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quinta-feira, agosto 06, 2015

Gostos e cheiros


Gostos e cheiros

Gosto do cheiro de sexo
Com tudo que ele tem de melhor
Suor
Merda
Mijo
Porra
Líquidos vaginais
Sangue
Isso é poesia profunda...

E outra
Nada de trilha musical da banda essa ou aquela...é tudo merda existencial
Como uma luta o som do soco no oponente é uma sinfonia de bethoveen
Os gemidos são o vento
Os gritos são as lembranças que a vida dói
O bater das peles na escuridão
Uma agressão feita de instinto e beleza
É como fuder com os anjos do céu
Corrompendo belezas
Abrindo asas inacreditáveis em um abismo de fogo...

Fuder é assim
Ou não é nada...
Em vem o suor
Palmadas na bunda...
Mais forte...
Mais forte...
Mais forte porra
E todo o amor converte-se em prazer
Entre animais eternos
Vilipendiando a alma
Libertando de tudo
Bailando na verdade única que és tu...
Belo animal que pensa

Cheiro de saliva
Cuspe
Grelos inchados de tanto chupar
Caralhos densos esporreados
E cus
Cus lindamente abertos em descanso.
Gosto do sexo assim
Vil
E rasgado
Onde o animal encontra paz.

Luis Fabiano.




sábado, agosto 01, 2015

Poesia Fotográfica



Velha terrível




Velha terrível

Ela anda mancando se arrastando pelas ruas de Pelotas
Tem a voz rouca
E o hálito nauseabundo perceptível longe
Vocifera com violência gratuita
A tudo
A todos
A você...

Eu penso: que merda Deus tinha na cabeça quando fez tal criatura?
Certamente estava cagando para a humanidade...
Alguém me disse que era necessária piedade
Mas eu não tenho...
Cavei em mim...
E não achei
Essa criatura me provoca asco simples sem ódio...
Mas ela tem família
Uma boa casa
Se alimenta
Não rasga dinheiro
Não existe loucura

Certo dia ela me olhou nos olhos
E fez a “chapa” dentaria se mexer na boca
Então em disse:

- tu és um merda...viu...um merda

Mas sou um ser amante de silêncios
Apenas fiquei ali
Olhando nos olhos dela...
Como uma lamina fina
Como o veneno certo
Como a inevitável morte que a todos alcança
Hoje ou amanhã...
Ela seguiu...

-Tu é um merda...tu não é nada seu bosta...cagão...
Isso que és...um cagão fudido

Mas eu sei bem o que eu sou...
Não reagi
Na verdade, tudo já estava feito.


Luís Fabiano.