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domingo, novembro 30, 2014

Palavras do Mestre - Noite de Natal Sozinho



Noite de Natal Sozinho

Noite de natal, sozinho,
Num quarto de motel
Junto a coisa
Perto do pacifico –
Ouviu?

Eles tentaram fazer desse lugar algo
Espanhol, há
Tapeçarias e lâmpadas, e
O banheiro é limpo, há
Mini-barras de sabonete
Rosa

Não nos encontramos por
Aqui:
As piranhas ou as damas ou
Os adoradores
De ídolos

La na cidade
Eles estão bêbados e em pânico
Furando sinais vermelhos
Arrebentando suas cabeças
Em homenagem ao aniversário de
CRISTO. Isso é uma beleza

Em breve terei terminado esta garrafa de
Rum porto-riquenho
Pela manhã vomitarei e tomarei
Banho, voltarei para
Casa, comerei um sanduiche á uma da tarde,
Estarei no meu quarto por volta das
Duas
Estirado na cama
Esperando o telefone tocar
Sem responder, meu feriado é uma
Evasão, minha razão
Não é.

Charles Bukowski



É natal Porra !

Fio da Navalha orgulhosamente começa seu natal, afinal é o mês que começa essa parada.
Como de praxe, teremos toda a sorte de coisas...lindas e sórdidas que a humanidade pode nos oferecer. 
Eis que sou um porquinho feliz, que me deleito nos dejetos humanos, a espera de um tesouro... que tesouro porra nenhuma...é apenas verdade nua, crua e com cheiro forte de suor.
É natal porra...ainda que não pra todos... mas entre e fique a vontade, mas recomendo tampe o nariz.

Fio da Navalha.


quinta-feira, novembro 27, 2014

Aceitação



Aceitação



Entendimento



Entendimento

Tudo que se precisa é que você
Tente...
Tente entender
Apreender

As mudas metáforas
As tantas palavras
As respostas
Propostas
Apostas

Regras que se quebram antes do amanhecer
É tão difícil perceber?
Que não gosto de explicar
Que gosto de provocar
E que faço o que quero
Seja onde
Como
Ou quando for

Que importa se hoje estou distante
Pensamento galopante
Vazado de emoções que não digo
Quieto em meu abrigo
Por favor não diz nada
Estamos na mesma estrada
A vida me ofereço
Simples e despido
Que importa?

Minha vida entorta
Se já não sou mais o que era antes
Instantes
Estressantes
Inebriantes
Vivo sim

Pelo gosto de tantas bocas e fim
E o amor que deitas a mim dizes...
Quer oprimir meus deslizes
Defeitos
Desfeitos
Malfeitos
Não te cobro nada
E nem tu também
Será que é possível viver mais zen
Tudo que se precisa é que me entendas


Luís Fabiano


segunda-feira, novembro 24, 2014

Na Boca do tigre



Na Boca do tigre

Amigos verdadeiros são sempre poucos no final
Mas a lista de traidores/roedores é imensa
Isso é humano
Nem sempre há maldade
É apenas o jeito de viver...

Tive mulheres de todos os naipes
Eram boas ao seu jeito...
Algumas fundiam felizes
Outras fudiam minha vida
Mas não acho que elas eram más...
Sabe como é...
É apenas o jeito de viver

Muitas me ameaçaram
-Vou te matar... vou te fuzilar... vou te queimar
Mas nada ocorria
Sabe como é...
É o jeito de viver...

Gosto de beber como quem beija uma puta
Incansavelmente
Insaciavelmente
Repetidamente
Inconsequentemente
Destruidoramente
Mas não há maldade nisso...
É apenas o jeito de viver

O tempo me faz bem
Torna a mordida do tigre mais franca
Observando as natas do tempo
Com mais calma
Mas isso também é o jeito de viver
Não há maldade...
Ontem me disseram que o tempo
Transforma o vinho em vinagre...
Mas acho que não acredito nisso
É apenas o teu jeito de viver

Tua mira
Teu coração
Tuas intenções
No fim
É só você com você mesmo
Ninguém é culpado
É apenas o jeito de viver.


Luís Fabiano.

quarta-feira, novembro 19, 2014

Fio da Navalha - Diálogos


Fio da Navalha - Diálogos

-Já comi de um tudo nessa vida...
-Tudo?
-É... não tem ruim, se é mulher é xoxota, cu e a boca... se é homem é o rabo mesmo...
-Sei... gosto é gosto
-Mas vou te dizê Fabiano... bom mesmo é uma porquinha...é delicia...
-Assada?
-Não...no amor gostoso...
-Sei, quem nunca né?
-É tu sabes, a xoxotinha da porquinha é igualzinha das mulé...
-Sei mais ou menos... toda igual?
-Tudo é...igual-igual, aperta o pau do mesmo jeito, fica molhadinha e tudo...solta até um leitinho...
-Explorou hein... ok, afinal o amor é cego né
-E te digo mais... até o paladar é semelhante...

Fiquei olhando pra ele...


Fio da Navalha


domingo, novembro 16, 2014

Navalhadas Curtas: Nutricionista.



Navalhadas Curtas: Nutricionista

Depois de umas merdas de uns piripaques, o cara entras numas de se cuidar. Não dura muito isso é certo, principalmente quando não se tem medo de morrer. Morrer não é problema...ao menos para quem vai...

Exames feitos, um monte de merda para ajeitar mas tudo bem. Relaxei depois que o susto passou, agora estou legal e bêbado como sempre. A vida é generosa. Então a medica que me atendeu, sugeriu ir ao nutricionista. Tive a felicidade de ser atendido somente por mulheres... Na consulta da nutricionista ela fala assim:

-Seu Luís Fabiano...o senhor vai ter de fazer dieta severa... alimentação a cada 3 horas, eu darei o cardápio apropriado, e vamos precisar baixar aproximadamente 35kg do senhor...

Eu ri.

-Por que o senhor riu?
-Moça, 35kg só se eu nascer novamente... não vai rolar...
-Com esse comportamento não ajuda muito...
-Tudo bem...vamos “tentar”
-Outra coisa seu Luís Fabiano, o senhor vai ter passar a fazer exercícios, caminhadas, ginastica etc... pelo menos três vezes por semana por no mínimo uma hora...

Ri novamente.

-O senhor entendeu?
-Sim, seguinte “senhora”, como exercício sexo funciona?
-Como?
-Sexo “senhora”, transar, fazer sexo três vezes por semana... por no mínimo uma hora, serve?
-O senhor está brincando?
-Não, nunca falei tão sério...
-Existem estudos que dizem que sim...
-Ok então tudo certo.

Fico olhando para ela, serio, ela cora... então percebo que a moça era religiosa ao extremo...aquele cabelo comprido, a foto do pastor atrás...bem. Uma coisa eu sei... eu não transaria com ela.


Luís Fabiano


Tem que explicar?



Material antipoético


Material antipoético

O panorama deste verão é desolador
Abundam as baratas
As moscas e guasasas* da merda
O fedor do lixo podre
E do esgoto derramado nas ruas
Os ratos pequenos / dizem
Que também há ratazanas enormes
Há avisos / vacina grátis
Contra leptospirose
No Malecón um edifício se inclinou
Como a Torre de Pisa
E a gente saiu fugida
Agora uns homens o derrubam
Com muito cuidado / pedra por pedra
Porque pode desabar e enterrar os vizinhos
Enfim o panorama é pavoroso
Sob o sol e o calor
A cidade antipoética
Nicanor Parra teria que visitá-la
Gente cansada e de mau humor Bêbados
Sentados nas calçadas esperando o nada
E os poetas em baixa

Não há nada belo que cantar
Uma desgraça para os poetas
Tudo é merda
Assim é impossível escrever poesia nutritiva
Poesia alimentícia
Poesia que faça exclamar
As damas sensíveis
Oh, que grande poeta estupendo é um clássico!
Não / nada disso
A vida antipoética ganha terreno
E estabelece cabeças de praia
Em cada coraçãozinho que consegue alcançar
E eu desgraçadamente
Não posso olhar sozinho o mar
O mar salvador azul
O eterno belíssimo brilhante mar.


Pedro Juan Gutierrez


*Em Cuba, é uma mosca pequena
 Que vive em enxames

Em lugares úmidos e escuros.


Eu pelado, fotos pornográficas e uma dose de insanidade...



Eu pelado, fotos pornográficas e uma dose de insanidade...

Por vezes você precisa tomar uma decisão...ou atacar com fúria, ou deixar assim mesmo...sou assim, não costumo decidir nada, deixo que as ocultas veias do caminho me guiem, como uma lamina cega e afiada... como as aguas das valetas, como um corrimão sem fim ao longo das vísceras existenciais.

Sempre dizem pra mim que isso é uma falácia, mas a verdade que eu Fabiano, sou péssimo tomando decisões, então que alguém as tome por mim. Você quer saber como é vivo? Simples, o mais simples possível, gosto de mulheres, bebidas, sexo e dos vícios da alma... arte, sim arte é um vício também...

O tempo está uma merda, chove lá fora, cheiro forte de umidade e cachorro molhado no ar, e eu estou ai, tentando me acostumar com o novo andar de minha vida. Tantas novidades são um enfado. Um novo horário de trabalho, que me dá algumas vantagens, porem acaba com a minha mente, com minha capacidade de pensar pela manhã, não consigo pensar agora, apenas trabalho e trabalho, preciso de grana assim como você. Quem não é a puta da existência?

A noitinha o corpo está cansado demais, a mente cheia de nada. Preciso descansar para dar vazão ao meu pior ou melhor... ai é com você a decisão. O que é virtude para um, é algo terrível para outro. Gosto desta dicotomia, não espero ser a mesma coisa.

Estou olhando pela janela do Ap, a noite molhada chegando, gosto de olhar as ruas assim, refletindo o brilho das luzes... talvez seja o meu momento de poesia, o asfalto é o céu escuro, o reflexo nas poças d’água as estrelas caídas, à espera das esperanças sem asas...a espera talvez de você.
Olhar isso me emociona, existem tantas coisas ocorrendo ao mesmo tempo, e entre tantas acabo sentindo saudade de mim mesmo... você já sentiu saudade de si?

Então me vem a sede de riscos... tudo precisa começar de algum jeito. Se tua vida não tá uma festa, vou te dar um conselho de graça: vamos beber algo? Esqueça Deus, espíritos, religião e toda essa carga densa capaz de tornar o seres fracos e medrosos do amanhã... é preciso olhar para a vida despido de ilusões. Você já se despiu das tuas ilusões hoje?

Fui até o banheiro, dei uma longa mijada, dei uma mexida no bicho, ele dá uma crescida na minha mão. Me sinto um animal, gosto do meu pau.
Então fui até a cozinha abro uma garrafa virgem de rum. Ela brilha como uma puta na esquina, o amor possível ao ser humano. Pego meu copo de uísque coloco três pedras de gelo, e sirvo uma dose caprichada, capaz de derrubar um mamute. Isso me faz bem...o primeiro gole é como lamber uma buceta desconhecida pela primeira vez, a primeira tragada...a primeira vez sabem do que estou falando? Os grandes lábios entre-abertos, molhados e quentes, o clitóris durinho pedido uma sugada...sim, o rum me deixa melhor. Cheio de tesão.

Minha cabeça então se incende, é como se tudo a minha volta se transformasse em chamas, agora eu torno a olhar pela janela... sem dúvida as ruas estão melhores... a chuva se transforma em lagrimas quentes de alguma puta perdida do céu... as ruas me chamam com uma voz oculta, um grito, um sussurro, a sedução.

Começo a ver putarias na internet.
Uma boa sensação me invade...tudo está diferente. Começo a pensar em um milhão de putas possíveis... onde teria uma festa acontecendo na segunda-feira? Quem gostaria de fuder até morrer agora? Isso sim...boa morte.
As mulheres da internet parecem todas ótimas. Me sinto satisfeito assim, não preciso de mais nada. Então o celular toca como a esperança do diabo, não conheço o número:

-Alooo
-Fabiano?
-Não...aqui é o Fabiano...

Uma voz feminina macia como uma calcinha de algodão do outro lado, quem seria?

-Oi lindão... como tu estas?
-Ai...obrigado, to legal...mas aí quem é?
-Fabiano tu já esqueceu de mim?

Detesto enigmas...quando bebo minha memória fica alterada, mas não sempre. 
As vezes não quero lembrar de nada mesmo.

-Ai, eu tenho dificuldades de lembrar...ajuda ai...
-Não vou dizer não...quem sabe tu não vem me visitar e descobre hein?
-Te visitar? Se for um assalto ou coisa assim...violência ...essas merdas que acontecem com as pessoas?
-Que pessoas?
-Todas...
-Tu não eras cagão assim... Fabiano...vem, tu vais gostar...

Dou um golaço no rum, eu acabara de ligar o foda-se... quando ligo o foda-se faço merda...e tenho orgulho disso...então foda-se.

-Tudo bem, diz ai onde é...

Ela me passa o endereço e curiosamente é no centro, hoje eu não me deslocaria para as periferias como de costume.

-Te espero Fabiano...beijo.

Desligamos, sentia meu corpo pegando fogo, como se o diabo resolvesse habitar as minhas tripas, as minhas bolas e o pau...
Coloco uma camiseta e jeans e já era...me dirijo para o local, não penso em nada, melhor não pensar muito...afinal que poderia acontecer?
Subo três andares bato a porta, quando ela abre, é uma velha amiga Jerusa...coroa safada, puta, louca e chapada...agora eu entendia tudo, a amiga dela que ligou, eu não conhecia aquela voz...puta que pariu uma boa surpresa...me sentia em casa:

-Porra Jerusa quanto mistério...
-Amor eu tinha que fazer isso...tu és movido por isso cara...

Eu a abraço forte e minhas mãos se direcionam para bunda o seu forte... a amiga dela está sentada no sofá tem um ar de riso demoníaco...não confio naquele olhar. Beijo a boca de Jerusa... não preciso dizer nada, minhas preces foram ouvidas ou cara do outro lado ouviu...enfio minha língua na boca dela... uma boca que cheira a uísque e desejos... embora as pessoas não saibam, mas as mulheres exalam desejo de sexo pela boca... estou afim agora...quero show...quero putaria rasgada, sou o cão feroz...e quero cadelas no cio...

Jerusa veste um vestido...está sem calcinha ou sutiã...sua amiga com uma saia curta e blusa preta, ela tem as pernas entreabertas onde se vê um calcinha azul...calcinha azul mexe comigo... adoro calcinha azul.

-Qual é o nome dela Jerusa?
-Marcinha...e é putinha e bi e sem frescuras... Marcinha é o sonho de qualquer homem...ou mulher...

Não perco tempo, me dispo...meu pau está duro como o Everest e tão quente quanto um vulcão... começo a me esfregar em Jerusa... Marcinha olha, sorria como um anjo do mal... em pé encaixo meu pau na  buceta de Jerusa... sem penetra-la... apenas ali esfregando entre os grandes lábios... sentindo seu grelo ficando grande... e tudo muito molhado exalando cheiros de prazer... nossas porras se misturando, estamos apenas nos esquentando...

Marcinha, agora tem as pernas abertas e acaricia a buceta por cima da calcinha azul fio dental, ela gosta da função. Não existem palavras, apenas a música de Sade e três filhos da puta querendo fuder muito. Não preciso de mais nada. Jerusa vai se deitando no sofá ao lado de Marcinha, está agora tem um dos seios para fora, expondo um bico duro e rosado...me sinto ótimo, o sultão fodão . Jerusa abre as pernas expondo um buceta raspada, molhada, não perco tempo minha língua mergulha nela, minha língua vai até o cu e vai subindo até o grelo... ali me demoro, começo a chupa-lo com força...quero expor aquele grelo como se deve...vou lambendo ao derredor...que mulher não gosta que lambam a buceta e chupem o grelo... Estou insano...Marcinha agora se masturba com força, todos gememos...é nossa sinfonia linda dos pecadores sem perdão...quero fude-las quero ser fudido por ela...quero absolutamente tudo. 

Enfio dois dedos agora na buceta de Marcinha...e meu pau vai fundo em Jerusa...gememos e gememos, caralho do mundo, vida filho da puta, cadelas estelares... a vida é sensacional...eu poderia ter um ataque cardíaco agora... eu gritava ao céu...mate-me deus...mate-me seu porra! Eu o verme sebento deslizando para dentro destas putas, eu o lobo, o mostro, o cavalo louco e a fúria...ficamos nisso um bom tempo, até que não aguentei mais e gozei como um rei, muita porra. Gozo sempre porra abundante.

Quando gozo assim fico meio desfalecido...Jerusa gozou e Marcinha sorria normalmente, sexo pra ela é algo normal como beber agua...parece não pirar com nada. Nos acomodamos e fiquei ali...meio desmaiado, preguiça me invade, adormeço brevemente.

Quando acordo a Marcinha, está pelada e tem uma câmera nas mãos, está tirando fotos minhas, Jerusa está no sofá...e se masturba, Marcinha não para de tirar fotos... então percebo o tamanho da merda. Minhas mãos estão amarradas ou melhor algemadas.

-Alguém tira essa porra de mim...
-Fale direito escravo de merda – grita Marcinha...

Bingo... ali estava o preço daquela foda. Não sou de esquentar a cabeça, não gostava de estar preso. As putas riam de mim... então elas derramaram uísque no meu corpo... eu não planejava fazer nada, afinal que condições eu estava? Pelado, bêbado e de mãos amarradas...ela relaxar porque doeria menos.

Elas riam safadas, debochavam de mim...e nem em sonho pareciam mais aquelas mulheres repletas de putaria de antes. Fiquei esperando o pior:

-Escravo...tu agora é nosso...se fudeu...nós vamos te estuprar...
-É? Ok...
-Resposta errada escravo, tu tens que ter medo...e não se mije escravo...

Gente doente...fuder não bastava.
Isso agora era um jogo, eu era uma peça frágil. Quando se está em posição de fragilidade, você procura consolo na vingança futura. Merda, o futuro é incerto. Permaneci frio, tigres não pensam de sangue quente. Sou feito de silencio e de uma mordida vigorosa, quando você não esperar. Traiçoeiro minha melhor virtude. Acho mais elegante assim...e costuma machucar mais.

Elas agora pareciam duas abobadas, gritando, derramando uísque em mim...e me chamando de escravo, não estava disposto a compactuar com isso. Elas que fizessem o que quisessem, mas depois...seria a minha vez. Eu resisto bem a muitas merdas...elas não sabem com quem estão lidando...putas!
Jerusa então aparece com um cacete de borracha... e disse:

-Agora tu é meu cara pálida...

Fiquei olhando pra aqui...uma certeza eu tinha: essa merda não iria entrar em mim, não ia mesmo.

Sou um cara de sorte...saio pra fuder e então isso acontece... porque?
Marcinha veio se chegando para me segurar...Jerusa tem a expressão de maluca com piroca de borracha... não penso duas vezes: as putas não prenderam as minhas pernas...e tudo foi muito rápido, o primeiro chute consigo acertar a cara de Marcinha que estava mais perto...ela cai no chão e está tonta... para mim ótimo, Jerusa se assusta, foi um bom golpe eu aos gritos:

-Me solta porra...me solta...ou eu vou te chutar até tu essa vagabunda cuspir sangue... suas cadelas de merda...me solta porra ou vou quebrar essa porra de apartamento inteiro...

Jerusa aparece com a chave rapidinho...e abre uma das algemas e vai olhar a amiga caída no chão...que agora chora e sangra.
Eu me solto, estou com raiva, penso na vingança mas um chute acho que esta bom. Me visto rapidamente, Jerusa me olha:

-Cara tu és filho da puta...a gente tava brincando...cara a gente tava brincando...merda...
-Qual é velha...sadomaso é violência consentida... tem muita diferença, eu não consenti nada...tu podes me bater pra caralho se tudo estivesse claro no jogo...o lance não é assim.

Marcinha, chorava perguntando porque eu havia feito isso:

-Não leve para o lado pessoal Marcinha, tu é que estava mais perto, por vezes para se defender nos atacamos quem está ao alcance...e tu era bola da vez... alguém sempre é.
-Tu é ruim cara...
-Não sou nada, sou idiota que estava de pau duro e agora vai embora... com vocês não quero mais brincadeira...
-Tudo seria bom Fabiano...era só tu relaxar seu filho da puta –diz Jerusa...

Vão se fuder, péssima noite.
Bato a porta do Ap, estou na rua...respiro o ar da noite, não tem estrelas e o cheiro de umidade nas ruas desta Pelotas. Fico pensando em todo ocorrido, o sonho vira pesadelo e as vezes a vida é assim. Começo a rir... a gargalhar sozinho.
E lembro...as cadelas tinham fotos minhas... quer merda.


Luís Fabiano.



domingo, novembro 09, 2014

Como fodem as belas e as feras




Como fodem as belas e as feras

Sou de gosto duvidoso
Aprecio o bizarro, o patológico e o insano...
Sou quase doentio, sim...
Mas ao longo de minhas trágicas experiências
A vida me cravou suas garras
Fundo...

Na distinção furiosa entre mulheres que tive...
Beleza não é, não foi e nunca será importante pra mim
Foda-se o poeta que disse que beleza é fundamental
Errou mané...
O fundamental é que armas que apresentas
O fundamental é a habilidade
O fundamental é o som
As feras fodem muito mais
Mais intensamente
Mais insaciavelmente
Incansavelmente
Não são frescas...

Chupam com aquela vontade voraz
As belas...com bucetas santificadas
No mundo da solidão...
Te dão aquela chupadinha medíocre
Quase com nojinho

As feras...
Te engolem inteiro
Bebem da tua porra
De tua alma e do teu rum
E depois te beijam com ternura com boca cheia do teu sêmen
Sorriem e abrem o rabo, sedentas e pedem para enfiar no cu
Tudo...
Sem dó
E sem dor...

Enquanto as belas... olham-se no espelho do motel
Esperam que você faça tudo...
Passivas ao extremo...porque são belas demais...
São rainhas sem reino
Não são ousadas, abusadas ou insanas
São emoção vazia e isso não é nada
Lembram muito a nossa vó ou mãe...
Castas de uma pureza nauseante
Fisicamente, moralmente... um nojo
Não gosto de belas
A quem goste.

Prefiro feras
Que são capazes de matar e morrer por ti...
Belas não gozam como animais
Jorrando prazer, muco e mijo
Belas não peidam na tua frente sorrindo...
E tão pouco deixam o sovaco e a xoxota com pelos abundantes
São limpas ao extremo
Com cheiro floral
De floresta intocada...

Como se a vida fosse possível assim...
Sou um animal...
Eu sei
Mas é preciso fazer uma escolha...
Ou você é fera
Ou bela.
Eu já fiz a minha.


Luís Fabiano.


Poesia Fotográfica




Fio da Navalha – Diálogos

Fio da Navalha – Diálogos

Em um Bar na Avenida Bento...

-Fabiano...tu gostas mesmo destas mulheres peludas?

-Qual é Mariana? Já disse um milhão de vezes que sim... gosto da natureza primitiva dos seres humanos... ou tu já viu buceta ficar careca pra sempre? buceta com cheiro floral de sabonete íntimo?

-Mas isso é nojento cara... puxa buceta fede até quando ta lavada... e com pelos então...bah !

-Besteira, um cheiro forte, oloroso como a existência, ardida...como pimenta porra delicia mesmo...acorda o brutal em todos nós... os mais sensíveis...sentem nojinho...

-Tu não existe cara... gosta de fedor então?

-Gosto do que é verdadeiro... buceta de verdade tem cheiro de buceta e não eucalipto...

-E tu come qualquer mulher assim?

-Todas que se apresentarem sou um explorador a procura da buceta de ouro...

-Me comeria?

-Tens tempo ai? O banheiro ta vago...


Luís Fabiano


sexta-feira, novembro 07, 2014

Fio da Navalha – Cartas - Ursula



Fio da Navalha – Cartas (e-mails)

De Luís Fabiano para Úrsula...

Oi...
Faz tempo mesmo, mas sabes como eu sou, me orgulho de ser um tremendo filho da puta. Todos somos um pouquinho, em algum momento de nossas vidas fudidas. Nem sempre tudo transcorre como planejado. Creio que por vezes é melhor assim, gosto da vida assim repleta de surpresas boas e ruins...

Disseste que eu não sinto saudades... eu sinto saudade sim, mas em mim nada me controla...ou melhor não sou controlado por emoções, não gosto de ser cativo de emoções sejam elas quais forem, isso torna a saudade uma merda pra mim, isso torna o amor uma imbecilidade... É isso. Talvez agora você esteja se perguntado o que sobra? Porra Úrsula, quando lembro de ti... é sempre com apelo, tesão, fúria e pau duro... lembro carinhosamente da tua buceta enorme molhada e com cheiro de um ou dois inteiros de trabalho...tua poesia despida gemendo carinhosamente meu nome...quase como um desespero uma loucura...é dessa Úrsula que gosto... e esta que quero arrastar para a velhice... não quero lembrar da tua fidelidade...quero lembrar da tua putisse...lembrar quando me contavas ao ouvido, os teus casos recentes com outros caras e outras mulheres... a maneira como te entregas ao prazer. Tua buceta é infinitamente melhor que teu coração.

Portanto não me fales de amor...nunca... antes sim...me fala da maneira que te esfregas em mim...com o grelo duro, passando em minhas pernas, minha bunda, meu sexo, meu rosto...e quando o tesão se torna tão insuportável tu gozas como um égua... jorrando muco, prazer e mijo... tua quinta sinfonia!
Essa é minha saudade possível Úrsula.

Desde quando te cobrei algo diferente disso? Aliás Úrsula, que te cobrei? Nunca cobro nada de ninguém...nada. A vida é feita de pecados, e ao contrario que se imagina, o pecado nos redime... a virtude nos corrompe, e nos faz pensar que somos melhores do que somos...e de fato somos?
Foda-se, eu não sei.

Quero viver Úrsula, viver desesperadamente como um louco até o último suspiro, porque como diz Pessoa “tudo na vida é excessivo “eu la sou homem de equilíbrios? O equilíbrio é o nada... é o que você não é...nem bom e nem mau, nem covarde e nem corajoso... nem broxa e nem viril... equilíbrio não é nada.

Úrsula, estou te escrevendo este e-mail, e tenho nas mãos um copo enorme de rum, aguardando ao lado do mouse, um grande charuto cubano... estou apenas de cueca aguardando o destino...desta noite, lamento que não estejas por aqui...ficaríamos bêbados juntos eu começaria a lamber a tua cicatriz...lembra? Aquela do abdômen...gosto de lamber cicatrizes, é como lamber lembranças, como buscar o tempo... é Úrsula e isso pra mim é felicidade. Estou com o pau duro, dei uma boa cuspida na mão, e dei uma acariciada no bicho...

Esse é meu jeito de viver.... com toda certeza eu não procuro sentidos, eu procuro sentir o máximo...e nada mais.

Beijo na tua buceta Úrsula e longa lambida no teu cu...
Carinhosamente.


Luís Fabiano.

IRREVERSÍVEL - Uma fala


Contracapa do DVD consta o seguinte escrito:

"Porque o tempo destrói tudo.
Porque alguns atos são irreparáveis. Porque o homem é um animal.
Porque o desejo de vvingançaé um sentimento natural. Porque a perda de um amor destroi-nos como um relampago. Porque o amor comanda a vida. 
Porque toda historia escreve-se com sêmen e sangue. Porque as premonições não alteram o percurso das coisas.
Porque o tempo revela tudo. O pior e o melhor "IRREVERSIVEL É TAL FORMA FORTE, DE TAL FORMA DOMINADO, ATÉ DE TAL FORMA BRILHANTE, QUE NOS PÓE O CORAÇÃO E A CABEÇA DO AVESSO".

Gaspar Noé.

Como não gostar de algo assim!
Fio da Navalha.