção, da revolução e inquietude. Me sentia diferente. Os loucos sentem assim sabe...

Tinha um cinismo como uma qualidade inerente a alma humana. Ninguém me ensinou isso, veio em meu dna. Veio em mim assim como outras coisas magnificas que despertam com o tempo e o gosto. Mas isso não importa mais.

Eu criei a minha própria revolução solitária, me engendrando na sociedade com muito prazer em cuspir em algumas leis cinicamente, porque assim é permitido, eu o filho da puta convicto, feliz enquanto, ejaculo sangue sobre você.

Mas deixa eu voltar ao tema, sou tomado e o verme em mim se agita e agiganta. Então vieram as mulheres, todas elas, todos os tipos, velhas, feias, lindas, patricinhas, putinhas encantadas, religiosas, arrombadas, virgens de quarenta anos, todas e uma fatalidade: todas queriam me converter no dócil maridinho, feito de amorzinho, casa, cachorro, um passivo da existência.

E houve um tempo que imaginei que isso fosse felicidade, assim acreditei plenamente. Cinicamente me moldei convencionalmente idiotizado, em nome do amor. Eu era cobrado, exigido e tudo isso para ter a graça de alguma emoção, e o direito a um pequeno pedaço de pele flácida, gelatinosa chamada de buceta.

É foda.
O amor se desgasta rapidamente ou lentamente depende de como você queimar o combustível. Sim, eu queria ser o flácido marido, e que a puta, a esposa trouxesse o que nenhum ser humano é capaz de dar a outro, felicidade em bicas, ela deveria isso...a mim e eu a ela...

Mas ledo engano meu.
Se você não é feliz por si mesmo, isso não o tornará por mim, e mesmo os filhos. A felicidade baseada nos filhos, é a projeção do recomeço que você não terá em si, mas naquela personalidade nova, ingressante, você torce para que seja melhor que você... e quando ele não é... será uma tristeza que você arrastara por muito tempo, mas o amor ainda sim justifica tudo.
E definitivamente eu não sou este homem.

Não sou moldado a isso...e não sou enquadrável. Me vejo como um selvagem, um brutal estranho. Certamente não sou como você.
Acabei rompendo com todas...para felicidade delas eu digo, ou elas romperam comigo e isso foi até eu mudar meu padrão.
Revesti meu cinismo de verdade.

Passei a agir como um filho da puta explicito e convicto, como uma trepada no calçadão ao meio dia. E foi magico, desastrosamente magico. Destrancaram-se os baús das bucetas e quanto mais canalha exposto eu era parecesse, tudo fica melhor, assim minha consciência mergulha na paz, nestas noites medonhas de Pelotas.
Pois você e eu sabemos que é verdade... respiro o oxigênio dos santos e chupo as tetas de um dragão, ejaculo esperma no seu banheiro e me ergo como um cavalo louco destilado da noite.

É, eu não sou um maridinho, feito de fodas prontas e previsíveis, em dias certos, não sou o pai ou o irmão também.
Yes...

Mulheres fechem suas pernas agora, porque de alguma forma eu estarei ali faço um caminho maravilhoso das letras ao até o clitóris ...me misturo entre pensamentos e emoções e líquidos vaginais, com teu cheiro de um dia inteiro, na tua menstruação, nos teus lábios vaginais grudados de cio...e nas tuas emoções sujas e puras, melhores e piores, teu suor e teu sexo.
E se você sorriu ao ler a minha confissão maldita, és cúmplice.

Luís Fabiano.



segunda-feira, agosto 04, 2014

Pérola do dia:




" Ser alegre 
é ser louco, num mundo de 
fantasmas tristes".


Henry Miller.

domingo, agosto 03, 2014

A gosto de Agosto de um Fio da Navalha


A gosto de agosto de um Fio da Navalha

A cebola esta gratinando, o cheiro no ar instiga a saliva, abrindo apetites, todos eles, ao mesmo faz da memória um barco, vagando em alto oceano ao sabor do aroma e do vento. Nada a perder.

Cortar a cebola me fez chorar, um choro falso é verdade, mas há memória nas lagrimas, as brutas feitas de diamante que vezes dilaceram.
Não gosto do mês de agosto.

É um mês de vida e de morte. Trás um gosto estranho meio perverso é verdade.

O molho está ficando pronto...é preciso colocar a carne agora... enquanto ausências perseguem os que se foram no mês de agosto. Não são poucos, mas certamente um faz falta.

Não gosto do mês de agosto...é um mês de morte.
Declino da memória...relaxo, sirvo um delicado copo de rum dourado, antes do almoço, porta entre aberta, uma brisa úmida entra.

Não quero ficar pensando nos que foram... no meu pai que se foi. A morte deveria ser aceita como uma coisa natural... mas não é. Não pra mim.

A carne agora pronta, esta macia, o gosto dos temperos entranharam em suas fibras...o azeite deu um toque especial. Saborosa, querem provar?
Me renovo. 
Comer é bom.

Mas é preciso mudar...
Como as marés
Como o luar
Como os sabores e os aromas...
Preso irremediável em passados que não passam
Disposição plena ainda que não seja fácil...
E da morte ergue-se uma nova chama
Entre escombros, concepções e divagações
Deixo a morte me invadir
Não temo
Enquanto um embrião se agita em minhas entranhas
Inquietude se sempre
Nem asas de anjos
Nem corvos anunciantes
Não sabemos como será sua face
Nem que coisas ele vai fazer...
Mas de uma coisa eu sei...
Ele ainda será Fio da Navalha
Não é mesmo?

FIO DA NAVALHA

Uma Nova História.
Aguardem.





Luís Fabiano.