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sábado, outubro 31, 2015

Poesia Fotográfica



Parte 2 - Rei da Bucetas – A saudade é uma carranca fudida feita de ferrugem




Rei da Bucetas – A saudade é uma carranca fudida feita de ferrugem

Parte 2
  
As ruas se convertem em traços languidos efervescentes se derramando em vias borradas, como um sonho ou talvez um pesadelo, ao mesmo tempo que me percebo um ser primitivo, um animal, grosseiro e animado com que existe de animal no ser humano. 

As pessoas tentam com toda força fugir do seu animal, mas no frigir dos ovos ele sempre ganha, você já não percebeu? O crime passional, o ciúme, o orgulho ferido, a inveja, as paixões primevas, o egoísmo de todo dia, a mãe defendendo a cria ainda que essa cria seja um criminoso, a agressão de toda sorte, o gozada profunda, na buceta, no cu, a merda que cagamos todo dia, o vomito, a doença, os pelos que aparamos ou não, o olhar ferino, o sofrimento da morte, da vida, a violência que se torna tão comum, a fome, a miséria, o amor as vezes, a guerra...tudo isso lentamente todo o dia e sempre lembrando do quanto somos animais e brutais. Somos assim conosco e com os outros, como disse no final o animal sempre vence.  Sempre.

Me sentia em conformidade com aquela linda mulher ao meu lado, mergulho no abismo da noite e agora eu acabava de dar o foda-se em tudo, pra tudo, queria viver, viver muito intensamente o que fosse. Olhei pra ela novamente:

-Qual teu nome?
-Zélia...o teu?
-Fabiano
-Cara eu sei quem tu é... tu é o homem que desgraçou com a vida da Jussara, não é?
-Como? Nada disso, eu sempre o que fui ela sabia disso...
-Tu não sabes nada do coração de uma mulher...

Ela havia provoca do filho da puta que existe em mim... sinceramente eu gosto que provoquem, façam isso façam o pior de Fabiano sair de dentro...

-Não preciso saber nada do coração de uma mulher...não sou médico...
-É tu és igual a todos... saiba que ela ta esperando até hoje...cara não ri, chora muito e pergunta para o Rei onde tu estas...

A notícia me deixou com o estomago enjoado. O ser humano e suas emoções escravizantes que chamamos de civilização. Não respondi nada.

Finalmente chegamos ao bar do Rei, a merda estava igual a sempre. Gente dançando pagode na frente, mulheres e homens bêbados aliviando o seu dia a dia. Gosto de gente bêbada, de gente que tenta dar um sentido seja qual for a sua vida. Eles pareciam felizes.

-Certo agora que tu sabes onde é, me deixa em casa...

Fiquei olhando pra Zélia, a vida havia judiado dela. Ela sorri com aquele dente faltante e tive vontade de beija-la...

Nisso alguém agarra meu braço pela janela do carro, era o Rei e parecia de cara comigo:

-Desce agora...tenho que falar contigo.
-Salve Rei... que bom te ver também....

Meu filhadaputometro estava alerta e ligado a 100%. Começava a achar que ficar em casa era melhor. Ultimamente os seres humanos, todos eles me causam ojeriza.
Zélia fica me olhando e fala: passa lá em casa depois acho que gente também precisa conversar, fica duas quadras daqui na primeira a esquerda casa 13d. Beijo gostoso.

Desço do carro o Rei continua imponente com sua roupa branca. Que esse cara tem, ele fez algum pacto com os vampiros? Um velho forte profundamente disposto, um “El Patron”.  Sentei junto a mesa que ele estava, as pessoas me olhavam estranho. Sou incógnito e anônimo. O rei fica me olhando por um minuto sem dizer nada e por fim:

-Meu filho, quanto tempo hein? E quanta merda também...
-Sou especialista em fazer merda rei... o assunto é a Jussara?
-E ‘claro seu merda... tu fudeu com a vida dela.
-Isso não existe, ninguém fode com a vida de ninguém
-Calma, calma...ela fica te esperando
-Porque ela ficou me esperando? Eu disse em algum momento que ficaria e viria sempre aqui pro resto de minha vida, senhores padres?

Um longo silencio, me dei conta que estava gritando com o velho mestre. Mas agora eu estava disposto a brigar com todos, vocês provocaram isso, o frenesi.

-Filho, não quero me meter nessa história, mas o que tu disseste a ela?
-Disse que sou um homem livre, que venho quando quero, apareço quando quero, fodo quando quero, que amo quando quero...quando quero e isso estava claro, muito claro alias.

Então um homem negro muito forte se apresenta a mesa e diz:

-Chefe quer eu posso dar uma lição neste merda...
-Fica tranquilo aí...o Fabiano é um amigo.

Olhei bem pro cara, se ele resolvesse me atacar eu tava fudido.

-Bem Fabiano, já que é assim, eu apenas acho que deverias dar uma falada com ela...talvez ela tenha criando um Fabiano que não existe de verdade...as pessoas são assim projetam sonhos, porque precisam deles...
-É Rei...talvez eu não exista mesmo...

Segue a tragedia humana

Luis Fabiano


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terça-feira, outubro 20, 2015

Poesia Fotográfica



Monalisa - Mona



Mona

Monalisa
Mona áspera
Mona doce
Tive tantas fantasias com a Monalisa que daria pra encher um livro
Mas não
Ausência melhor

Não foram poucas as punhetas que bati pra ela
Ficava imaginando aquele olhar e meio sorriso
Eu fodia com o enigma de Mona
Ela era mais misteriosa que qualquer outra mulher que conheci
Segredo fetiche
Silencio digno
Olhar tão pudico que inspira o pecado

Penso até hoje na buceta da Monalisa
Nesta maravilha desconhecida
Sinto o cheiro abafado, levemente azedo e doce como toda a buceta
O cheiro é o suor dos arcanjos endemoniados
Tudo tão maravilhoso e infernal
Numa beleza decantada em um horizonte gemendo em agonia e prazer
Monalisa...prestes a abrir a boca e chupar como a puta que amamos

Num mundo imaginário
O mistério que jamais se releva
Todo homem tem a mulher inalcançável
Que voz teria Mona?
Seria peluda a buceta de Mona?
Os bicos das tetas de Mona? Rosados? Escuros?
Mona seria sadista e pervertida?
O melhor de tudo isso
Jamais saberei
Mona a foda não realizada
Um amor fecundo
Num local intocado


Luís Fabiano.