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sábado, novembro 30, 2013

Suvaco




Suvaco

Estefânia tem pelos longos debaixo do braço
Talvez o melhor que ela tenha a oferecer hoje
Gosto de pelos grandes
Gosto de mulheres peludas
Xoxota com penteado
Suvaco com finos pelinhos...
A beleza primitiva
Rasgando a tecnologia tão limpa
tão vazia
tão inodora
Enquanto beijo e lambo o suvaco dela
Estefânia é grosseira
como uma dor selvagem
Raramente usa desodorante
Tem cheiro de suor pesado
Como a poesia errante
Dos que saem da caverna
do cu existencial...
Ela guarda seu orgulho
Em blusas que expõe levemente os pelos...
Uns olham com nojo
Outros curiosos
Estefânia é sexy
Cheirando a vida com gotas de suor
Escorrendo entre seus pelos negros...
Fortes e densos...
Quando brincamos...
Escorro minha língua
Muito lentamente....
Do mamilo duro...
Em direção ao suvaco
E ela geme na doçura delinquente
Dos corrompidos...
Dos que corrompem a existência
Cuspindo prazer em regras malditas de controle
Estefânia brilha em uma noite no juízo final
Então...
Ela prende minha cabeça junto ao suvaco cheiroso e melado
Quer me matar asfixiado
O cheiro entra em minha alma...
O pau sobre como uma montanha russa suicida
Estefânia quer eu goze debaixo de seus braços...
Estefânia grita
E os pelos macios como um carinho
Vão me apagando lentamente
Estou quase desmaiando
No sussurro final
De minha prece maldita...
Me deixa morrer...
Gozar e fuder
E fuder os braços de Estefânia
Hoje
E sempre...


Luís Fabiano.



sexta-feira, novembro 29, 2013

Série - Portas de Pedra



FIO DA NAVALHA - PORTAS DE PEDRA


O tempo grita no silêncio
O esquecimento acorda
E sonha com lembranças...
Portas que se abrem e se fecham para sempre...
Em mim...
Em você...
Em nossa cidade...
A espera de portas sem pedras
E lembranças reais.


  Local: Rua Benjamin Constant n 1880  .


Navalhadas Curtas: Casa comigo?




Navalhadas Curtas: Casa comigo?

Existem coisas que me causam certo nojo.Não me refiro a catarro, vomito, diarreia, vermes, xoxota suja, cheiro de “asa”, bafo podre ou dentes cariados ou mesmo ausência de dente. Não. 

Eu tava dormindo o sono dos filhos da puta. Que dormem bem, diga-se de passagem. Então o telefone toca, três da manhã.
Merda, esqueci de deixar no silencioso. Olho, número desconhecido, e essa? Atendo.

-Fala...
-Oi amor, amor sou eu...

Era Micaela. Pirada, chapada, puta, suja, louca, doentia e com uma xoxota linda e um nojo.

-puta merda Micaela...que foi porra?
-Quero te pedir uma coisa...pode ser?
-A essa hora? Vai lá...
-Fabiano, tu casa comigo?

Tenho um imediato engulho estomacal... tive vontade de vomitar no telefone, mas segurei com uma tosse. Um telefone que toca de madrugada, é uma sirene do diabo te chamando.

-Vai dormir Micaela, esquece essa ideia... eu não caso mais, já tive minha coleção de péssimos casamentos, to legal.

Ela começa a chorar convulsivamente ao telefone. Não sinto culpa, tenho raiva, tenho vontade de falar um monte de merdas. Aquilo era tão sem noção como beijar um porco depois dele comer a lavagem.

-Da onde tu tirou essa ideia?
-Fabiano...vou ficar sozinha...queria casar com alguém...preciso casar...
-Porra Micaela...não é assim, e logo eu? Tem coisa melhor por aí...
-Que eu faço?
-Tem whisky aí?
-Serve uma dose tripla, depois vai dormir.
-Tá... mas um dia tu vens aqui me comer ao menos?
-Vou.

Ela parecia sorrir. Bipolar total.

-Boa noite.


Luís Fabiano.

Dica de Filme - Um dia de Furia


Dica de Filme: Um dia de Fúria - 1983

Quem um dia não teve a vontade de meter a porrada no mundo? Tudo relaxa ai, é normal. Só vira loucura de for todos os dias. Bem o cara do filme, ta fudido, perde o emprego, perdeu a mulher, ta perdendo o tempo em um transito de merda...bem na vida tudo que se precisa é porra de uma gota d’água para fuder com tudo. 

Ele explode... mas não explode como você, escondidinho do chefe, ele explode mesmo. O bixo pega, porradas, tiros, pauladas e coisas do gênero. Esse é o problema quando não se tem mais nada para perder... você se torna bomba, uma arma...e o amor, a saudade, a dor, e tristeza não serão diferentes de uma barata no canto... Bum!

Atuações monstruosas de Michael Douglas e Robert Duvall. Filme para não parar de ver e tentar escolher que lado você fica. De quem está no limite ou de quem te empurra para o limite...

Luís Fabiano.
Não peguei um trailer, optei por uma cena clássica do filme, curte ai.




Poesia Fotografica






Noite Bêbada, Buracos no Inferno e Tetas Amigas Parte 1




Noite Bêbada, Buracos no Inferno e Tetas Amigas.

Parte-1

Cai a noite na velha Pelotas. Nova Pelotas não esquecendo da Velha Pelotas. Gosto da noite, geralmente é quando os milagres se tornam possíveis, e os infernos abrem suas portas mais declaradamente. A noite consome, me consome, é como um imenso inconsciente ocultando nossas sombras.

Por vezes penso assim: vá se fuder humanidade. Vamos tentar inventar tudo novo, do zero. Por que penso isso? Talvez pela minha sede... a sede incontrolável que algo como a verdade deve surgir fresco... um recém-nascido da porra, acordando neste mundo e depois fazendo sua parte na trajetória das tragédias de Deus e do Diabo. 

Tenho sede, tenho vontades e quero beber agora. Mas não agora. Neste momento estou olhando pela janela do trabalho, do terceiro andar lá embaixo, formigas humanas, carros barulhentos, música estridente de péssimo gosto, luzes coloridas de neon falsificado, bebidas nas calçadas, sexo por ai e as drogas. Essa é a noite, e quem não vê, ainda é um fantasma inocente sorrindo no vazio. 

Essa é a noite de minha cidade. Não reclamo, de certa forma o caos me acalma, o caos tem uma paz estranha, uma paz real e não inventada. A paz do que realmente somos, um algo ainda em formação. Um verme agitado sonhando com asas, o beijo na face de um cadáver, e um punhado de incertezas disfarçadas.

Estou contando os minutos para sair do trabalho. Quero mergulhar nessa noite devassa, descobrir as criaturas, e se o preço for me fuder, então foda-se. Na vida tudo tem um preço, e se não tem, esta embutido.
Pensei em ir para o Bar do Sujeira, beber algo ficar olhando as putas de longe e se alguém interessar-se... bem ai seria outra história.

Bato o cartão e estou livre agora, como uma profecia maldita, o meu celular toca, a besta fabulosa e tecnológica anunciando a tragédia ou um afago da beleza. Vejo quem é, é o Nego Nelson. Atendo a merda do fone.

-Fala meu líder... qual é, e qual foi?

Nego Nelson ri do outro lado da linha, esta bêbado, de fundo ouço gritos femininos e um samba forte cadenciando na classe... ao que parecia ser uma festa...

-Sou líder de porra nenhuma não Fabiano... e aí? Ta de boa? Qué dá uma chegada no festere dos bão?
-Puta merda Nego, só dizer o endereço...
-Vem pros lado do Pestano então, é num conjunto residencial aqui ta ligado?
-Nos Ap?
-É...é sim, é tipo uma ocupação informal ta ligado ,tamo aqui, ta rolando geral...

Anotei o endereço, mas não sei, não havia grande expectativas. Sou um homem quem matou toda e qualquer expectativa existencial. Não sou ansioso, nervoso nem agitado. Isso talvez me torne pior. Minha expectativa, era sair de la vivo e de preferência com o Fudet, essa era a boa expectativa. Estava com disposição de fazer merda, meu coração desconectado de sonhos rasgando a noite, a as ruas de asfalto e a beleza escondida em mim e em você? Será?

Peguei o Fudet, tinha sede de cerveja, mas neste “mundo perfeito” que vivemos, beber dirigindo pode ser um problema. Não queria ir preso, ao menos não por bebida ao volante. Se isso ocorrer, espero que seja por um motivo maior. Sede da porra, sede de vida.
Ligo o carro, ligo o rádio, dou uma boa cuspida suculenta pela janela, estava me purificando. O rádio tocava Maria Betânia – A moça do sonho, numa letra que dizia mais ou menos assim...

Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez

Pura poesia. Gosto de Bethânia pra caralho. Saio devagarinho, pego o caminho certo, destino traçado pelas mãos invisível.
Consigo achar o local, estaciono o carro. Dois elementos meio nervosos, fumando crack, fazem uma feição não agradável. Fico ligado na deles. Lugar tenso. Eu penso: puta que pariu... ainda bem que eu estava desacompanhado. 

Em lugares assim, andar acompanhado significa que tu podes ter algo a perder. Eu de minha parte, poderia reagir, poderia correr... mas acompanhado fica mais difícil... a dama pode se fuder bem mais que eu.
Desço do carro rápido... e já vou perguntando qual foi?
Nisso Nélson que tava vendo a coisa da janela grita de lá:

-Pode deixar... é tranquilo, é o Fabiano... alivia ai pessoal.

Os craqueiros recuam.

-Vem Fabiano... tem uma nega te esperando aqui...

Chego no local, gente pra todo lado, pagodão ao vivo, mulheres ali de shortinho rebolando a bunda, uma galera da porra...feliz, bebendo, boas bebidas, coisa fina contrastando com o local. Nego Nelson me abraça:

-Bah mano...te salvei agora hein?
-Va se fuder Nelson...me arrastaste para esse local...quero ao menos uma buceta no mínimo...uma, duas ou três...
-Dá conta?
-De duas sim...
-Filho da puta....hein...
-Cara, que raio de festa ta acontecendo aqui?
-Tu queres saber a verdade? Ou prefere deixar assim...
-Deixa assim.

Nisso uma gostosa rebolando bem gostoso, dançando na nossa frente, estão bêbadas e felizes. Quem não gosta de mulheres bêbadas e felizes? Até elas mesmas gostam.

Comecei a olhar melhor o local. Era um Ap invadido que fica ao lado de outro Ap invadido, o grupo de pagode tocava em um quarto...e som rolava para todos os lados, Nelson me apresentou as figuras da festa. Giuliani, Vanessa, Suzana e uma travesti Gessy. Fui conhecendo outras. O pessoal tava bem, feliz, naquele ambiente de paredes esburacadas, teto caindo, sujeira e bebidas caras. Não tinha rum...mas tinha whisky 24 anos, ta bom?

Gosto da bebida por isso. Ela torna todos irmãos, é como um sermão instantâneo, ao final somos todos irmãos. Fiquei irmão de uma mulata coxuda, nem o nome sei. Quem precisava de um nome com aquelas pernas?
Ilustres desconhecidos felizes, sambando, mais mulheres que homens, exatamente como o mundo esta hoje. Consigo me aproximar da mulata:

-Oi princesa...

Ela segue sambando indiferente, preocupada com o cabelo e mexendo aquela bunda sensualmente sozinha. Gosto de mulheres assim, decididas. Porra ela tava cagando para o mundo, pra mim, estava curtindo a dela. Mulheres que plainam acima dos limites, essas são foda,mas a grande maioria não faz isso. Atitude as vezes faz diferença.

Ela me olha e da uma risadinha vadia. Um sorriso as vezes é como uma pequena penetração.

-Oi Negro...
-Quer um gole?

Ofereço o whisky pra ela... ela sorri mais e bebe, deixando marcas de batom no copo. Acho massa marca de batom. Sempre tive minhas camisas examinadas quando era casado... e sempre existia marcas lá, não sou de me esconder. E a briga faz parte do jogo. Uma relação humana precisa de altos e baixos como a vida.

Lambo a borda do copo com batom... e a puta feliz, segue dançando, ao som de Revelação. Olho de lado e reconheço o cara do cavaco. É o Tonho, o cara que toca no buteco do Rei das Bucetas... puta merda, estaria o Rei ali?  Não pode ser...

Continua...

Luís Fabiano.





quarta-feira, novembro 27, 2013

Trecho Solto



" Trecho Solto...


História de minha vida, aí minha história, tão rica , tão curta. Vittorio Gassman tinha razão, numa entrevista que vi na tevê: a vida deveria ser duas; uma para ensaiar, e outra pra levar a sério.
Quando se aprende uma coisa, esta na hora de ir.

Desde que meus peitos cresceram, começamos a brincar de mamãe e neném, mesmo ele sendo mais velho do que eu. Eu me sentava, ele deitava a cabeça no meu colo, eu tirava um peito, punha os dois dedos perto dos mamilos, e ele mamava de olhos fechado e mais ou menos gemendo, e ficávamos assim um tempão. Depois eu mudava de peito ele continuava a mamar. Depois a gente evoluiu, e eu ficava afagando o pau dele, enquanto mamava. Depois evoluímos mais. Eu nunca ficava nua, só tirava os peitos mas ele ficava nu. Depois foi indo, a gente praticamente começou a transar, e eu fiquei para sempre cativa da bunda dele.

Não havia nada melhor no mundo do que comer a bunda dele. Ele botava um travesseiro embaixo dele, e eu o cavalgava com um prazer que nunca senti, nem com homem, nem com mulher, nem com veado, aliás eu não gosto muito de transar com veado, só por amizade, amigos veados eu tenho muitos, me dou bem com eles. Com Rodolfo, a bunda era um gozo monumental, não só porque ele era especial, como porque fazia a mulherzinha sem deixar de ser macho, é indescritível, só presenciando, só vivenciando. Eu o possuía todo , este tem que ser o termo, enroscada nele, me esfregando nele com força abrindo-o para me esfregar mais fundo, e ele se deixava comer lindo, um deus dourado debaixo de mim, e eu mordia a nuca dele, amassava os peitos nele, apertava o pau dele, e ele voltava o rosto para me dar a língua quando eu pedia. E depois me comia.

Geralmente era ele me chupando e eu alisando a bunda dele, mas eu também gostei muito quando ele passou a comer por trás, eu levantava a bunda na hora e me que ele ia meter, e adorava quando ele me pincelava e fazia que ia entrar e não entrava, até que aquele pau grossão se enfiava todo em mim – ninguém me venha com a história, muito citada por aí e até sacramentada em pesquisas pseudocientíficas, de pau pequeno não faz diferença, claro que faz, um pau bem dimensionado preenche apropriadamente a mulher, e é um visual estimulante e excitante, nada de desse negocio de pau pequeno.

Mulheres que apreciam pau pequeno são as que, de uma forma ou de outra, têm medo de pau, seja porque sentem dor, seja porque são ruins da cabeça. A mesma coisa é pau mole...”

Extraído da obra:  A casa dos Budas Ditosos – Luxúria
De: João Ubaldo Ribeiro.


Ps- relato da vida de uma mulher ex-prostituta beirando os sessenta anos.... (o resto leiam o livro porra).



Luis Fabiano.

terça-feira, novembro 26, 2013

FIO DA NAVALHA - Uma Definição


 FIO DA NAVALHA   - VÍDEO

Uma definição - Charles Bukowski




Por onde anda aquela mulher



Por onde anda aquela mulher

Meu pensamento se perde
Revirando as frestas do passado
A procura dela
Meu pensamento deseja o que não mais se pode ter
Tudo muda
Eu mudo
Ela mudou
Por onde ela anda?

Aquela que enfrentava manhãs frias
Com brilho nos olhos
E fome de viver
Aquela que cuidava de filhos e marido e do marido alcoólatra?
Onde?

Que não perdia o horizonte
Que nadava contra correntezas
E mantinha por sua natureza
Um sorriso desafiador dos conflitos...
Sorriso insistente
Inquebrável certeza de vencer
Cheio de carinho e amor...
Por onde andas?

Aquela que as respostas nunca estavam terminadas
Que enfrentava uma jornada tripla de trabalho
E ainda tinha forças para ajudar outros...
Aquela que enfrentou doenças
Dores
Desemprego
E exploração...

Passava por isso como um trator silencioso...
E hoje?
Hoje vejo uma outra mulher
Uma mulher que não queria ver...
Mulher estranha
Frágil por um fio na linha da depressão
Incerta de tudo que lhe cerca
De um brilho esmaecido
De certezas esquecidas
De dúvidas e duvidas tantas

Por onde andas?
Golpes outros terminam por nos dobrar?
Não trocarás socos contra as ondas contrarias?
Não.
Nem farás força para estar em pé...
Meu pensamento se perde sim
Queria o que não se pode ter
Que voltasses...
Volta...
Volta no vento por favor...
Meu coração tem sede de ti
Mas essa é uma resposta que ainda temos

Te quero viva
Como a fé feita de fogo
Lutando no presente
Como a nova página que se vira
Serena no destino...
E uma nova história que começa
Vem...

Vamos começar uma nova historia
Não sei o quanto isso significa para ti
Mas eu estou aqui
As marés contrarias aguardam todos
Ainda não sei por onde andas
Mas sei que vou te achar.

Luís Fabiano.



segunda-feira, novembro 25, 2013

Pelotas Tatuada


     PELOTAS TATUADA     



Rua Coronel Alberto Rosa n 308


Navalhadas Curtas: Buceta de...


Navalhadas Curtas: Buceta de...

Meus poucos amigos de uma maneira geral, não regulam bem. Ótimo isso, pessoas normais me assustam, você nunca sabe o que eu estão realmente pensando.
Ontem estive na casa de Murilo. Queria trocar uma ideia com ele, a respeito de uma gravação futura. Murilo tem boas ideias. Ele regula de idade comigo, acho que é mais tarado que eu. Tudo bem, não se pode ganhar todas.

Chego a casa dele, bato a porta e ele abre. Esta sem camisa, suando muito e com a mão cheia de cola. Tem um sorriso campeão na cara.

- E ai Murilo, tudo de boa?
-Tudo cara, tudo, assim é... eu to trabalhando no meu projeto ai...projeto do caralho cara massa...
-Porra que bom meu, mas que é? Um documentário? Vídeo... filme..?
-Não cara, algo muito, muito melhor que isso...

Ele me conduziu até seu ateliê, onde uma manequim nua, com um buraco aberto(escavado a faca) na altura da buceta...
Ele fica olhando aquela merda, hipnotizado, rindo olhando aquele buraco aberto da manequim... não entendo e pergunto:

-Ta Murilo e daí ?
-Cara essa é Juliete... to apaixonado por ela...agora que abri essa buceta nela...vou forrar com umas esponjas e sacos, e a buceta dela vai ficar linda...linda, virgem e só minha...eu te amo Juliete...

Ele beijava a manequim inerte...como se tivesse apaixonado. Definitivamente Murilo tava pirando, talvez drogas demais. Então ele começou a beijar a manequim...beijo de língua lambendo a cara fria de Juliete...ele me olha, estou sentado assistindo aquela merda:

-Fabiano...a gente poderia falar depois?
-Que foi cara?
-A juliete ta constrangida...sabe...eu vou transar com ela agora( falou em voz baixa).

Mas que merda... Murilo sempre foi meio sozinho mesmo... as mulheres não fechavam com ele, e agora essa...
Mas sabe uma coisa, aquela manequim até que era bonita... ele teria outras esponjas por lá?


Luís Fabiano.



Pérola do dia:






domingo, novembro 24, 2013

Claudia



Claudia

Dias atrás Claudia pediu a separação
E tudo foi tão amigável e limpo
O amor afina...
O amor acaba...
O amor...

Como uma goteira que se termina
Tinha certeza que era o melhor a fazer
Para ela
Para o filho
Para o destino

O marido deixou para trás os bens adquiridos
Queria apenas poder ver o filho
Tudo bem?
Claudia tranquila
Claudia certeza
Claudia seguia

Mas todas as estradas são impermanentes
Noites de solidão
Desagravos e desagrados semeando incertezas
Um serrote esquecido num canto
Tempo passando
Seu ex-marido se refez

E Claudia que estava tão tranquila, não...
Aquela felicidade a incomodava
Claudia sozinha e filho
Claudia inveja
Claudia vingança agora

O céu turvou-se de tempestade
Cegueira ferina depois...
Indignidade de doentia
Ela usa o filho agora contra o pai
Culpando-o de todas a suas dores
Claudia cava o próprio abismo
Claudia carinhos de orgulho
Claudia tornando tudo pior...

Me aproximei de Claudia
Perguntei: Claudia porquê? Me diz...
Ela rosnou para mim
Seu silencio destilando desespero

Eu queria que ela se visse
Mas não aconteceu ainda
Simplesmente as vezes
Não há nada que possa fazer.


Luís Fabiano.


quinta-feira, novembro 21, 2013

Momento Boa Música


     MOMENTO BOA MÚSICA      

Clara Nunes - Canto das Três raças





Pérola do dia:


Confiança



Confiança

Em manhãs perdidas de ressaca
Meus olhos se abrem
Como poesia de neblina
Sem orvalho
E me pergunto: com quem poderei contar, quando a merda existencial vier?
Você sente isso?

Sim
Esperanças feitas de aço
Num abraço do inesperado
No fundo ninguém sabe
Posso confiar em ti?

Sim...
Na doença?
No dinheiro ou na falta dele?
Posso confiar, ainda que não tenhas o meu melhor?
Ter a certeza que teu amor não vai acabar?
Tu me garantes isso?
Posso confiar ainda que tua vontade seja outra?
E até onde posso confiar em ti?
Serias mais honesto comigo ou contigo?

Sim...
Minhas manhãs de ressaca hedionda
Mãos que se estendem tentando tocar a realidade
Queria ter certezas as vezes...
De tantas certezas
Mas talvez esteja desejando demais de todos...

De ti...
Erros de quem confia
Queria que a corda não rebentasse
Que a lâmina não ficasse cega
Que não precisássemos provar nada

Sim...
Eu ainda não tenho a resposta
Mas sabe...
Eu estarei ali
Ainda que teus olhos não me vejam.



Luís Fabiano

quarta-feira, novembro 20, 2013

Pérola do dia:



Navalhadas Curtas: Baratas Bêbadas



Navalhadas Curtas: Baratas Bêbadas

Madrugada densa avança em minha solidão no Ap. Tudo bem, talvez até bem demais. Levanto, olho as horas, três e meia da manhã. Vou no banheiro, mijo com vontade,daquelas mijadas que molham a tampa e as bordas do sanitário. Gosto de deixar marcas.

Penso em sair pra rua. Mas não...lembro de Gringa, uma amiga sexual que tenho. Não é louca, é apenas puta e se diz ninfomaníaca. Não sei se é... talvez seja. A verdade que ela topa fuder sempre...faça chuva, faça sol, esteja menstruada, amamentando, com o aluguel atrasado, com câncer no útero...ela topa fuder sempre. Ligo.
A voz sonolenta do outro lado:

-Aloooou... quem é caralho?
-E ai Gringa...beleza... tava dormindo?
-Porra Fabiano...logico né... mas ta de boa fala aí...
-Ta afim de fuder um pouco?
-Pode ser virtual?
-Hã?
-É sexfone...chat sexual... tiro a roupa pra ti na webcam...que tal? To com preguiça de levantar...etc...

Gringa negando fogo.

-Relaxa Gringa...vai descansar... tu fudeu muito hoje?
-Sim...com duas mulheres e um criolo com uma pica que reformou o meu cu...
-Entendo...de boa Gringa melhoras ai para o teu...e tem uma boa noite...
-Boa noite amor...depois eu te compenso muito viu...beijo na ponta do pau.

Desligo e fico pensando: Puta merda...um criolo que reformou o cu dela... que poesia. 
Deixo pra lá a história de fuder, e vou até a cozinha. Havia deixado garrafas com restinho de cerveja abertas...muitas delas, e lá estavam as vagabundas, baratas, baratinhas e baratões ali... bebendo o resto de cerveja. Gostei. 

Fiquei parado olhando pra elas...devia ser umas 17 pelo que contei. Inclusive umas estava trepando também. Eu ia beber algo, mas achei melhor não perturba-las, ao menos alguém estava trepando.



Luís Fabiano.

segunda-feira, novembro 18, 2013

Pelotas Tatuada


  PELOTAS TATUADA  


  Local: Rua Uruguai n 580  


Navalhadas Curtas: Quero Comer a tua bunda...



Navalhadas Curtas: Quero Comer a tua bunda...

Sem rodeios porra. 
Bar do Sujeira.Madrugada borrada, merda incandescente em uma segunda-feira de idiotas perdidos por aí. Sim, lá estava eu.
Sujeira de mau humor, o bar vazio felizmente.As moscas voando no ambiente e uma tevê ligada no volume mínimo. Tudo tédio, me sentia descansado, fazendo nada.

Então como uma tempestade, entra um brutamontes, gigante, puta merda realmente muito forte. E se anuncia assim na porta:

-Quero comer um cu agora!!

Ri achei que o imbecil estava brincando.
Dei mais um gole na cerveja, olhei para o Sujeira... ele também me olha sério. Estávamos só os dois lá dentro...eu não tinha planos de dar o cu pra ninguém. Acho que Sujeira também não.
Então o imbecil grita de novo:

-Quero comer um cu hoje...e agora...

Sujeira se adianta:

-Escuta ai Boneco...aqui não tem cu não... vai te fuder, tendeu ?

O cara fica meio irritado e num movimento rápido, joga uma cadeira em Sujeira...e erra
Então Sujeira Grita: Pau neste filho da puta...

Eu tava atrás dele agora, pego uma cadeira e acerto em cheio a cabeça dele, o imbecil fica tonto, então Sujeira acerta ele um soco dos bons na cara e o cara cai... aproveito e dou uns chutes nele.
Boneco caido no chão, então percebemos no “cofrão” do cara vazando, o cara estava usando uma calcinha rosa... valentão da porra !
Então nos olhamos e caímos na gargalhada... então disse pro Sujeira:

-Vamos fazer uma palhaçada com esse idiota... como se tivéssemos comido o cu dele...

Sujeira me olha e pergunta:

-Ele ta vivo Fabiano?

Chego perto...ta respirando, então ta vivo.
Pegamos o corpo desmaiado e colocamos na calçada... baixamos bem a calça deixando o rabo de fora... e Sujeira derramou um pouco de creme de leite no rego do sujeito... o puto não queria um cu? Pois então quando acordasse, ia ter a impressão que fora comido...
Sei que isso vai ter volta...mas por agora foda-se.

Luís Fabiano.



Pérola do dia:



domingo, novembro 17, 2013

Bianca



Bianca
 Hoje Bianca corre pelo quintal
Tem uma expressão leve
Pandorga entre vento e risos
Hoje tem poucas ilusões
Foi vendo seus sonhos serem desfeitos
Momento a momento...

Na politica
No amor
No emprego
Na morte...

Por muitos instantes teve a certeza que não iria suportar mais
Uma linha estendida ao máximo entre "ontens" e o hoje...
Bianca triste
Bianca feliz
Bianca vivendo
O ontem tecido de drogas
Diversão
E alucinação que consola...
Pandorga leve ao sabor...

Então vieram as tempestades...
Problemas com a família...
Filhos não esperados
Liberdade ceifada, como uma adaga de luzes negras
E Bianca teve que aprender a suportar...
Suporta...
Suporta...
Bianca suporte...

Tem tantas vontades... que não cabem mais
Quis uma vida diferente...
Mas os traços do destino
Riscaram um desenho estranho...
E Bianca suporta...
Bianca suporte...
Agarrada aos ganchos da vida...
Não grita...
Não esperneia
E não enlouquece...

Bianca lágrimas de suas flores
Bianca destino errante
Bianca tantas mudanças...

Poucos porquês...
Dias atrás, eu a vi...
Mas ela não meu viu

Era melhor...
Bianca sorri pandorga beijando o vento
Correndo hoje pelo quintal...
Brincando com o destino que errou e acertou
Leveza sem adagas...
Vida em vento...
Sorriso de nosso amanhã
Bianca traços de sua paz.


Luís Fabiano.