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segunda-feira, abril 30, 2012



Vestido branco

Decifrei-me quando se despia
Meu mistério alucinógeno 
De fantasia malsã
Gosto assim...
Nem noivas menstruadas, nem anjo de barro, nem santa devassa...

Uma imagem profanada por mim lentamente
Em dor, agonia, vigília e prazer
Ela se despia...
A serpente trocando a pele...
Despindo em mim a verdade
A puta do altar
Isis de porra nenhuma

Meu gosto numa revelação atroz
Tingindo meu desejo
A foderia daqui até o céu bêbado...
Cai um véu
Rasga-se o sonho vazio
No vestido amassado abandonado no canto
A morte lenta do encanto que se foi

Nem forma ou transparência
Abandono de uma porra dormida
Antes deusa
Depois nada
Essa é a vida...
Uma catapulta sempre pronta a te fuder...
Lançando pra longe...

Uma coisa pra mim...
Descobri que vestido branco 
É a pele que ela não tem
O poema vivo no corpo de uma mulher...
Sibilando formas sem formas...
E a mente pegando fogo...
Transformando sentimentos em ereção...

Luís Fabiano.

* Poesia Fotográfica...


domingo, abril 29, 2012


Cena da Navalha...  – A BUNNY GAME -

Esta é uma dica de filme as avessas. Se você tem muita sensibilidade a imagens fortes
sugiro não ver A Bunny Game .
A historia de um velho caminhoneiro sádico, que pega uma prostituta na estrada. Simples. Porem, ela caiu em uma ratoeira. Durante três dias ela é submetida a todo tipo de tortura, numa demonstração do pior que o ser humano tem. Drogas, estupros, super-penetração com objetos diversos... bem.
Segundo o Diretor, não foram usados truques ou dubles... e por isso o filme foi vetado em diversos países do mundo... o filme é uma porrada... uma coisa. Não perguntem qual o sentido do filme... nem tudo as vezes tem sentido. A perspectiva é interessante... você escolhe ser a vitima ou o algoz... Bom filme, se for possível.

Luis Fabiano.







Porra e Paz na lagoa

Gosto do laranjal ao amanhecer
Um intervalo luminoso de calma dourada
Silêncios e ondulações fulminantes
Gosto da lagoa dos dias quentes
Eu, uma cadeira, um livro e a paz... as vezes

Inevitavelmente como um jogo de dominós
Uma coisa acaba levando a outra
Bem estar da alma, dá ao corpo prazer
E naquela manha, a lagoa estava transparente
Uma ou outra pessoa passava por ali...
Tinham muita idade... tetas e bundas caídas no horizonte
Velhos levantam cedo...
Tudo bem... isso não deveria nos incomodar

Gostava daquilo
Não pelas pessoas... ilustres desconhecidos... 
Por amar contradições bizarras...
A beleza da lagoa abraça a todos
E eu sorri como um demônio feliz
Penetrando todas aquelas xoxotas desconhecidas...
Meu pau sobe desafiando a sanidade

Entro na lagoa... 
Deixo me levar 
Pelas deusas das aguas, não importa o nome...
Nado um pouco, e fico barriga pra cima flutuando na solidão...
A porra celeste
Então com todo carinho... vou batendo uma punhetinha leve
Não sem saber se iria gozar ou não...
Entreguei-me a lagoa como não me entreguei a muitas mulheres

A Lagoa minha puta, minha vadia
Suga meu pau, digere minha alma
Fode com tudo, corrompe o meu melhor
Rasga os meus desejos e estende teu abraço
Molhado  de todas as xoxotas gozaram em ti...

Minha porra se mistura aos peixes, ao mijo a merda... a luz
A ausência de gravidade... saindo lentamente em boa quantidade
Minha vida fazendo parte da tua vida
O caralho com asas de anjo
A beleza sorrindo ao amanhecer...
Acho que me afogaria com todo prazer.

Luís Fabiano


sexta-feira, abril 27, 2012

Pérola do dia:



Quando uma mulher esta plenamente satisfeita, em sua cama e em seu coração, ela pertence a este homem, a nenhum outro mais...”

Rei das Bucetas.

quarta-feira, abril 25, 2012




Robozinho Nazista

Havia uma perfeição perturbadora entre nós...
Nunca funcionei com situações perfeitas ou não
As bebedeiras diárias, ajudaram a paciência
Dando as arestas
Um charme concebível

E no meio disso o amor...
Como um sanduiche embalado a vácuo
Nunca se sabe o que tem ali... no recheio...
Perninhas de uma barata,
O cuspe do cozinheiro
Rota vírus...

Acabamos nos tornando hábeis em convivência
Não invadíamos espaços...
Não mijavamos de porta aberta...
Nem mesmo um pequeno peido escapava acidentalmente...
Nossas vidas de plástico...

E mesmo no sexo, havia um ritual mudo
Programado as quartas-feiras a noite...
Ela dormia pelada...
A exceção de tudo era o seu cu rosado... guloso
Assim ela gozava rápido...
Dormia rápido...
Roncava rápido...
Uma solidão acompanhada...

Não conseguia me sentir um super macho depois das fodas...
Nada era desafio...
Era limpo, perfumado e previsível
Ela parecia um robozinho nazista...
Eu, um animal domesticado...
Aparentemente...
A espera de um céu em chamas
Com anjos fodidos torrando feito galinhas...

Nunca aconteceu nada estranho...
Acabamos tragicamente, um trem chocando-se no muro
Essa foi a única verdade...
Me pergunto: como entrei nessa... outra vez...
Mas sempre me questiono sobre isso, dezenas de vezes...
Acho que esperamos demais uns dos outros...
E a realidade é uma caixa de fósforos...
Sinceramente não sou confiável

Sou um traficante de emoções...
Tentando viver o minuto de agora...
Sorrindo as vezes
Mesmo que tudo de errado..
Todos sabemos
Que sempre existe um fio de navalha
Próximo ao pescoço...


Luís Fabiano.




- Hipócritas e outros tipos de canalhas -

Tão forte, tão fraco
Tão débil...tão ligado...
Eles vão invadindo espaços
Como cometas alucinantes do erro
Palavras fáceis e fluentes do encanto fingido
Serpentes enrodilhadas no coração puro

Até gostaria deles se fossem o que fossem
Mas não... eles cansam... eles desistem, eles são bussolas sem destino
O vírus, a bactéria, o engodo de um amanhecer catastrófico
As vezes falam comigo, mas não sei o que esperam
Nada tenho a oferecer
Sou um entre tantos nadas, tentando aprender a me tornar bêbado
E sorrir eventualmente com aqueles poucos que amo

Tão forte, tão fraco
Tão débil, tão ligado...
Ando pelas ruas, pelos hospitais e manicômios
Vejo vitimas de si mesmo como uma ópera sem público
Gostariam de fugir desesperadamente em dias difíceis
Como qualquer um...
Mas existe a síndrome de herói... heróis de pés de barro
Então permanecem até o fim... e as vezes dá certo
O aborto não acontece, e mães são felizes

A paz galga uma montanha difícil
Como um condor ferido na agonia silenciosa
Nossas feridas também ecoam a beira do abismo
Mas seguimos em frente
Não se perca... não fraqueje... não abandone
Isso é o que é, um entre tantos
Sonhos carinhosos, a cabeça reclinada sobre o ombro
Eles estarão à espreita sempre
Eles não são importantes

Gritos distantes dizem
Que tudo já não é tão forte... tão fraco
E ainda continuamos débeis... e tão ligados
Eles espreitam... mas nós também.

Luís Fabiano


terça-feira, abril 24, 2012

- Momento Mestre -

Bukowski Tapes 6...



* Punhetas Celestiais – Pelancas do amor *

As decepções por vezes se sucedem, dominós caindo uns sobre os outros, árvores partidas na sonata da motosserra, uma suavidade mortiça engolindo devaneios. Vida prática e fim.
Não posso negar, gosto desta merda que é a aventura de viver, com tudo isso. É preciso achar o prazer de estar aqui, de fazer algo que te catapulte a alma.

A maior parte do tempo nos comportamos como escravos mentais... os cativos da ilha... o hino da desgraça doentia e egoísta, tornando tudo a nossa volta pesado... o chumbo do caralho divino pesando sobre nossas costas! Fuja disso enquanto pode...

Não pode ser diferente. Na época eu andava perambulando pelo bairro que vivia. Um bom lugar, pobre é certo, na COHAB Fragata, mas que tinha todas as possibilidades de diversão. Festas, bebidas, drogas e mulheres.

Tinha poucos amigos e contava com dezessete ou dezoito anos. Sempre fui uma espécie de antissocial nato, tenho orgulho disso. Acho até hoje, que raras pessoas são realmente interessantes, que tenham algo a oferecer... de um modo geral todos gostam é de revolver a sua merda... de cada dia. É normal... mas que cada um cuide da sua merda.

Minha diversão eram as boas punhetas que batia, inspirada por algumas vizinhas gostosas. Era assim, tinha um pau constantemente duro. Nos dias de hoje não mudou muito, continuo com muita sensibilidade erótica, algumas mulheres gostam disso... outras acham que sou louco, um descarado... um tarado... estas coisas não me ofendem... considero elogios. Obrigado.

Realmente gosto. Comecei minha vida sexual muito cedo, uma empregada fez as honras de tirar o primeiro leite da minha piroquinha seca na época... naturalmente ela se tornou inesquecível. Mas depois vieram outras... inesquecíveis. Mas especificamente nesta idade, havia uma mulher que morara distante de minha casa. Dona Olga.

Muitas quadras... valia a pena caminhar longe para vê-la. Era uma velha... meio acabada, para mim na época, devia ter uns cinquenta anos. Era alta, tetas imensas e bicudas, sempre usando um vestido surrado de rameira e as pernas... porra quantas punhetas aquelas pernas inspiraram... apenas para constar... eu continuo com as punhetas, passados vinte e três anos depois não dispenso uma punhetinha matinal... mas os motivos de minha inspiração mudaram... é assim que se vive... é preciso mudar as vezes... atualizar conceitos... hoje gosto de pelos pubianos... a esfregação na xoxota...e o cheiro me inspira.
Tornei-me melhor? Pouco importa, sigo me divertindo e fazendo a alegria de muita gente. Um grande amigo meu... chamado Rei das Bucetas, sempre diz: punheta é treino... e treinar é importante, ajuda a manter o ritmo.
O cara é um sábio.
Talvez aquela mulher tenha sido meu primeiro amor. Depois do centésimo amor eu parei de contar... uma fantasia louca, doce e poética. As vezes ela estava encostada no muro, fumando maconha ou um palheiro qualquer. Era pura graça... minha Monalisa desmaiada, minha pirâmide do Egito amordaçada em sonhos... eu passava olhando pra ela. Era muito tímido. Ainda sou. Era uma curtida. Eu passava ali... ficava olhando pra ela... e sentia meu pau crescer na calça. Chegava em casa e homenageava Olga.  Dona Olga... minha vagabunda eterna...Olga o sonho, a xoxota de ouro... mijando alegrias de amor, ejaculava quatro ou cinco jorros grossos depois. Fantástico.
Mas ao que parece, Deus resolveu me da uma força. Um dia nestas passadas diante da casa dela, Olga me chama. Fiquei muito nervoso, o coração batia rápido, uma bomba... lá estava ela, linda... aquela pele manchada no rosto possivelmente do fumo... um olhar estelar de vagabunda mor, o mesmo vestido, sem sutiã... naquelas tetas meio caídas e perfeitas ao mesmo tempo, naturais e o cheiro... porra o cheiro de Olga. As misturas do demônio, falta de banho... suor, cigarro, cachaça, hálito carregado, possivelmente de dentes cariados e um leve tempero de urina...todos cheiros juntos, era a execução da Cavalgada das Walquirias... Wagner... o grito dos deuses profanos.

-Venha cá garoto... venha...
-Oi...
-Todos os dias passas aqui... hein... que fazes pra cá?
-Nada não... eu apenas tava dando uma volta...
Eu estava pertinho dela... e claro meu pau subiu. Tentei ficar de lado... escondendo a ereção. Porra, naquele dia eu chegaria em casa... e bateria cinco punhetas pra ela.
Ela percebeu a ereção... e sorriu safada. As mulheres as vezes são foda. Então ela se tornou provocante... lindamente provocante. Passou a mão nos seios...

-Que isso menino... não se envergonhe não... eu já vi tudo... você gostou do material aqui né?
Era inegável. Sorri encabulado... então ela discretamente tirou minha mão da frente do pau... e o pegou com suavidade...ual. Sorri com olhos fechados.

-Nossa menino... que pau duro você tem... vem aqui vem...

Com esta ordem... ela me convidou para entrar em sua casa. Aquilo não era uma casa por dentro. Era horrível. As paredes estavam meio destruídas, sem reboco, tudo muito simples porem... um cheiro de esgoto no ar, mas foda-se...  a vida, a gloria tem seus desafios. Cheguei ao quarto dela... uma cama em caos desarrumada e lençóis sujos... então ela agiu como os sonhos: tirou a roupa toda de súbito... e foi tirando a minha lentamente. Olhou meu pau... lustroso... e o sugou com toda vontade. Aquilo não demorou muito... gozei... e seguia com pau duro ainda... bem, a partir dali... foi algo... não paramos por duas ou três horas não lembro bem...
Ela me dizia:  Bate negro... me bate... filho da puta... me bate seu merda do caralho...

Esse descontrole ecoaria eternamente nos meus ouvidos... a primeira vez que desci a mão com vontade, num prazer mórbido e delicioso sadomasoquista.  Ela adorou, gozava como uma cadela cio... abria a xoxota e mostrava... olha como esta molhada escorrendo... porra.

Foram as horas mais felizes de minha vida... na época. Minhas visitas se tornaram mais frequentes... e a coisa foi ficando mais pesada, bebidas...mais porradas...era uma professora perfeita. Que merda... eu não lembro de nenhuma professora que tenha marcado minha infância e adolescência desta forma,  ou  mesmo quem me ensinou a ler escrever, mas de Olga... bem.

Somos assim brutais... movidos por coisas que se escrevem em nossa alma. Meus conceitos sobre mulheres mudaram a partir deste dia... virei o ingrato do descontrole famigerado... o adorador de bucetas apaixonadas.
Esse é o meu amor possível... minha vida brutal, minha alegria sem mais...

Luís Fabiano.

segunda-feira, abril 23, 2012

Poesia Fotográfica





Empurrados contra o corner

Por vezes a luta é desleal
Franco atirador a quilômetros de distancia
Ele no alto de um trono dourado
Assistindo todas as merdas possíveis
E balançando a cabeça como um tolo...
-Virem-se crianças... vocês criaram esta merda

Bem e mal viram uma pasta
E mesmo que façamos toda a força
Vamos sendo empurrados contra o corner
Golpes que se sucedem machucando esperanças
Dilacerando horizontes
Manchando o luar

Este sai da lata de lixo com seu tesouro...
Aquele tenta matar a fome com farelos
Adiante, outros uivam como lobos, enlouquecendo homeopaticamente
Encenando em palcos silêncios
Os dramas da solidão, das lagrimas que ninguém sabe onde caem
A espera do golpe final...
Eu os entendo

Quando se dá socos em um adversário invencível
Quando você só tem a luta... e não deseja cair no corner
Penso: deveria ser diferente... onde estão as chances de equilibrar esta merda?
Mas ninguém se importa
Tais golpes não nos acertam hoje...
Dormiremos tranquilos... a sombra de um corner vazio e tudo estará bem

Enquanto em algum lugar
O leão devora a zebra
o trágico faz sua cena
Um estuprador sai rindo como um demônio em festa
Golpes do acaso famigerado que encontram os outros
A selva civilizada, almas de concreto, sonhos de fumaça
Bem, não se pode resolver tudo...
Mas uma coisa digo: tudo pode jogar contra
Como quase sempre é... porem sentir-se derrotado
É um outro assunto.


Luís Fabiano.


domingo, abril 22, 2012




Entre o 68 e o 70

A coisa até vinha bem
Eu havia bebido o meu rum
Ela havia fumado a sua pedra de cada dia
Boeings a cabeceira da pista de decolagem
Motores a todo vapor
Isso não parece lindo?

Aquele lugar detonado não era dos melhores
Tudo estava quebrado e sujo
Não recordo o nome da vila
Ou mesmo do nome dela...
Mas ela tinha aquele algo que as mulheres limpas não têm
Desconhecidos amantes a luz de um barraco imundo
Fedendo a esgoto...
Começamos a trabalhar

Ela parecia um graveto animado com trinta e um...
Ossos com pedaços de alma...
Quando a despi, tive a impressão que haviam duas xoxotas ali
Mas não... 
Teria ela trepado com um cavalo? Não duvido...
É do tipo aceita... e ali estamos nós...

Então ela colocou aquilo na minha cara
Gritando como um locutor de rodeio no cio do inferno
Gemendo como um anjo estuprado num céu em chamas
Eu tentava respirar um pouco...
Afogado por aquela bucetona peluda gigante... linda
Meu pau era um dedal perto daquilo

Lembro que meu rosto quase todo, entrou nela
Como o amor as vezes entra na alma...
Era eu voltando para dentro do útero de uma mãe qualquer
Fiz contrações ao avesso... mas não entrei todo...
Me aninharia enroscado num útero de pedra
Carinhos travesseiro de um doente

Não tive tempo de olhar muito
Ela sorria como uma louca mordendo meu cacete
Aquele cheiro forte, sujo, mijado, dias sem banho e outros líquidos...
Vapores do humano mais oculto
Embalava meu sonho...

Gozamos assim...
Eu lambi seu útero por dentro 
Ela mijou no horizonte sem lua
Bebeu meus filhos do impossível
Num aborto de galáxias
E ambos sorrimos depois
A vida me parece ótima.

Luís Fabiano

sábado, abril 21, 2012




Navalhadas Curtas: Chupadinha do Vovô.


Sou frequentador de bares. Dos melhores e dos piores, estes últimos com minha total preferencia. Sentar, olhar o movimento e beber. Estar acompanhado é irrelevante. Gozo de uma certa auto-suficiência...
Então minha mesa foi invadida.

Um coroa meio ansioso, louco ou tarado... talvez os três:

-Oi - ele me disse.
-E aí... tudo em paz – eu disse.
-Sabe meu neguinho... tava te vendo ai tão sozinho, abandonado...príncipe de ébano...

Ele piscou os olhinhos daquele jeito... Puta merda pensei.
Lembrei de um tempo que eu reagia muito mal nestas situações... Uma vez dei uma porrada no nariz de um velho cliente(ele queria sentar no meu colo a força)... foi um soco dos bons, bem justo, sangrou um pouco. Mas na verdade que não precisava de violência. Foda-se, já foi.

Então fiquei olhando para senhor sentado na minha frente e ele seguiu a cantada:

-Neguinho... neguinho...ébano, eu te chupo de graça amor... agora ali no banheiro...vamos...vamos...

Não me abalei:

-Tio, chupada de macho não interessa... se tu fosse uma velha desdentada, seria maravilhoso eu sei, mas não, agradeço. Por favor me deixe sozinho agora... volte pra casa... o senhor tá se arriscando...ta ligado...
-Neguinho, ébano, neguinho... aí se eu te pego... ai se eu te pego...
-Mas que merda... tu és um chato de péssimo gosto musical... vai embora caralho... vai fuder com um jegue no cio...

As pessoas me olharam... e o cara desapareceu.
Estou cada vez mais educado.


Luís Fabiano.





Áudio Poema 


Noites Vazias - 

Poema e voz - Luís Fabiano


sexta-feira, abril 20, 2012

Pérola do dia:

A mulher olhando-se no espelho, após uma trepada hot com o Rei das bucetas, diz:

-Eu gostaria de não ter essa barriga, essa buchada... eu queria ser linda pra ti...

Ao que o Rei responde, olhando em seus olhos:

-Uma mulher é muito mais que uma barriga...

Rei das Bucetas.

quarta-feira, abril 18, 2012



Muitos Corpos e Poucos Nomes

As vezes não sei quem é...
Marina, Antônia, Joana, Simone, Jessica ou...
Porque minha razão não precisa de tantos detalhes
Elas vêm desfilando uma a uma...
Como um cortejo de xoxotas aladas em forma
Com lingeries lindas...

Marchando ao pico de porra alguma
Parecem felizes as vezes...
Impossível prender a felicidade...
Como voar sem asas
Então magicamente alguma coisa dá merda
É o sonho fodendo o pesadelo, com gosto de chumbo ao amanhecer
Armadilha tecida de mentiras de si para si
Sombra de minha verdade que não convence... o suficiente
Ilusões flutuantes de uma nau a deriva
Perdido e encontrado...

Ai pouco importa como se chamam
Hoje ou amanha...
Dançam o seu balé de tragédias explicitas ou caladas a noite
Enquanto eu como um filho da puta
Tento entender o que deu errado... mas nunca é acidental...
Todos sabem...
A verdade é: expectativas sempre existem...
Mesmo quando não existem...

Olhando um abismo se tem expectativas...
Olhando Capela Sistina... expectativas...
Atrás do copo de rum, do corpo nu... é inevitável
Como um tsunami
Espero que tudo passe, faz parte do estilo que adotei...
É a doença almejando saúde
O viciado feliz jamais pensando em abandonar o vicio
As vezes me pergunto: se poderia ser mais simples?
Mas que merda...
Quem quer simplicidades afinal...

Luís Fabiano.


terça-feira, abril 17, 2012


Pérola do dia:

Mister Catra dizendo  diretamente para uma convidada em um programa de auditório.

“ Eu duvido que se tu cair no meu tatame, eu não te empeno como um berimbau...”

Mister Catra

na duvida:...





segunda-feira, abril 16, 2012



Navalhadas Curtas: Ama de Leite


É inescapável. Quando se reúne amigos e brothers, historias sórdidas surgem, como uma diarreia incontrolável, entre peidos, gritos e cerveja:

-Pois então Fabiano, tenho uma pra ti contar, pra tu colocar naquela merda que tu escreves... Disse o brother:
-Fomos eu e mais o Alaor sair aí com umas mulé...
-To ligado.
-Pois é... acabou que fomos pra casa da praia e tal... sabe cumé... chegando lá, cada um pra um quarto, nada de suruba hoje... então a mulé que tava comigo falou: Bah tu nem sabe, a Joana acabou de ter filho e...

Comecei a rir, pois já estava lubrificado pelas várias e inúmeras cervejas bebidas, de todas as raças do mercado... é sempre assim.

-Tá e aí? Disse meu brother pra mulé que tava com ele, e seguiu: seguinte benzinho, caiu no tatame é pra luta... agora é tarde...tá fudida.

Enquanto no outro quarto, ouvia-se um grito de boca cheia, o primo deste brother... enchia a boca de leite, pois as tetas dela estava repletas, como uma vaca holandesa. E o drama todo era esse: engolir ou não o leitinho ?

Ao que eu disse: Porra brother, se o leite materno faz bem para os bebes, quanto mais pra nós crescemos um pouquinho.
Ele engoliu, o leite se misturou a cerveja ao whisky...e ao resto. Acho que uma criança ficou sem leite.

Luís Fabiano.


Filetes de Sangue:


Existem coisas que revolvem o passado. Como uma larga enxada expondo raízes para o sol. Uma ancora as avessas. Bastou um único olhar, um detonador, para que tudo voltasse á velha forma.
Não sei se deveria ficar feliz ou angustiado.

Uma vez que o caos que nos torna iguais também retorna... brigas intermináveis, guerras declaradas... auto agressão, auto mutilação, lagrimas as vezes.
Mas como dois condenados a morte, é o que restou... nosso reino rachado com sonhos angélicos, borrados de negro antes do amanhecer.

O jeito é aceitar... como se aceita o fim, a morte... a espera que ela não seja de verdade... então, como se nada de um passado maldito tivesse existido... ela sorriu pra mim... e foi bom... apenas não sei até quando.

Luís Fabiano.

sábado, abril 14, 2012

Poesia Fotográfica...


sexta-feira, abril 13, 2012



Mosca e uma Cerveja 

Insisto nos mesmos erros...
O ritual incansável a procura da beleza ou da tragédia
Ambos podem ser
Gosto de bares infectos
Minhas catedrais do nojo... o doce ,a fagulha em vida...
O feto dos vencidos com guelras de metal...
Bares onde a confissão dos malditos
Brilham como verdades raras...
Enchendo o rabo do demônio

Gosto de ficar ali..
Sorvendo minha companhia
Distante de xoxotas venenosas
Ou conselhos vazios
Broxadas possíveis e alegrias enferrujadas...
Anos se passam
Garrafas que se esvaziam
E lagrimas criam asas

Tomo cerveja em um copo lascado
Todo prazer exige alguma coisa...
Enquanto uma abençoada mosca pousa na beira da lasca
A puta deseja beber de graça... como qualquer outra puta...
Ignoro os germes e bactérias a observando
Como detesto virtudes fissuradas

Creio que isso não é uma questão de saúde
Não gosto de dividir minha bebida simplesmente
Como o deserto a espera da chuva
A encaro com desafio
Minha batalha de Dante é contra a mosca...

Duas mulheres bebem numa mesa a minha frente
Parecem felizes... como qualquer aparência
Não havia mosca na cerveja delas
Penso: onde esta o equilíbrio natural?
Eu havia até tomado banho aquele dia
Então tratei de esvaziar a garrafa rapidamente
Deixando a puta na saudade
A mosca entrou na garrafa vazia
E tampei o gargalo...
Estava fudida.

Luís Fabiano.

quinta-feira, abril 12, 2012


Pérola do dia:

“ Naturalmente todo ser humano tem dentro de si, um anjo e um filho da puta. Aquele que não quiser se decepcionar com qualquer pessoa... apenas lembre-se disso”.

Luís Fabiano.



Navalhadas Curtas: As loucas


Andar como um cão vagabundo, pelas ruas de Pelotas, pode ser algo arriscado. Talvez não tão arriscado como uma mesa de jogo, Black Jack, Pôquer... a vida, dados ao ar a espera da sorte... ou do azar.
Na verdade o destino errante, nunca é tão errante.

Caminhava nas proximidades de minha casa. Porra, noite linda, cinza como se Deus estivesse fumando e lançando sua fumaça no céu, para matar os malditos anjos asfixiados... gosto de noites assim.
Então da porta de uma casa, uma mulher de camisola branca transparente... lembrando muito a “loira do banheiro” me chama... consulto a hora...uma e quinze...boa hora.

-Psiu...psiu...psiu...

Sorte grande de madrugada? Ou roleta russa?

-Oi...tudo em paz moça...bela camisola...

Então me aproximando, pude ver melhor. O rosto dela era uma erosão que o tempo queria sepultar... dentes estragados... tinha muita idade, cabelo despenteado... expressão transtornada, tudo bem, nunca me importei com isso.

Porem não era tão simples. Ela parecia meio sequelada... mentalmente algo estava errado... o cérebro em curto.
A loira ao me ver se aproximar... ergueu a camisola... mostrando uma xoxota careca que parecia diluída em carnes murchas...

-Olha aqui minha pererequinha... dã... dã... minha pererequinha... ta mijada... dã... mijada mijada... dã...

Fiquei analisando aquilo... imaginando se valia a pena ou não... toquei no meu troço, e já estava meio duro... é acho que ia...
Porem escudo passos de alguém atrás dela... uma mulher surge na porta:

-Mãe de novo? Porra mãe... já falei a senhora não pode mostrar a buceta assim... na rua... é feio...a senhora tem aquele brinquedinho que te dei...vamos lá...

Ela me olhou:

-O senhor desculpe... minha mãe é meio doente... bem...
-Tudo bem( fechando a braguilha...) eu que peço desculpas...não sabia...
-Foi nada não... minha mãe vai dormir agora... aparece aí outro dia...(piscando o olho)

Sorri e segui caminhando.
Deus que é isso...

Luís Fabiano.

quarta-feira, abril 11, 2012

Momento Boa Música

Pablo Milanés - Marginal

terça-feira, abril 10, 2012




Gritantes olhares


Dizem que os olhos
São os espelhos da alma...
Bem...
O olho do cu creio que pensa a mesma coisa...
Aprendi a passar batido por alguns olhares
Como a atenção que bate asas sobre o oceano
Não há onde aterrissar...
Expectativa fúnebre e tensão num jogo mórbido consigo mesmo
Conseguirei?

Ontem vi nos olhos de meus parentes...
Como um hímen complacente de agonia...
Olhavam para mim... como quem olham um cara que chega em terceiro lugar
Uma espécie de ninguém... aplaudido entre sorrisos amarelos
O terceiro dos merdas...
Sorri, como sorriem os idiotas felizes...
Apenas os idiotas são felizes...

No fundo eu os compreendo
Eles têm motivo para isso...
Suas vidas perfeitas entoam alguma beleza...
Embora nada seja como seja...de perto
Como golpes absorvidos por um boxer
Eu sorrio...
Eu um rato podre de olhar envidraçado
O derrotado eterno de muletas fraturadas
Cachorro atropelado na esquina...
Aspirando sonhos malditos
Entre pensamentos errantes e algumas poucas almas de verdade...

Olhar, olhares
Visgo precioso escorrendo em desertos
Transeunte inglório
Reverberando inquietações de um e todos...
As verdades que nos esforçamos para ocultar...
Então... hoje pela manhã...
Diante do espelho do banheiro eu olhei meus olhos...
E eu gostei deles.

Luís Fabiano.