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domingo, setembro 30, 2012

Vídeo Curtas - Porta dos Fundos

A proposta do vídeo era para ser uma brincadeira... 
mas acho que não...








O brutal flutua em asas da ilusão
Um sutil marcha com botas de aço
Ambos são uns merdas
Brincando no fio de dentes afiados
A fim de encontrar um meio
Que não rasgue a alma ou fira o corpo.

Luís Fabiano.


- Áudio Poema -

Diante Dela

Texto e voz  - Luís Fabiano

sábado, setembro 29, 2012




Navalhadas Curtas: Em campanha...

Final de tarde, o calçadão abarrotado, gente que circula pra todo o lado a grande maioria não sabe pra onde vai. Só vou ao centro por extrema necessidade... Tento ser educado a maioria das vezes.

As pessoas ficam te enfiando papeis de todos os tipos, candidatos do caralho, propaganda de merda, oferta do cacete...
Então próximo ao chafariz, ela veio em minha direção... Sorria fácil como um deputado, e se portava com nenhuma classe, parecia estar com coceira. 

Vestia uma calça preta destas coladas no corpo, que apertava as fartas gorduras, uma camisa meio puída e cabelos em desordem... Nas mãos ela tinha o “santinho” de um candidato que ignorei. Diga-se de passagem, eu ignoro todos.

Fiquei olhando pra ela, cabelos desalinhados, tetas enormes e murchas, e desci o olhar para aquela parte frontal da calça, que entrava nas dobras da enorme buceta... Gosto disso, de tudo que é grande.
-O moço... Vota aí no meu candidato??
-Não voto nunca... Nunca votei alias, mas em ti, meu voto é total... Até o talo... (rindo)

Ela fez cara de safada, sorriu e deu a barbada:
-Olha, agora eu não posso não, mas depois das 19h, eu to livre, mas assim, eu cobro trinta reais a hora... Tá bom gostosinho? Faço tudo... Anal, oral e vaginal e pode gozar na minha cara...
-Puta merda... E onde tá o amor?
-Nem o amor é de graça na vida...

Virou de costas e saiu andando... A vida às vezes é assim, um tiro no escuro e algo rende o inesperado... E nem sei de que partido ela era...

Luís Fabiano


sexta-feira, setembro 28, 2012







Navalhadas Curtas: O merda sem cheiro...

Quando cheguei ao bar, ela já estava alterada. Mas não estranho estas coisas, pensei comigo: merda de vadia escandalosa.
O cara que estava com ela, olhava para o chão como se estivesse com o saco rendido, uma submissão indigna.

Pensei: Ele fez merda...  Sentei-me e fiquei na minha:
-Olha aqui Antônio, eu não gosto que ajas assim... Viu to te falando...
-Mas amorzinho, eu não fiz nada...
-Não me interessa, tu tens que fazer o que te digo, tendeu? Eu digo e tu fazes, e outra, já vai dizendo, quem é aquela vadia que tu cumprimentaste?
-Amor... Era a faxineira... Tu ta vendo coisas amorzinho... eu faço tudo que dizes...tudo...tudinho...

Ele era um merda, e ela uma idiota, logo formavam um casal perfeito. A postura dela me irritou muito, 
durante aquela hora que estive no Dom da  Palavra! Não me meto no amor alheio, foda-se, cada animal que lamba o próprio cu.

Mas hoje não. Quando estava saindo, não resisti ao impulso, parei diante da mesa deles, e olhei para o cara e depois fiquei encarando a puta nos olhos, de tal forma que ela ficasse constrangida ou com medo, funcionou... O cara não fez nada, então eu disse:

-Cara deixa essa mulher aí, ela não gosta de ti... O mundo tem mais mulheres que homens, escolhe outra melhor e essa dai que se foda... Ela não tem noção da concorrência.
Antônio estava congelado... Mas por um breve instante ele pareceu sorrir confiante... Acho que a puta se fudeu.

Luís Fabiano.




Pérola do dia :

Nenhum ferro aguçado pode atravessar o coração humano tão friamente como um ponto final colocado no lugar exato”.

Isaac Babel

quarta-feira, setembro 26, 2012



- Por detrás de ti -

Puxe o fio solto de tudo que fica...
Com alguma sorte algo se desmanchará
Enquanto a puta esconde sua outra face, a pior...
Entre sorrisos estudados
A mentira franca que olha nos olhos...
Gestos sibilantes de uma serpente
Raros são o que são
E a verdade esta onde não se vê

Dias atrás alguém apertou minha mão
Dizia-se amigo, após ter me conhecido em uma semana...
Não creio em amores a primeira vista
Minhas ilusões estão mortas
Observo a vida e os outros como...
Possíveis filhos da puta
Porque você sabe...
Em algum momento da vida, você não foi tão legal assim...
Como diz...

Depois de uns dias, a criatura simplesmente me ignorou
Como um verme leproso, deslizando nos canos sebosos do esgoto
Era um golpe esperado... como é a excessiva gentileza dos vazios
Eu havia resolvido seu problema então foda-se...
Como peças desimportantes e maleáveis ao uso imediato
Assim também a natureza nos trata
Não há vingança ou beneficio
É apenas natural como o mal fodendo com bem
E o bem sendo estuprado com agradecimento eterno

Não posso dizer que fiquei indignado...
Mas em outros tempos já fui bem violento
Hoje sou capaz de apanhar sem levantar um dedo
Já aconteceu algumas vezes... E acontecerá futuramente...
Não sou territorial, passional ou frágil
Permaneço sereno observador do que não vale a pena

Solto amarras que prendem o terror em mim as vezes
Recobrando uma trilha silenciosa
Sem desejos luminosos ou apelos a Deus
Vivo o que for, no delírio de algumas verdades
Esse é o meu jeito...
Você já achou o seu?

Luís Fabiano.

terça-feira, setembro 25, 2012


- Pelotas Tatuada - 






O sentido é um acorde que ecoa
Vibrando texturas da alma num mar grosso
Tempestade é a música movendo o barco leviano
Tu és tão forte e eu sou tão fraco...
Nosso equilíbrio e amor,  assim.

Luís Fabiano

segunda-feira, setembro 24, 2012

- Momento Boa Música - 

Racionais Mc´s - Mil Faces de um Homem Leal









Rei das Bucetas – Carinho é uma mandíbula aberta
Parte 2

Fiquei olhando ele beber meio copo de cachaça, e beijar depois a boca de Jussara, que sorria tranquila, com uma blusa branca sem sutiã, sovaco meio peludo, bicos das tetas enormes e duros, e uma saia meio puída...

Essa era a saudade de Jussara. Tínhamos esse tipo de caso sem caso. Não tenho o perfil ciumento ou passional. Tenho confiança sem reservas, e minha estima não precisa de estimulo. Ela me olhava nos olhos, e Rei das Bucetas sorria com os dentes brancos de pérola. Além de tudo mais, naquela noite eu estava interessado em putaria. E só pensar nos dotes fantásticos de Jussara me deixava excitado. Ela era conhecida por ser a rainha das chupadas. Uma sugadora fantástica... fazia aquele estilo de engolir o pau completamente... e com a língua fazia um carinho nas bolas... dizia que era a única que fazia isso. Viu isto em um filme pornô, e colocou tal ideia como o objetivo principal de sua vida.

É sempre assim, quando temos um objetivo, e ele é movido com a nossa alma, dificilmente não o realizamos. O grande problema, que nosso querer é frágil como uma teia de aranha, dizemos que queremos... mas quem esta disposto, a ir até a últimas consequências pelo seu querer?

Essa noite não queria nada... falei para o Rei:
-Tem razão Rei... possivelmente eu volte pior mesmo, afinal como tu mesmo sabes, o diabo não é uma entidade...ele é a idade...(risadas)
-É filho tens razão, é bom que assim seja, por que a tarimba de viver não perdoa inocentes... o tolo imagina que suas asas um dia tornarão a crescer, o sábio se atira do precipício e voa.
-Acho que eu não voo Rei... tu voas?
-Tu não percebes que já estou planando filho?

Jussara permanecia silenciosa, uma estatua da praça Coronel, ela esperava o momento certo... esperava o tempo provocador, capaz de incendiar o céu de anjos com voz anasalada. A provocação antes do ato em si, é uma trepada a parte... como se almas fodessem.

Tal provocação pode ser intelectiva, olfativa, tátil com mãos dançantes no corpo do outro, passando perto dos pontos mais sensuais mas sem os tocar... a umidade quente como o fio de baba escorrendo na intimidade, a zona proibida, a fronteira da pólvora diante de um fosforo aceso.

Rei entendia as coisas, num olhar brilhante e sagaz, sorriu e tive a impressão que seus caninos haviam crescido. Devo estar vendo coisas... é falta do lubrificante existencial, o rum. Numa palavra, rei olhou pra Jussara e disse:
-Vai pro colo do eu macho...

Ela veio serena, como uma cadela dócil, com um leve sorriso nos lábios. Nada tinha acontecido ainda, mas por um instante me senti o mais macho do rebanho, o touro com as bolas maiores, o pau de cavalo eternamente duro. 

Ela sentou no meu colo:
-Então canalha... por que tanto tempo sem aparecer hein?
-Faço muitas coisas... apareço quando posso... e isso é tudo, Jussara sabes que não dou explicações...
-Sei... cachorro, sei que és assim, é isso que eu gosto... me fode, me come, me estupra, me chama de vadia... sempre...

Realmente é disso que gosto, sorri. Não nos demoramos ali, levantamos nos despedimos do chefe, o rei, ele nos desejou bons pesadelos de uma foda cintilante com porra e amor.

O bar estava ficando meio vazio, e uma mulher desconhecida vem para o colo de Rei. Na mesa dele um outro copo de cachaça cheio, mais sorrisos e aquele olhar profundo e confiante. Deixamos pra trás.

Nos dirigimos para o cafofo de Jussara, que ficava a cinco quadras do bar.
A casa dela era um caos a beira de um valetão. Um chalé caindo aos pedaços, com um cheiro forte de esgoto que vem da rua, lá dentro quase nada estava inteiro, um pequeno radio sintonizado na radio União Fm... ela tinha bom gosto musical.

Beijei freneticamente sua boca com gosto de álcool e cigarro, uma mistura fantástica. Nos despimos do rapidez, sem mais provocações... ela começa a me sugar forte, como se desejasse tragar minha alma pelo pau. Uma cena linda, seus cabelos pra trás, engolia o pau com uma felicidade transparente. 

Ela merece o titulo de rainha das chupadas. Sem demora ela tira o pau da boca e enfia dentro dela.
Ju tem uma xoxota muito escura, com imensos lábios vermelhos que mordiam. Ficamos nisso um tempo que o tempo não conta... ela fodia devagar com doçura, deixando o gozo vir devagar... intercalando palavras caóticas, gemidos me chamando de cachorro, filho da puta... o corno amado... que queria tirar até a ultima gota de porra de mim... me entreguei neste mar de desejo...suor, forte cheiro de sovaco, esgoto, um banheiro entupido e na parede do chalé um crucifixo se movimentava, por causa da cama que batia na parede.

Ela pega uma garrafa de cachaça que estava sobre a cômoda, sem tirar o pau de dentro dela... bebe no bico, e derrama um pouco sobre os seios, escorrendo pelas pernas molhando tudo, impregnando tudo com um cheiro indescritível de mistura... e nesse delírio, ela tira o pau da buceta e coloca no cu... a seco:
-Me rasga filho da puta...me come, arromba o meu rabo... quero cada vez que cagar, pensar em ti... seu merda... me come... nossa que dor...

O pau entrou esfolando a cabeça... e ela gozou como se todos os pecados do mundo tivessem invadido seu corpo, gargalhando como o demônio... porra, como não se encantar por uma mulher destas?
Ela se atira por cima de mim...respirando forte. Parece uma moça, querendo carinhos, querendo amor, os fragmentos que posso oferecer como uma chuva fina no dia quente... não tenho querer, senti um pouco de paz e quietação, um terremoto apaziguado nas dobras de um tecido macio, era como tivesse drogado.

A vida é contraditória, não espero entender coisa alguma, carinhos são bons e podem machucar também, como promessas silenciosas que a fantasia mental cria, não me sinto responsável por nada, apenas comando minhas emoções, Jussara queria algo a mais... eu não sei o quanto... dou tudo que posso, tudo que meus traumas radicais permitem.

Adormecemos assim... exaustos, entre os dentes afiados do destino e promessas que um dia... não se sabe.

Luís Fabiano.







Cúmplice de crime algum

Ela realmente estava revoltada
Uma manha ingrata de sombras ressecadas
Um cabide abandonado no guarda roupa
Normalmente não dou atenção ao que pessoas falam...
Todos falam demais e fazem muito pouco
São merdas que jamais ressecam

Sou o que sou vocês sabem
Um frasco de veneno pela metade
Seja como for ela estava de cara comigo
Tinha jeito de quem falava sério
E eu segui bebendo enquanto lia o salmo vinte e três

Até que o coelho saiu da cartola
E ouvi o clic do revolver engatilhando na minha cabeça...
Pensei: só faltava essa agora, morrer porque uma maluca ficou com ciúmes
Já haviam me apontado quase tudo, facas, canivetes, sapatos e garrafas...
Geralmente comigo, é tudo ou nada
Sugeri que ela atirasse, mas alertei que isso não terminava com o problema
Disse: Baby, as outras sempre existirão aqui, no céu ou no inferno...
Agora atira puta...

A mão dela tremia e eu estava com bíblia na mão
Me preparei para o pior... E o pior não veio
É preciso culhão para apertar um gatilho...
Ela não me fez o favor...
Voltou pra cozinha e abandou a arma
De longe eu ouvia o seu choro junto com a torneira da pia aberta...
Era como regar uma planta morta
Já havíamos acabado há muito tempo

Raspávamos a insanidade de cada dia
Como quem cava desesperado no deserto...
A procura de um pingo de amor...
Para matar a sede da alma
Ela enlouquecera e eu não batia bem
Eu tinha feito muitas cagadas... mas ela também.
Jogo empatado...
Foda-se.

Luís Fabiano.


domingo, setembro 23, 2012


Dica de Filme: Os Descendentes (os decendants 2012)

Porra, qual a família que não tem seus segredos?
Essa frase diz tudo, e poderia terminar a dica ai... fim de papo.
Mas o filme faz uma viagem em sentimentos contraditórios,que todos tempos, e nem por isso eles são menos dolorosos.
Filmando no Havaí, onde todos pensam que tudo e surfe, biquini, mar azul turquesa, sol e os cambao...Um paraíso.
Mas o paraíso ou inferno não é uma dimensão espacial... Ele é um território a ser explorado em si mesmo, faça a sua escolha.
Todos guardamos segredos, um dia eles explodem como feridas purulentas cuspindo merda pra todo lado. A historia vai tratando tais situações de forma serena, quase descontraída...em armadilha existencial. Até que as realidades irrefutáveis chegam dramaticamente... A traição de uma mulher a beira da morte, vender uma terra paradisíaca em troca de dinheiro simples? Tentar fazer a escolha certa com os familiares? É... Tudo isso é foda, não é?
O filme é ótimo, mas é bom ter um lenço por perto... É isso. Atuação de George Clooney é algo... Curta, porque é mais que um filme.

Luís Fabiano.







Rei das Bucetas – Carinho é uma mandíbula aberta

Parte-1

Por vezes é preciso recolher conselhos sábios, de alguém calejado, para que você possa fuder a sua vida lentamente. Isso, esse é o segredo, torne-se calejado no que faz. Seja vicio ou virtude... Bem ou mal, tome para si as melhores formas de fazer algo, mergulhe a fundo seja no que for, se entregue ate as ultimas consequências. Esse é o preço de quem quer ser algo relevante, do contrário você não passará de um “meia foda” ao amanhecer eterno.

Tenho feito isso minha vida inteira, tentar me desencanar de tudo, nunca quis ser absolutamente nada de relevante, sou um bom improvisador raspando cascas do destino e sendo feliz muitas vezes. E porra, quando funciona é foda.

Aquela noite eu me sentia bem. Precisava devorar algo, um tigre faminto não escolhe vitimas. Havia porem um detalhe que literalmente ferrava com minha vida. Talvez por beber demais agora esteja com uma gastrite filho da puta... Tava dando um tempo para me recuperar. Naturalmente isso é um perigo, porque quando voltar a beber... Tudo bem, uma coisa de cada vez. É tudo ou nada.

Da janela do quinto andar, a noite estava linda, como flores de neon refletindo em um asfalto molhado. Sorri confiante, noite perfeita para a putaria. Tenho muitas opções para escolher: Blue Bird, Bar do Sujeira, Bar do Rei das Bucetas. É esse, saudade de meu amigo Rei.

Antes de sair olhei para as garrafas de rum, intactas sobre a estante. Um olhar desafiante, as putas pareciam sorrir felizes de estarem virgens nuas diante de mim, ou será que choravam? Vai saber. Maldita tentação do caralho... Mas hoje seria agua mesmo. Ou mijo? Opa.

Peguei o carro liguei o radio, tocava uma musica new age destas instrumentais, meio chata. Lembrei-me do bom Celso Blues Boy... Quantas noites sai ouvindo-o. O Kadett deslizou lentamente como uma lesma de patins num mar de ranho...  Em minha cabeça, a merda das garrafas de rum gargalhando. Isso faz a gente se sentir meio morto, não poder fazer o que se gosta. Sempre penso que quando morrer, de que sentirei falta? Eu digo a vocês, sentirei falta da noite e da alta madrugada, o brilho das estrelas, o torpor alcoólico e as fodas maravilhosas que a vida me presenteou. Opa, presenteou o caralho, fui eu que estava ali, foi eu quem suou... Ri sozinho.

A uma e dezenove da manha, o bar do Rei tinha um povo quando cheguei, o pagode de mesa rolando alto, casais felizes dançavam um bom bate coxa. Estacionei o Kadett junto a bicicletas e carroças e uns caras fumando maconha.

Desci e alguns velhos conhecidos me cumprimentavam. Um deles o Jurandir:
-Fabiano? Porra cara por onde tens andado? O chefe tem perguntado seguido por ti... E nada... Aqui ninguém sabe nada de ti... Tu és um fantasma...
-Vida movimentada cara... Sabes como é, tem dias que a noite é foda...
-Que isso cara, a vida é boa... é beber e trepar... A vida é isso. Ou não... Às vezes é sonho também...

Jurandir é um catador de coisas da rua, tá sempre meio sujo e fedendo a lixo, mas tem umas tiradas interessantes. É o que sempre digo, todos temos algo a dizer, mas raramente fazemos, raramente prestamos atenção no outro, fico atento, pois tudo fala mesmo quando silencia.
-Tem razão Juranda...  Vamos ver o que dá...
-Jussara tá com saudade de ti... Não tem um único dia que ela não pergunta, há, há, há a buceta é apaixonada por ti cara... Qual é? Tais querendo vivar o príncipe das bucetas?
-Nada de realeza Juranda... o Rei só existe um tu sabes...
-O chefe?
-Isso aí...

Nisso a Tereza, veio até ele e pegou pela cintura. Tereza é uma mulher interessante. Uma falsa loira de cabelos mal tingido e muito gorda. Muito conhecida pelos seus dotes anais. Juranda havia me dito que ela era capaz de espremer o pau com o cu, que seu cu fazia massagem no pau apertando de dentro pra fora como que ordenha um cavalo.

Nunca sai com ela... Ela me achava perfumado demais, fazia parte do seu gosto. Mas confesso que ela tem estilo, usa uma minissaia e fio dental meio encardido... Certamente eu sairia com ela. Diz Tereza pra Jurandir:
-Vamu meu negão... Vamu fazê gostoso... Eu tenho que ordenhar esse pau de leite aí...

Cai na gargalhada. Isso que chamo de chegada. Ela tinha atitude, coisa que falta na grande maioria das pessoas que conheço. É tanto recate que da vontade de vomitar. Ás vezes vomito mesmo, bato a porta e simplesmente saio. Sou um bicho talvez, e me orgulho de minha brutalidade, espero sinceramente ficar pior.

Jurandir se foi, e no fundo do bar sentado com Jussara no colo, estava o Rei das Bucetas. Um clássico. Vestindo branco, calça, sapato, camisa e um chapéu que repousava sobre a mesa. Esse cara é uma aparição. Ter estilo é tudo. Você pode cagar tendo estilo que vira arte, você pode beijar com estilo, abrir uma lata de sardinha com estilo, tudo isso vira arte.

Jussara parecia uma Monalisa negra sentada na perna de Rei. O pessoal do pagode caprichava num Raça Negra. Me aproximo da mesa do Rei, e ele me aponta uma cadeira vazia:

-Porra guri... Achei que tinhas morrido... Por ande andas? Jussara aqui tem ate chorado de saudade...
-Qual é Rei? Sabe como eu sou, minha presença é inconstante como tudo que me cerca, um trapézio em chamas, e estou sempre na corda bamba...
-Filho, filho filosofia barata pra cima do Rei?(rindo), o coração de uma mulher é um templo, machucar isso é estuprar um santo no altar durante a missa!

A cachaça pura no copo veio. Um copo de massa de tomate grande cheio até em cima... Cristalino como agua ou veneno.
-Rei, não posso beber... Meu estomago ta fudido...
-É? Sei como é... Um tempo as vezes é bom... Das duas uma filho, ou ficas pior ou melhoras... vai beber pouco ou beber tudo... Ate a ultima gota.

Levantou o copo derrubou um pouquinho pro santo, dizendo: Salve Seu Zé Pilintra e os Chefes da encruzilhadas...
Fiquei olhando ele beber meio copo de cachaça e beijar depois a boca de Jussara, que sorria tranquila, com uma blusa branca sem sutiã, bicos das tetas enormes e duros e uma saia meio puída....

Segue...

Luís Fabiano.


sexta-feira, setembro 21, 2012



Casulos vazios arrebentados
A saudade da larva que não é mais
Asas ganharam um céu
E o que era fundamental
Desvanece-se no tempo do tempo
Um novo encanto de nossos pedaços que ficam para trás

Luís Fabiano









Ousadia de Pilastra

Não sei o que há com elas
Em tempo tão proeminente de sexo rasgado
E labirintos difamados da enganação fácil
Turbinadas como concordes do encanto
Comportando-se como teco-teco

Ok, talvez a culpa seja minha
Sou um zepelim de chumbo a cento e noventa
Ansiando pelo inesperado
Sempre a caminho da foda dourada
Numa chuva de amor ou mijo
Mas não acontece nunca...
Existe tanta etiqueta no trepar
Uma provocação angelical simples
Que me causa asco

Mas ás vezes acontece... algo
Uma calcinha mais ousada, um salto alto pisando meu pau
Um tapa lá que outro, uma mão que explore além de todos os limites
E tudo termina em abraços num barquinho de amor
Nada contra abraços
Mas onde está a mulher capaz de violentar?

Toda esta propagando de ousadia é falsa
No fundo, homens e mulheres ficam como são
Como cavalos em suas baias, frágeis excitados de almas doces
Tentando gozar entre os santos, fingindo-se de demônios
Foi o que aconteceu
Ela manteve as linhas normais e isso foi suficiente
O trem não descarrilhou, nada de tornados alados
Nem sequer uma gota de sangue para alimentar o vampiro

Depois acendemos um cigarro e ficamos olhando para o teto sujo
Um silencio enfumaçado, o orvalho que ninguém vê
Entre nós um abismo cego de proximidade
Creio que isso é tudo, então?
Ela se diluiu como uma gelatina ao sol
Talvez eu também...
Então começo achar que alma atrapalha o corpo

Foda-se... Talvez melhor esquecer aí...
Devo ser muito primitivo
Um anjo de asas arrebentadas
Quero os gritos, quero a loucura, que caguem, mijem e gozem em mim
Com a mesma naturalidade de um botão em rosa ao amanhecer
E que entre nossas almas rasas
Exista uma cachoeira de merda incandescente e profunda que sorri
Levando-nos ao destino
Seja-la qual seja...

Luís Fabiano.



quinta-feira, setembro 20, 2012

- Momento Boa Música -

Tan Joven y Tan Viejo - Joaquin Sabiana

Legenda  - Luís Fabiano







Navalhadas Curtas: Já comeu seu cadáver hoje?

É o que eu digo, sempre os discursadores profissionais. Gente que torra o saco da humanidade. Dou uma dica: você tem uma bandeira grande? E fica empurrando a tua merda para outros? Ok baby, fiquei tranquila. Lubrifiquei-a bem, enfie a mesma no rabo e me deixe em paz.

Ela já chegou, chegando. Jeito de riponga natureba, falando todas as gírias emblemáticas, cabelos esvoaçantes pelo vento oco:
-Para cara... Te liga meu, cadáveres não tão com nada, captou? Alimentação é natural cara, tá?As Plantinhas que o Pai Eterno semeou na terra, para alimentar seus filhos, ta ligado brother?

Que merda isso.
O cara olhava pra ela visivelmente entediado. Eu olhava os dois, enquanto aguardava minha vez de ser atendido. Então do nada, ela querendo ganhar adeptos para seu “ideal” incrível, vira-se pra mim, e pergunta a queima roupa:

-O senhor não acha que quem come carne, se alimenta de cadáveres sangrentos?

Pensei comigo: porra, porque ela fez isso?
-Sim - eu respondi .
-Viu Tonho... Te falei. E o senhor acha isso certo?
-Sim... Porque que daria muito trabalho comer o bicho vivo... Não preciso dizer que dou preferencia por vacas... Embora já tenha comido muitas galinhas também... a maioria vivas.

O entediado me olhou e caiu na gargalhada, a moça nos olhava com cara de babaca.

Luís Fabiano.


Pérola do dia:


“ Apontar uma câmera para alguém, é pior que apontar uma pistola engatilhada.
Com a pistola se morre uma vez, com a câmera morremos infinitamente...”

Luís Fabiano.

terça-feira, setembro 18, 2012


* Pelotas Tatuada...







Hemorroidas do amor

Ela sorria como uma claque
Besuntada de falsidade até a alma
Mais uma vez eu estava ali
Um otário que caiu de gaiato, por causa de um rabo...
Sentindo-me o mais foda desta galáxia...

Às vezes é assim...
Quando você trepa com três ou cinco mulheres por dia...
Algo você tem que sentir
Era uma daquelas noites que prometia o céu
A bebida havia feito o trabalho mais duro
Amolecer tudo, tornando o errado nem tão errado
Tornando tudo muito normal...

Chicotear cavalos, aprisionar um ao outro com algemas
Brincar com uma faca na mão, cuspir um na cara no outro
Estávamos só nos esquentando...
Por fim ela quis ação de amorzinho gostoso
Disse: me come como uma égua no cio
E eu relinchei pela eternidade...

Não perdi tempo e fui em direção ao olho cego
Conhecido como: O lágrimas de merda
Quando toquei lá, ela gritou como uma cadela em desespero
-Que foi – eu perguntei.
-Eu to com uma baita hemorroida aí cara...
-É? Deixa eu ver.
Quando olhei sorri.

Aquilo estava pra fora, como as pétalas de uma rosa dilatada
Um estrago fissurado de um anjo arrombado
A nona sinfonia com ganchos de sangue ao anoitecer
Fiz um carinho leve com os dedos
Ela havia coçado muito... Dizia que gostava de coçar
Qualquer coceira é meio que um sexo consigo
Quando tem alguém pra coçar... melhor ainda

Ela empinou mais a bunda
E naquela noite linda e chuvosa
Tudo que fiz foi fazer carinhos em sua hemorroida
Como se afagasse sua alma vazia
Reguei sua flor com meus desejos mais limpos
O pássaro pousou em voo
E os gemidos serenos, misto de prazer e angustia
Nos levaram a outra margem
Para além do cu-flor.

Luís Fabiano




Pérola do dia:

“ A lucidez plena na vida, é uma espécie de droga de ação invertida... excesso de lucidez faz mal”.

Luís Fabiano.




Açoitado pela beleza
O grito converte-se em arte
A dor lampeja como estrelas
E outra porta se abre
Como um buraco de minhoca em direção ao translucido.

Luís Fabiano.

segunda-feira, setembro 17, 2012

- Momento Mestre - 

Porta dos Fundos -  Sobre a Mesa

Porque sinceridade é tudo...








Anjos Vagalumes

Cracas do metal enferrujado
Sentimentos antigos ressentindo a fétidos odores do hoje
O passado ainda fresco em tenras memórias
Um prisioneiro que não soltamos jamais
Ele é nosso amigo e inimigo
O vento que nos faz alçar voos e a ancora que segura

Então percebi a ausência
Como uma saudade que fica nas gavetas em algum lugar
Um coração inquieto
Na voz que emudece dizendo:
E agora?

Como um cão furioso amaldiçoei tudo
Num assombro de paixão que reverbera desejos
Dor, raiva, amor e um pouco de nada
Meu olhar se voltou ao céu...
Mas estrelas estavam em férias
O golpe de misericórdia no lutador fiel

Difícil ver uma saída quando a agonia nos catalisa
Dei mais um gole fundo no rum
Como a agua benta das esperanças perdidas
E pela janela, as três e dezessete da manhã...
Na densa escuridão do campo abandonado
Vagalumes voavam
Fazia muito que não via vagalumes por aí...

Seu apagar e acender trouxe minha infância
E soltei mais um cativo em mim
Com lagrimas irrigando meu peito duro
Os vagalumes não me viam
Tornaram-se os anjos do silencio
Quantas vezes é assim...
O que vive no outro como dadiva
Faz com que asas cresçam no casulo da vida
Não sei se as minhas cresceram ou cresceram um dia...
Mas por um instante senti paz.

Luís Fabiano.

domingo, setembro 16, 2012




Navalhadas Curtas: Afrontando o broxa

Puta que pariu. Ela saiu porta a fora aos berros. A poesia do terror nas dobras da fúria. Ela vestia uma camiseta e calcinha. Fazia alegria visual da vila, uma plateia faminta que lambia os beiços com a visão assim.

Eu achava tudo muito engraçado. O estopim de tal fúria, foi o vizinho do lado, um tipo nojento, e dentes cariados e com um sovaco capaz de asfixiar os anjos e demônios.

Ele havia dito alguma ofensa pra sua filha e chamara de vagabunda! Foi o que bastou. Levantou do sofá com sangue nos olhos, em direção ao vizinho encarando de frente, espécie de Lampião de buceta:

-Que é!! Tais pensando o que corno! Tua mulé fode com metade da vila... Seu broxa... tais dando uma de machão com uma criança!! Ta vendo aqui ( erguendo a camiseta e batendo na xoxota) essa aqui funciona... Viu... Tais pensando o que! A minha funciona mesmo e essa tua pica broxa e suja, só serve pra que? Pra mijar hein... (era de uma elegância suprema...)

Como se tivesse sido navalhado seu ego, o cara baixou a cabeça e não disse absolutamente nada, entrando para dentro de casa cabisbaixo como um pênis murcho que volta para dentro do zíper.

Como um palhaço do desencanto, eu ria as gargalhadas... Os vizinhos também. Gosto de pequenos shows.
A covardia é muda e encolhida quando exposta em ferida. Cala mas pode ter volta. Quando ela voltou aos meus braços estava macia, doce e cheirava a suor. Gostei do show, de certa forma nos excitamos mais ainda, e tudo foi bom.


Luís Fabiano.